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10 de mar. de 2013




Por EDGAR MATTOS, MDM           





EUFEMISMO HIPÓCRITA
No lamentável episódio narrado, com a maior tranquilidade, pelo “excelso” Luciano Bivar, chamando suborno de lobby, lembramos Rochefoucault : “A hipocrisia é a homenagem que o vicio presta à virtude”...


DENÚNCIA OU CONFISSÃO ?

Alguns jornalistas locais, por ignorância ou conivência, intitularam de “denúncia” a bombástica declaração do presidente do Sport.  Na verdade, embora muito tardia, tratou-se de uma confissão pois em todo ato de corrupção o corruptor também é protagonista...


ESCONDIDO COM O RABO DE FORA
O cara diz haver comprado uma convocação para a seleção brasileira e o treinador, responsável por essa convocação, não se acha acusado de qualquer irregularidade, simplesmente por não ter havido nenhuma referência direta a seu nome. Quer dizer: o treinador que se submeteu ao “lobby” tem juba de leão, rugido de leão, rabo ( preso ) de leão, empáfia de leão, então, por acaso, teria sido o Leão ?



A ÉTICA AINDA EXISTE !
Luciano não se lembra do nome do “lobista” que teria intermediado a convocação de Leomar para a Seleção Brasileira. Mas acrescenta que, mesmo que se lembrasse da identidade desse importante personagem, não a revelaria por “uma questão de Ética”. E a gente que achava não haver neste nosso país gente preocupada com a Ética ...


HISTÓRIA DA IMPUNIDADE
Açulados por essa recente confissão de Luciano Bivar, muitos historiadores, sadicamente interessados em conhecer em detalhes as patifarias do nosso futebol, anseiam pelos livros de memórias do presidente do Sport, do Sr. Eurico Miranda e, sobretudo, dos ex-presidentes da CBF, João Havelange e Ricardo Teixeira. Já para as autoridades policiais e judiciais tais revelações seriam, certamente, motivo de enorme frustração.  Por  tratarem todas elas de delitos já prescritos.

9 de mar. de 2013




Marketing negativo é isso aí.

Os motivos para tal revelação?

Sabe-se lá...

Vaidade?

Bobeira?

Certeza da impunidade?

Tudo isso junto.

Se a intenção era desviar a atenção da crise?

Se a intenção era chamar a atenção?

 Aí estão as cartas na mesa.

Até quarta-feira chegar.

E todo mundo esquecer o caso...


Folha de S. Paulo


8 de mar. de 2013










Por ROBERTO VIEIRA



Seja CBD ou CBF.

A história continua a mesma na convocação.

Incompetência ou corrupção?

Subserviência ou audição?

Eis o quadrado mágico da seleção.

O primeiro foi Niginho.

Craque do Palestra, da Lazio e da família Fantoni.

Niginho que foi convocado pra Copa de 38.

Niginho na reserva de Leônidas.

Niginho que não podia jogar, pois fugira da Itália.

E a Itália suspendeu o atacante na FIFA.

Conclusão?

Brasil x Itália.

Leônidas machucado.

Niginho de chupeta na boca.

Azzurra na final.

Tempo que passa.

Um dia convocaram o Ditão.

Mas convocaram o Ditão errado.

Perguntando o nome completo do rapaz aos repórteres.

Repórteres que trocaram alhos com bugalhos.

Geraldo por Gilberto.

Baita organização.

Dario.

O segundo maior artilheiro do Brasil.

Barrado por Saldanha na seleção.

Dario que chegou à Canarinha ancorado em seus gols.

E no sorriso do Planalto.

Agora temos o Leomar.

Rapaz de boa índole, honesto e batalhador.

Emaranhado nas malhas por baixo do pano.

Cantado em prosa e verso pelo coronelismo arcaico e vaidoso.

Como momento de glória do desporto nacional.

E vamos parar em Leomar.

Senão o quadrado mágico vira icosaedro.

Ou coisa pior...





Fiquei pasmo.

Não.

Não porque existiu o pagamento de comissão no Caso Leomar.

Leomar que chegou a seleção sob desconfiança nacional.

Leomar convocado por Leão pra seleção.

Não.

Não sou tão inocente assim.

Eu fiquei pasmo foi com a confissão ao vivo de Luciano Bivar.

Um caso de sinceridade absoluta e Cândida.

No universo silencioso dos porões do futebol...



14 de fev. de 2013





31 de jan. de 2013






Há 40 anos.

Discutia-se o cabelo no futebol.

Antes de Passarella.

Depois do musical.

O Santos mandou todo mundo aparar a juba.

Senão ficava em casa.

Não viajava pra Europa.

Nos jornais, as opiniões se dividiam.

Telê falava em democracia.

Rivelino falava que deixaria o seu mais comprido ainda.

Forlan afirmava socraticamente:

'Futebol se joga com os pés...'

Leão se defendia dizendo que era jovem.

Ninguém percebia.

Mas o cabelo militar da Copa de 70.

Cedia lugar ao encaracolado Marinho Chagas em 1974.

Era o protesto permitido.

Em uma sociedade fechada hermeticamente aos neurônios.

Afonsinho de longe, ria.

I've got my hair...

25 de ago. de 2012




14 de jun. de 2012





4 de jun. de 2012






Foto do arquivo pessoal de Parreira.

Exibida no Sport TV.

Leão no banco de trás.

Ternos pendurados na janela do avião...

11 de nov. de 2008






Por ROBERTO VIEIRA

Muitas vezes os céus parecem enigmáticos.

À primeira vista o lugar de Marcos seria no Palmeiras de 1973.

Com Luís Pereira e Alfredo na zaga.

Dudu e Ademir no meio de campo.

Leivinha marcando gols lá na frente.

Marcos ia dormir os 90 minutos da partida.

Sob as bençãos do sábio Osvaldo Brandão.

Um mundo perfeito.

Mas é preciso compreender melhor o livro do destino.

O contrário seria uma catástrofe.

Imaginem Leão jogando no Palmeiras do século XXI.

Sob as críticas do técnico Wanderley Luxemburgo.

Imaginaram?

Pois é...



16 de out. de 2008



Copa de 70.

Treinamento para a altitude?!

Métodos científicos?!

Leão puxa Jairzinho que puxa Ado...

Todo mundo feliz da vida.

Gérson observa de fora.

Desconfiado desse trenzinho mexicano.


13 de set. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Futebol, futebol mesmo se jogou até os anos 80, início dos anos 90. E olhe lá!

Com muito boa vontade e espaço para Zico, Sócrates, Careca e Raí.

Depois foram apenas espasmos. Alguns jogos dignos de nota e marasmo.

Se o futebol dependesse do que veio depois para ser o esporte mais popular do país estava perdido e mal pago.

Porque nem mesmo do povo o futebol é mais.

A seleção nos foi roubada, vilipendiada, exportada.

Onde uma folha seca de Didi?

Onde um drible chapliniano de Mané?

Onde uma arrancada de Queixada?

Onde uma defesa acrobática de Pompéia?

O futebol brasileiro morreu e foi enterrado nas alfândegas.

Alguns resquícios batem bola na Europa e nos países árabes. E só.

Amor a camisa? Burrice!

Toque de bola? Pegada firme!

Soco no ar? Brigas nas arquibancadas!

O Palmeiras nos enchia os olhos com Leão, Luisão, Dudu, Ademir, Leivinha.

O Cruzeiro formava com Dirceu Lopes e Tostão.

Até o Olaria tinha o Roberto Pinto e Afonsinho. A Ponte Preta, Dicá e Manfrini.

O Bangu, Mestre Zizinho. O Guarani, Zé Carlos e Renato.

Bita, Nado, Edu, Djalma Dias, Zózimo, Orlando, Djalma Santos, Nilton Santos, Bauer...

Isso sem falar nos anos 30 e 40. Em Leônidas e Tim. Romeu e Domingos.

Hoje, futebol, futebol mesmo, só no Museu do Futebol.

Porque futebol, futebol mesmo, só o futebol de museu...