13 de set. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Futebol, futebol mesmo se jogou até os anos 80, início dos anos 90. E olhe lá!

Com muito boa vontade e espaço para Zico, Sócrates, Careca e Raí.

Depois foram apenas espasmos. Alguns jogos dignos de nota e marasmo.

Se o futebol dependesse do que veio depois para ser o esporte mais popular do país estava perdido e mal pago.

Porque nem mesmo do povo o futebol é mais.

A seleção nos foi roubada, vilipendiada, exportada.

Onde uma folha seca de Didi?

Onde um drible chapliniano de Mané?

Onde uma arrancada de Queixada?

Onde uma defesa acrobática de Pompéia?

O futebol brasileiro morreu e foi enterrado nas alfândegas.

Alguns resquícios batem bola na Europa e nos países árabes. E só.

Amor a camisa? Burrice!

Toque de bola? Pegada firme!

Soco no ar? Brigas nas arquibancadas!

O Palmeiras nos enchia os olhos com Leão, Luisão, Dudu, Ademir, Leivinha.

O Cruzeiro formava com Dirceu Lopes e Tostão.

Até o Olaria tinha o Roberto Pinto e Afonsinho. A Ponte Preta, Dicá e Manfrini.

O Bangu, Mestre Zizinho. O Guarani, Zé Carlos e Renato.

Bita, Nado, Edu, Djalma Dias, Zózimo, Orlando, Djalma Santos, Nilton Santos, Bauer...

Isso sem falar nos anos 30 e 40. Em Leônidas e Tim. Romeu e Domingos.

Hoje, futebol, futebol mesmo, só no Museu do Futebol.

Porque futebol, futebol mesmo, só o futebol de museu...



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