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12 de mar. de 2016





Fosse pela camisa verde.

Bizu seria mera estatística.

Os palmeirenses nunca levaram Bizu a sério.

Já os alvirrubros.

Desde que botaram os olhos no craque.

Sacaram que ali estava o sucessor de Baiano.

E estamos conversados...

26 de nov. de 2014






Por WASHINGTON VAZ


O ano de 2003 foi perfeito para o Cruzeiro.

Conquistando os títulos do Campeonato Mineiro, o Tetra da Copa do Brasil e o inédito título do Campeonato Brasileiro.

Sob as orientações de Vanderlei Luxemburgo, o clube Celeste tinha um timaço.

Onze anos depois, a Raposa pode repetir o mesmo feito, justamente contra seu maior rival, o Atlético Mineiro.

Após conquistar o título mineiro no primeiro semestre e o título antecipado do Campeonato Brasileiro, falta a Copa do Brasil.

Para isso, necessita de uma vitória por três gols de diferença para repetir o feito de 2003, até agora particular.

Particular... Talvez não!

De forma genérica, a imprensa esportiva brasileira denomina "Tríplice Coroa" qualquer conquista de três títulos numa mesma temporada.

Neste sentido, misturam-se títulos regionais, nacionais e internacionais.

Então, quem além do Cruzeiro conquistou a tríplice coroa?

O primeira que se tem notícia ocorreu em em 1959 com o Bahia,  conquistando o Campeonato Baiano, o Torneio Norte-Nordeste e a Taça Brasil.

Em 1981 o Flamengo de Zico conquistou o Campeonato Carioca, Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

Um ano depois, em 1982, foi a vez do Atlético Mineiro papar o Campeonato Mineiro, o Torneio de Paris e o Torneio de Bilbao.

O São Paulo conquistou em 1992 o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental 

E mais, tarde, em 2005, repetiu o feito, com o Campeonato Paulista, a Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA.

Voltando aos anos 90, o Palmeiras com a injeção financeira da Parmalat levou para o Parque Antártica o Paulista, o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro em 1993.

Com Scolari em 1996, o Grêmio conquistou o Gaúcho, a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.

E no norte do país, em 2002 o Paysandu usou sua fama de Papão para deixar a Curuzu com as taças do Paraense, a Copa Norte e a Copa dos Campeões.

E por fim, o Sampaio Corrêa, ao conquistar em 2012 o Campeonato Maranhense, a Copa União do Maranhão e o Campeonato Brasileiro Série D!

Além destes clubes anos, vale salientar outras duas observações.

O Internacional fez uma tríplice coroa internacional em 2007, conquistando a Recopa Sul-Americana neste ano, somando aos títulos da Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA, em 2006.

Já o Santos do Pelé, em 1962 e 1963 conquistou uma "Quadrupla Coroa" e "Quíntupla Coroa"!!

Numa única temporada, no ano de 1962, o Peixe levou para Vila Belmiro os títulos do Campeonato Paulista, Taça Brasil, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

No ano seguinte, não ficando satisfeito, além destes títulos, conquistou ainda o Torneio Rio-São Paulo!

O fato é que durante um bom tempo, a "Tríplice Coroa", nos moldes europeus, não podia ser aplicada no Brasil.

É que, durante os anos de 2003 e 2012, os clubes brasileiros que disputavam a Libertadores da América eram impedidos de participar da Copa do Brasil na mesma temporada.

Coisas do inchado e confuso calendário brasileiro.





Por WASHINGTON VAZ





Em 1998 o Cruzeiro chegaria a sua terceira final de Copa do Brasil.

E assim como 1996, teria pela frente o Palmeiras.

Na nona edição do certame nacional, 42 clubes buscariam o título e uma vaga para a disputa da Libertadores.

Palmeiras que chegou a final passando por Ceará, Botafogo, Sport e Santos.

Até ali foram 3 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

Já o Cruzeiro que buscava o tricampeonato, passou por Amapá, Corinthians, Vitória e Vasco.

Para chegar a final foram necessárias 4 vitórias, 2 empates e 1 derrota.

E como em 1996, o clube celeste faria o primeiro jogo da final diante de 61.814 torcedores.

Para a partida, Levir Culpi escalou Paulo César; Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo e Gilberto; Ricardinho, Marcos Paulo, Valdir e Elivélton; Marcelo Ramos e Fábio Júnior.

Já Luiz Felipe Scolari trouxe ao gramado Velloso; Arce, Cléber, Agnaldo e Júnior; Rogério, Galeano, Darci e Zinho; Paulo Nunes e Oséas.

Com placar de 1x0, o Cruzeiro venceu o Palmeiras no Mineirão com gol de Fabio Junior.

Aos 26 minutos Marcelos Ramos cruzou para dentro da grande área alviverde, encontrando Fabio Junio sozinho para cabecear.

A raposa garantia ali uma vantagem considerável para o jogo de volta no Morumbi.

No estádio do São Paulo, Scolari alinharia  Velloso; Neném, Roque Júnior, Cléber e Júnior; Rogério, Galeano, Alex e Zinho; Paulo Nunes e Oséas.



Partida com 45.237 palestrinos para uma renda de R$ 453.674,00.

Já o Cruzeiro de Levir, entrava com Paulo César; Gustavo, Marcelo Djian, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivélton; Bentinho e Marcelo Ramos.

Logo aos 12 minutos de jogo, Paulo Nunes, o "Diabo Loiro" abria o placar.

O Palmeiras buscava o jogo, mas o Cruzeiro estava aplicado defensivamente.

Tudo indicava que a partida seria a primeira decisão nos pênaltis na história da Copa do Brasil.

Mas coube a Oséas a mudar a história do jogo.

Em cobrança de falta, a longa distância, Zinho chuta forte, acertando o peito do arqueiro Paulo César.

O goleiro celeste deixa a sobra nos pés de Oséas, que sem angulo, aos 44 minutos, desse o título da Copa do Brasil ao Palmeiras.

O primeiro título palmeirense da Copa do Brasil

O segundo de Luiz Felipe Scolari.

E até aqui, a única final derrotada diante do Cruzeiro.






Por WASHINGTON VAZ


O Cruzeiro chegava novamente a final da Copa do Brasil.

Na edição de 1996, com 40 clubes na disputa do certame.

Assim como em 1993, o clube celeste não era favorito ao título nacional.

À frente da Raposa viria o super Palmeiras da Parmalat.

Palmeiras que para chegar a final passou tranquilo por Sergipe, Atlético-MG, Paraná e Grêmio.

Derrota mesmo, só para o tricolor gaúcho, no Olimpico. No mais, 6 vitórias em 7 jogos.

Já o Cruzeiro enfrentou Juventus-AC,Vasco, Corinthians e Flamengo para chegar a final.

Até ali, foram 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota.

Diferentemente de três anos atrás, a primeira partida da decisão seria no Mineirão.

Estádio que teve a presença de 68.763 torcedores para uma renda de R$ 966.415,00.



Com Levir Culpi no comando, o Cruzeiro alinhou Dida, Vítor, Jean, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Uéslei; Marcelo Ramos e Cleison.

Já Wanderley Luxemburgo que ainda assinava seu nome com W e Y, iniciou o jogo com Velloso, Gustavo, Cláudio, Cléber e Júnior; Galeano, Amaral, Marquinhos e Elivélton; Luizão e Rivaldo.

Aos 11 minutos de jogo, o zagueiro Claudio do Porco mandava um torpedo sem chances de Dida intervir.

Dida que foi o nome deste jogo, salvando o Cruzeiro em diversas chances criadas por Luizão e Rivaldo.

No segundo tempo, aos 16 minutos, o goleador Marcelo Ramos empataria a partida após cruzamento de Roberto Gaúcho.



Com jogo de volta no Palestra Itália, o Cruzeiro operaria um milagre presenciado por 29.139 palmeirenses.

Com Dida; Vítor, Gélson Baresi, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Roberto Gaúcho; Marcelo Ramos e Cleisson

O Cruzeiro de Levir Culpi conseguiria uma virada épica diante do incrivel Palmeiras.

Palmeiras de Luxemburgo que entrou o seu melhor:

Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cléber e Júnior; Cláudio, Amaral, Marquinhos e Rivaldo; Luizão e Djalminha.

Com 5 minutos Djalminha toca bonito pra Rivaldo, cruzando para Luizão abrir o Marcador.

O empate cruzeirense veio depois de um escanteio, com Roberto Gaucho aproveitando a falha de Amaral e fuzilando Veloso.

Assustado, o Palmeiras reage, mas esbarra em Dida inspiradíssimo.

Momento que não teve Veloso, ao espalmar a bola nos pés de Marcelo Ramos.

Assim como no Mineirão, novo cruzamento de Roberto Gaúcho dando o gol da vitória e  do título.

E o Palestra Itália que era verde, ficou azul.






20 de ago. de 2014




Por ROBERTO VIEIRA


18 de maio de 1955. Final de tarde no Aeroporto dos Guararapes.

A Sociedade Esportiva Palmeiras visita Recife pela primeira vez.

Graças aos esforços e patrocínio de Adamir Menezes, irmão de Ademir, o Queixada.

Adamir que era o supervisor para o Nordeste da Saturnia S/A Acumuladores Elétricos de São Paulo.

O Palmeiras é o convidado especial do Torneio Prefeito Djair Brindeiro.

Torneio comemorativo do cinquentenário do Sport Club Recife.

Completam o certame, o Náutico e o América-PE.

Tempos de paz*.

Na chegada em solo pernambucano, o dirigente rubro negro Divaldo Sanguinetti, em discurso, homenageia os visitantes.

Chefiando a delegação, o Presidente Bruno Sacomanni agradece a homenagem.

Pela Rádio Panamericana, o locutor Salem Junior transmitirá em ondas curtas o evento.

Os paulistas chegam desfalcados de elementos importantes.

Ficaram em São Paulo, Liminha, Manoelito e Renato.

Também ficou em casa o zagueiro de um milhão de cruzeiros: Valdir, comprado à Ponte Preta.

Em compensação, o Palmeiras trazia Valdemar Fiúme, Jair Rosa Pinto e Humberto Tozzi.

Pra que mais?

A tabela reservou Sport x Palmeiras para a rodada final.

Antes do jogo, o Palmeiras venceu o Náutico por 3 x 1 e o América por 1 x 0.

O Sport goleou o Náutico por 5 x 2, mas empatou em 1 x 1 com o clube da Estrada do Arraial.

Basta o empate para assegurar o título ao tríplice coroado do futebol bandeirante.

25 de maio de 1955. Chuva forte na Ilha do Retiro.

O Sport de Gentil Cardoso alinha Carijó; Moreira, Pedro Matos, Miguel e Pinheirense; Wilson e Gringo; Celly, Carlinhos, Soca e Eliezer.

O Palmeiras do técnico Ventura Cambom forma com Laércio; Nilo e Mário; Nicolau, Valdemar e Gérsio; Elzo, Humberto, Ney, Jair e Rodrigues.

O primeiro tempo é jogado com cautela.

As defesas prevalecem. Poucos lances de perigo.

Até que aos 37 minutos, a torcida emudece. Falta na entrada da área.

Adivinha quem vai bater? Jair Rosa Pinto desfere um petardo tão ao seu estilo.

Carijó voa por desencargo de consciência. Palmeiras 1 x 0.

Porém, a festa palestrina durou pouco.

Dois minutos depois, Eliézer recebe livre e toca no canto de Laércio: 1 x 1.

Festa na Ilha. Mas um jogo de futebol tem 90 minutos.

Aos 15' da etapa derradeira, Ney toca para Ivan que descobre Rodrigues livre.

No segundo seguinte a pelota chega ao artilheiro Humberto Tozzi.

Bola com Tozzi já tem endereço certo: Palmeiras 2 x 1.

Celly é substituído por Traçaia.

Na primeira jogada, Traçaia dribla dois palmeirenses e é tocado por Valdemar perto da risca de grande área.

Foi pênalti, não foi pênalti?

O árbitro Pedro Calil achou que não foi.

Palmeiras campeão do Quadrangular.

Ao contrário dos dias de hoje, Sport e Palmeiras se abraçaram no final do confronto.

A Sociedade Esportiva Palmeiras levou o troféu.

E voltou correndo para São Paulo. Tinha jogo contra a Lusa pelo Rio-São Paulo.

O Sport?

O Sport aguardava a chegada do próximo convidado da festa: O Corinthians de Gilmar.

Mas aí já é outra história...



20 de ago. de 2013




Por WASHINGTON VAZ




Quando o atacante Emerson Sheik deu um selinho no seu amigo Isaac Azar, talvez ele não tinha a menor noção do tamanho da polêmica que iria causar.

Foi um gesto na brincadeira, mas provocou uma avalanche de críticas, inclusive da torcida corintiana. 

Mesmo que não tenha mostrado arrependimento, Sheik pediu desculpas no programa “Os Donos da Bola”

Mas o atacante beijoqueiro não será o primeiro nem o último a entrar nesta polêmica.

O mais famoso deles ocorreu em 1996.

Um beijo ‘cinematográfico’ protagonizado por Maradona e Caniggia na goleada do Boca Juniors sobre o River Plate, por 4 a 1.

O beijo sem explicação acabou ficando conhecido como “Beso del Alma”.

Maradona que chegou a repetir o feito com seu pupilo Carlito Tevez, em 2001.



Também já teve beijo na careca, como sinônimo de sorte.

Bitoquinha do zagueiro Blanc na careca do goleiro Barthez, que foi repetido a cada vitória francesa na Copa de 98.

Quatro antes antes, na Copa do Mundo dos Estados Unidos em  1994 que também teve beijos entre Romário e Bebeto. 

Não só deu beijo, como já disse EU TE AMO!


Em ligas europeias, Gary Neville e Paul Scholes já foram vistos em selinho no Manchester United no ano de 2010.

No Brasil, Marcelinho Carioca que é conhecido no mundo da bola como traíra, também dava seus beijinhos, antes dos jogos e durante a comemoração dos seus gols.




E beijo também rola em treino, como já visto no Parque Antártica, ou Ronny e Leandro Amaro vão negar?



Entre tapas e beijos e não importa se é clássico, tampouco se vale título.

Foi o que fez o flamenguista Williams após cometer falta no vascaíno Phillipe Coutinho, em plena final de Taça Rio! 



Mas o beijo mais hilário também ocorreu no Rio de Janeiro.

O beijoqueiro foi zagueiro Cléberson, da Cabofriense no árbitro Ubiraci Damásio , em 2007 Taça Rio de 2007, contra o Botafogo. 

Damásio que não gostou e aplicou cartão amarelo, dizendo que beijo não era permitido. 

O melhor de tudo, foi a indagação do zagueiro: “Não pode beijar? Que loucura”



Então relaxa, Sheik!

O beijo já foi dado e pra torcida corintiana largar do seu pé só tem jeito:

Entrar em campo, jogar bem, fazer gols!

Ai o beijo é liberado de vez.

E a primeira chance já é amanhã, contra o Luverdense, pela Copa do Brasil.

Vai que é tua, Sheik!



17 de ago. de 2013




Norberto Madurga era craque.

Fera do Boca.

O maluco César foi suspenso em 1972.

O Palmeiras de Ademir botou as mãos na cabeça.

Contrataram Madurga.

E Brandão o fez jogar de... centroavante.

Um falso centroavante.

Tocando a bola com Ademir.

Abrindo espaços para Leivinha.

O Palmeiras engoliu o mundo no Brasileirão.

Um dia.

César voltou.

E Madurga foi embora.

Craque e senhor da história...





16 de ago. de 2013




Peixinho e Chinesinho.

Futebol maiúsculo pra apelido diminutivo...

Atualmente?

Fazem o contrário no futebol, né?

15 de ago. de 2013





6 de ago. de 2013




Por WASHINGTON VAZ


A CBF definiu as oitavas de final da Copa do Brasil.

Atrávés de sorteio, ficou conhecido o adversário do Salgueiro no torneio.

E o Internacional de Porto Alegre será o primeiro passo do Carcará do Sertão...

O Inter de Scocco, Forlán, D'alessandro, Jorge Henrique, Damião e Dunga, atuando  no Cornélio de Barros.

Contra o Salguerio de  Sidny, Clébson, Élvis, Fabrício Ceará, Ferrim e Marcelo Chamusca.

Conseguindo a façanha de chegar às quartas de final, o time sertanejo receberá premiação de R$ 700 mil.

Dá pra passar?





5 de ago. de 2013




Por WASHINGTON VAZ

Sport e Palmeiras vem sendo os protagonistas nesta edição da Série B.

Não apenas por figurar no G4, mas também em suas médias de publico.

Com dados contabilizados até a 12ª rodada, Palmeiras e Sport estiveram presentes em cinco jogos com maior numero de torcedores pagantes.

Destes cinco, três foram do Sport na Ilha do Retiro.

Sport 2x0 Avai, pela 9ª rodada levou 17.160 torcedores pagantes.

Sport 2x0 Oeste, na rodada seguinte teve um publico de 17.358 torcedores.

E na quinta rodada, Sport 1x0 Palmeiras levou 19.607 rubro-negros a Ilha do Retiro.

Os outros dois jogos com maior média foi do Palmeiras.

Pela 12ª rodada o Palmeiras venceu o Bragantino por 2x1 e levou 20.604 palestrinos.

E o jogo com maior publico pagante foi na 8ª rodada na goleada do Porco em cima do ABC.

Na goleada de 4x1 sobre o time potiguar, foram 22.488 pagantes.

Se o Palmeiras possui o jogo de maior publico nesta Série B, o Sport possui a maior média.

E que por sinal, apenas Sport e Palmeiras ultrapassam a média acima de 10 mil torcedores por partida.

O time rubro-negro vem assegurando uma média de 15.255 torcedores por jogo.

Já o time paulista vai levando 11.668 alviverdes, sem contar com o Palestra Italia.

Chapecoense e Figueirense, hoje no G4 até a 12ª rodada levaram 4.144 e 5.062 torcedores, respectivamente.

Dos clubes que vem flertando entrar na zona de classificação pra Série A, apenas o  Joinville vem apresentando bom publico.

Números consolidados como estes comprovam o afastamento do público dos estádios de futebol.

Sempre com partidas durante segundas, terças, sextas e sábados, o calendário da segundona vem provocando uma overdose de jogos.

Fator preponderante na na redução do público, além das transmissões pela televisão.


23 de jul. de 2013





Djalma foi assim uma espécie de santo.

Já era o melhor lateral do mundo antes mesmo do mundo saber.

Marcar Skoglund foi fácil.

Difícil foi ser escalado.

Era negro.

Negro tremia em decisão.

Djalma ria.

Lembrava do guisado de gato da mãe.

E saía fazendo embaixada pela vida afora.

Um dia.

Foi esquecido como o melhor lateral de todos os tempos.

Talvez por lhe faltar quilometragem.

Talvez por transformar o futebol em arte tão simples.

Que qualquer um imaginava ser Djalma...


16 de jul. de 2013






Outro grande clube do sudeste a medir força com os esmeraldinos foi o Palmeiras.

Estreando no solo pernambucano em 1955 no Torneio Djair Brindeiro.

Homenagem ao Cinquentenário do Sport Club Recife. 

Na primeira partida, o conjunto paulistano meteu 3 a 1 no Náutico 

– show de Humberto Tozzi. 

Na partida seguinte, o alviverde do Parque Antárctica enfrentou o alviverde local.

Para desespero de Jair Rosa Pinto, as coisas não foram fáceis com era de se esperar. 

Com arbitragem de Pedro Calil, a Ilha do Retiro assistiu a vitória bandeirante por 1 a 0, gol de Nei.

Porém, a cidadela de Cavani balançou diante dos constantes ataques da equipe de Dario e Mitchel.

O fato inusitado do dia foi a camisa em diagonal utilizada pelo América na partida. 

Como os uniformes eram idênticos – ambos verdes – a solução foi pedir emprestado o vestuário número 2 do Sport.

Curiosamente, a imprensa batizou o encontro de Clássico dos Periquitos.

1 de abr. de 2013





Mestre Lucídio foi ao jogo.

Parte do pagamento do passe do genial Rinaldo.

O Palmeiras goleou por 4x0.

Mestre Lucídio foi curtir a fossa em um barzinho no Derby.

Assistindo no final da madrugada.

O insólito desfile de carros e soldados do exército.

Começava a mais longa das noites.

Uma noite de 21 anos...

31 de mar. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA


O golpe militar de 1964.

Nasceu com os gols do Palmeiras em Recife.

Palmeiras que negociava Rinaldo.

Palmeiras que enfiou quatro gols no Náutico.

Enquanto Miguel Arraes era deposto na marra.

Tiros na Dantas Barreto.

Mortos.

Pelópidas da Silveira sofre goleada.

O Palmeiras volta pro Rio-São Paulo.

O Brasil vai aos poucos mergulhando na escuridão.

Castelo.

Cassações.

AI-1, AI-2... AI-17.

Os festivais tocaram na ferida caminhando.

Sabiás longe de casa.

Mas o futebol brasileiro foi de uma tranqüilidade pungente.

Passeata dos cem mil?

A seleção brasileira viajando.

Para inaugurar o estádio Oliveira Salazar em Moçambique.

AI-5?

Pelé enfrenta Beckenbauer no Maracanã.

Seqüestro de Charles Burke Elbrick.

Elbrick é solto na multidão de Fluminense x América-RJ.

Morto Marighela?

Legal foi a goleada do Timão em cima do Santos.

Pra frente Brasil?

O cônsul alemão em cana.

Almirantes na CBD.

Militares na preparação física do Tri.

General de radinho acertando palpite de jogo.

Festa no Planalto Central do país.

Enquanto raspavam a cabeça de Caetano e Gil na prisão.

Demitiam Vinícius de Moraes.

Espancavam Geraldo Azevedo.

Sumiam com Zuzu Angel.

Os estádios refletiam a complacência tropical.

Exceção.

A perseguição a Nando Antunes.

Eduzinho fora da seleção de 70.

Zico fora da seleção olímpica de 1972.

Sob o manto protetor da imprensa amordaçada.

Tempo que passa.

Nas duas décadas de convivência do futebol brasileiro com a ditadura.

Uma pergunta ficará sempre no ar.

Caso o Brasil fosse campeão em 1982.

Como seria o encontro do general Figueiredo.

Com o capitão da seleção de Telê.

Nas comemorações de praxe.

Entre a canarinha e o Poder..

Pois o capitão da canarinha de 82.

Era um tal de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira...

28 de mar. de 2013





27 de mar. de 2013



SÃO MARCOS DESABAFA APÓS O 7X2 DIANTE DO VITÓRIA




O Palmeiras, antigo Palestra.

É campeão de quase tudo nesse mundo.

Mas de vez em quando gosta de tomar um vareio.

Mania antiga.

Começou num 7x0 diante do Santos em 1915.

Passou pelo 7x2 em casa.

Diante do Vitória em 2003.

Seis do Figueirense em 2006.

Seis do Coritiba em 2011.

Seis do Flamengo em 1980 e 1958.

Ao todo.

Vinte e três sapecadas por seis gols ou mais em quase cem anos de história.

O Mirassol.

Foi apenas mais uma...

São Marcos já dizia...




Em 45 minutos.

O Mirassol reduziu o Palestra Itália.

A um timinho de várzea...

24 de mar. de 2013




O Palmeiras estava em ruínas.

Dezessete anos sem título.

Aí... surge a Parmalat.

O Palmeira monta mega times.

Ganha paulistas e brasileirões.

Mas de onde vinha tanta grana?

ISTO É/DINHEIRO responde...



O DIÁRIO SECRETO DA PARMALAT

Escrito no Brasil pelo filho do fundador do grupo, o caderno revela sua angústia com a crise, a venda de jogadores e rastros de um calote de R$ 100 milhões na telefonia

Por Por Leonardo Attuch
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ESTÁGIO Stefano cuidou dos negócios no Brasil em 2000

A crônica de uma das mais espetaculares farsas do capitalismo moderno, que produziu um rombo de 14 bilhões de euros, foi escrita no Brasil. Está registrada em letras miúdas, nas 80 páginas de um diário de folhas corroídas pelo tempo. Seu autor é Stefano Tanzi, filho de Calisto Tanzi, criador da Parmalat. O diário, obtido com exclusividade pela DINHEIRO, foi escrito no primeiro semestre de 2000, quando Stefano morou em São Paulo e conduziu as operações do grupo na América Latina.


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ESQUEMA PALMEIRAS Stefano era fanático por futebol. Anotou a venda de Asprilla (à esq.) e o salário de Alex

Nele, Stefano registrou sua angústia com os resultados ruins e anotou transações com jogadores de futebol. Em suas confissões, também rascunhou um plano de atuação da Parmalat na telefonia através da empresa Tecnosistemi, criada para instalar a rede da TIM, uma subsidiária da Telecom Italia na área de celulares. Hoje, a Tecnosistemi está em concordata. A empresa deixou um calote de R$ 100 milhões com bancos nacionais e é o foco de uma investigação sobre pagamentos de propinas a autoridades públicas. Apreendido pelos policiais italianos na mansão dos Tanzi em Collechio, vilarejo italiano que foi palco da batalha do Monte Castelo, a última dos pracinhas brasileiros na II Guerra Mundial, o diário é uma peça importante nas investigações conduzidas pelos procuradores italianos e pela juíza Antonella Iofredi, de Parma. Isso porque a Parmalat anunciou aos investidores que o crescimento das vendas e dos lucros no Brasil havia sido próximo a 15% em 2000. Mas entre o que foi dito ao mercado e o que efetivamente aconteceu há uma grande distância. Enquanto os balanços fajutados apontaram lucros, o diário de Tanzi revelou quedas dramáticas nas vendas e prejuízos em toda a América Latina. As fraudes começavam a se avolumar.


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RUÍNA ESCONDIDA Aos investidores, a empresa dizia que as vendas cresciam. No diário, Stefano anotava queda de receita em vários negócios da Parmalat

No dia 16 de fevereiro, Stefano fez anotações sobre a Etti, empresa de molhos de tomate que acabara de ser adquirida pela Parmalat. “Há um problema de controle e contabilidade. Parece que não eram desonestos, mas incompetentes.” Em 27 de março, apontou que o faturamento da Batavo, outra subsidiária do grupo, seria reduzido de R$ 352 milhões para R$ 298 milhões. Stefano queixou-se ainda de reduções de venda em várias marcas de leites especiais que haviam sido lançadas. E escreveu que havia ociosidade de até 50% nas fábricas e um problema na estrutura de preços da empresa. Em seguida, fez uma revelação: “Falei com Gianni sobre dinheiro”. O Gianni em questão era Gianni Grisendi, que presidiu a Parmalat nos anos 90 e deixou a empresa para se tornar acionista da Tecnosistemi e presidente da própria TIM, antes de se envolver em mais uma confusão com tempero italiano: a da Bombril. Hoje, com seus bens bloqueados, Grisendi está sendo investigado por fraude, lavagem de dinheiro e evasão de divisas num processo que corre na 42ª Vara Cível de São Paulo. Muitos outros personagens do diário, porém, conectavam-se à empresa indiretamente. Eram jogadores de futebol. Stefano, que presidiu a equipe do Parma, listou a venda de dois atletas de um time que foi patrocinado pela Parmalat: o Palmeiras. Eram o atacante colombiano Asprilla e o lateral-esquerdo Júnior. Mencionou também o contrato publicitário de Ronaldinho, que teria ganho R$ 5,5 milhões para atuar na campanha publicitária dos mamíferos, que vestia crianças como animais de pelúcia. E citou ainda a renovação de contrato do meia Alex, hoje no Cruzeiro, que ganhava R$ 390 mil por ano e pedia R$ 2,5 milhões. Tamanho interesse pelo futebol se explica. Os procuradores italianos estão convictos de que as transações com jogadores eram um meio de desviar dinheiro. Como o valor dos passes não correspondia à realidade, suspeita-se que parte retornava às contas dos Tanzi em paraísos fiscais.


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OS CONSELHEIROS Calisto (acima) e Tonna trataram do plano de sociedade com a TIM e da criação da Tecnosistemi e da Eudósia, empresas de equipamentos


“Parlare com Boss”. O diário de Tanzi também contém revelações sobre a estrutura de poder na Parmalat. Sempre que se via diante de uma decisão difícil, Stefano anotava “parlare com Boss” ou “parlare com Fausto”. O boss – chefe em inglês – era seu pai Calisto. O segundo homem na hierarquia era Fausto Tonna, ex-diretor financeiro. Hoje os dois, assim como Stefano e outros 18 executivos ligados às fraudes, estão presos na Itália. Um dos episódios em que era necessário tratar com o chefe dizia respeito à telefonia. Em março, Stefano escreveu sobre a compra de licenças de telefonia celular no Brasil pela TIM e sugeriu que a Parmalat deveria adquirir 1% do negócio. Além disso, desenhou um esquema sobre as participações acionárias na Tecnosistemi e na Eudósia, empresas que implantaram praticamente toda a rede de GSM da TIM. Em vários países do mundo, os executivos que montaram as filiais da Tecnosistemi haviam atuado antes na Parmalat. Foi o caso de Grisendi, no Brasil, e Rubens Vicente, no Peru. À Justiça, Grisendi disse ter aberto a Tecnosistemi a pedido de Calisto Tanzi. E em todos os lugares, a empresa quebrou, deixando um rombo milionário com bancos e fornecedores. Seu fundador, Mario Mutti, era amigo íntimo de Tanzi e também está sendo investigado.


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BRAÇO DIREITO Gianni Grisendi chefiou a Parmalat e a TIM. É um dos principais nomes citados no diário

Desde que foi criada, em 1977, a Parmalat Brasil jamais registrou lucros verdadeiros. Em média, a empresa recebeu aportes anuais de R$ 100 milhões da matriz, que eram usados para mascarar os resultados ruins. “Era um subsídio, uma espécie de mesada”, disse à DINHEIRO o executivo Nelson Bastos, que, em abril deste ano, foi nomeado presidente do Conselho da Parmalat pelos credores. Sua conta é que, em todos esses anos, tenham entrado R$ 3 bilhões no País. Era um dinheiro que vinha dos pequenos acionistas minoritários italianos e dos banqueiros que financiaram a expansão da Parmalat. Isso não significa, porém, que o Brasil tenha se beneficiado com a farsa montada pela família Tanzi. O que se suspeita, na Justiça do Brasil e da Itália, é que parte dos recursos tenha retornado ao bolso dos controladores após aquisições superfaturadas de empresas e remessas ilegais de dinheiro. A CPI do Banestado, por exemplo, levantou indícios de desvios de até US$ 1 bilhão. As empresas usadas para as fraudes seriam a Carital e a Winshaw, ambas 
sediadas em paraísos fiscais no Caribe. Só a Winshaw movimentou cerca de US$ 2 bilhões. A tese de muitos procuradores é que, depois da Operação Mãos Limpas, feita em 1993, as empresas italianas tenham passado a usar países como o Brasil para “internacionalizar” suas práticas de corrupção.