
Por ROBERTO VIEIRA
Futebol, futebol mesmo se jogou até os anos 80, início dos anos 90. E olhe lá!
Com muito boa vontade e espaço para Zico, Sócrates, Careca e Raí.
Depois foram apenas espasmos. Alguns jogos dignos de nota e marasmo.
Se o futebol dependesse do que veio depois para ser o esporte mais popular do país estava perdido e mal pago.
Porque nem mesmo do povo o futebol é mais.
A seleção nos foi roubada, vilipendiada, exportada.
Onde uma folha seca de Didi?
Onde um drible chapliniano de Mané?
Onde uma arrancada de Queixada?
Onde uma defesa acrobática de Pompéia?
O futebol brasileiro morreu e foi enterrado nas alfândegas.
Alguns resquícios batem bola na Europa e nos países árabes. E só.
Amor a camisa? Burrice!
Toque de bola? Pegada firme!
Soco no ar? Brigas nas arquibancadas!
O Palmeiras nos enchia os olhos com Leão, Luisão, Dudu, Ademir, Leivinha.
O Cruzeiro formava com Dirceu Lopes e Tostão.
Até o Olaria tinha o Roberto Pinto e Afonsinho. A Ponte Preta, Dicá e Manfrini.
O Bangu, Mestre Zizinho. O Guarani, Zé Carlos e Renato.
Bita, Nado, Edu, Djalma Dias, Zózimo, Orlando, Djalma Santos, Nilton Santos, Bauer...
Isso sem falar nos anos 30 e 40. Em Leônidas e Tim. Romeu e Domingos.
Hoje, futebol, futebol mesmo, só no Museu do Futebol.
Porque futebol, futebol mesmo, só o futebol de museu...
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