Mostrando postagens com marcador BITA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador BITA. Mostrar todas as postagens

3 de abr. de 2013









TEXTO DO VELHO BLOG - 18 DE MARÇO DE 2008


O grande alvirrubro Osvaldo Soares Neto lembra de Bita. 

Como deveriam lembrar todos os alvirrubros. Reverentes. 

Bita é para poucos. 

BITA EXCEDE! 

Osvaldo mencionou dias atrás uma manchete histórica. 

Bita marca. O Náutico vence. E o jornal publica a foto de Bita. 

Quatro vezes. 

Fazendo um jogo de palavras com a famosa propaganda da multinacional Shell. 

Propaganda que afirmava: SHELL EXCEDE! 

Lucídio José de Oliveira lembrava da foto. 

Caiu em campo e me trouxe a lembrança antológica. 

Dei uma passada nos jornais da época e resgatei detalhes do jogo. 

Náutico 1 x 0 Santa Cruz no dia 16 de agosto de 1970 nos Aflitos. 

Dia em que os Aflitos teve recorde de público. 

Inacreditáveis 25.305 pagantes. 

2 mil pessoas a mais que na decisão do Hexa. 

Por uma destas peripécias do destino. 

(Tem quem não acredite em coincidência). 

Esta semana, o historiador alvirrubro Carlos Celso Cordeiro lança um clássico. 

Um livro para se ter na estante e no coração. 

Um livro sobre o maior artilheiro alvirrubro de todos os tempos. 

Um livro escrito por um alvirrubro que dispensa apresentações. 

O livro Náutico - Grandes Goleadores: B I T A 

O livro mostra, gol a gol, como Bita alcançou os 223 gols, em jogos do time principal do Náutico, e se transformou no maior goleador alvirrubro de todos os tempos. 

Contem as fichas técnicas de todos os jogos em que Bita fez estes 223 gols. 

Apresenta mapa resumo do gols de Bita, por ano e por competição. 

Apresenta mapa das 338 partidas em que Bita defendeu as cores alvirrubras, por ano e por competição. 

O livro tem 78 páginas. 

O preço , menos de 20 reais. 

Então, aqui vai uma homenagem minha e de Lucídio a todos os alvirrubros. 

E acima de tudo, a todos que amam o futebol bem jogado na nossa terra. 

Uma homenagem ao Osvaldo e ao Carlos Celso que existe em todo o apaixonado pelo gol.













Por ROBERTO VIEIRA


Suprema maldade.

Um lateral de 18/19 anos chega na seleção brasileira.

Paraibano.

Militando no futebol pernambucano.

Parte da mídia local faz muchocho.

'Ele não merecia a convocação!'

Os pernambucanos são assim em sua maioria.

Não admitem a virtude conterrânea.

De tal forma que.

Ademir, Vavá, Almir, Rivaldo foram fazer a festa dos olhos d'além.

Mas existe um detalhe canhesto.

A mesma mídia que apedreja.

Esquece da maldade da mídia de lá.

Dos donos do Poder central.

Nado barbarizava.

Só foi convocado quando assinou com o Vasco.

Manga agarrava até pensamento.

Falavam nele para a seleção quando jogava em Pernambuco.

Mas só vestiu a camisa da CBD quando atuou no Botafogo.

Givanildo brilhou.

E foi sacado pelo Capitão Coutinho sem mais nem menos.

Nunes foi engessado.

Bita, meu Deus!

O homem do rifle que fazia mais gols que o Rei.

Sequer foi cogitado.

Marinho Chagas, então?

Brincou de jogar bola nos Aflitos.

Foi ser lembrado depois de 45 minutos no alvinegro da estrela solitária.

Portanto, meus vetustos senhores que não elogiam o jovem Douglas.

Lamento profundamente.

Douglas é o primeiro alvirrubro convocado para a canarinha.

E quando um paraibano chega na seleção.

Jogando em time pernambucano.

Longe demais das capitais e dos capitais.

Eu me rendo de joelhos e aplaudo.

Fanático confesso.

Porque se Douglas jogasse no Grêmio.

No Internacional.

No Cruzeiro.

Diriam em unanimidade.

'Ele é genial! Ele é genial! Ele é genial!'

Parodiando o livro sagrado.

Ninguém é craque na sua própria terra dos canaviais.

Força, Douglas!

Jogue o que você sabe.

Nessa vida sofrida.

Você já é bola de ouro...








Mestre Antonio Ricardo alerta!

Bita está na mais recente edição da Revista Placar.

Bita que sempre EXCEDE!!!!!!!!!!!!

2 de nov. de 2012





NADO.

BITA.

NINO.

IVAN.

LALÁ.

BOLA.

REDE.

HEXA.


5 de dez. de 2008





Poderia escrever mil palavras sobre os dois.

Bita e Pelé.

Mas, como escrever mil palavras?

Se eles fizeram muito mais de mil gols?

Como escrever mil palavras?

Se um único gol?

Vale mais do que mil palavras?


15 de out. de 2008



[IMAGEM]

Nos tempos do Hexa o futebol e o jornalismo engatinhavam.

Não tinha televisão colorida.

Tira-teima.

Tudo era na base da criatividade artesã.

Numa dessas criatividades, a equipe de jornalismo da Última Hora marcou época.

Colocando o nome dos jogadores na fotografia.

O Náutico vencia o Santa por 1 x 0. Gol de Ivan.

E na foto, vocês podem ver e saber que lá estavam Ivan, Bita, China e Salomão pressionando o tricolor.

Ou seja: Quem não tem computador caça com Olivetti...


19 de set. de 2008




A percepção do som é temporal.

Há 40 anos, o máximo do som era o toca-fitas da foto.

Nele você ouvia os Beatles, a Jovem Guarda, o Repórter Esso e a Banda.

Com qualidade estéreo.

Podia comprar ali na Top Car.

Na Conde da Boa Vista.

(Pertinho de onde eu morava)

Tudo em módicas 10 prestações.

Com instalação gratuita.

Mas o melhor deste rádio era poder ouvir os gols de Bita.


13 de set. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Futebol, futebol mesmo se jogou até os anos 80, início dos anos 90. E olhe lá!

Com muito boa vontade e espaço para Zico, Sócrates, Careca e Raí.

Depois foram apenas espasmos. Alguns jogos dignos de nota e marasmo.

Se o futebol dependesse do que veio depois para ser o esporte mais popular do país estava perdido e mal pago.

Porque nem mesmo do povo o futebol é mais.

A seleção nos foi roubada, vilipendiada, exportada.

Onde uma folha seca de Didi?

Onde um drible chapliniano de Mané?

Onde uma arrancada de Queixada?

Onde uma defesa acrobática de Pompéia?

O futebol brasileiro morreu e foi enterrado nas alfândegas.

Alguns resquícios batem bola na Europa e nos países árabes. E só.

Amor a camisa? Burrice!

Toque de bola? Pegada firme!

Soco no ar? Brigas nas arquibancadas!

O Palmeiras nos enchia os olhos com Leão, Luisão, Dudu, Ademir, Leivinha.

O Cruzeiro formava com Dirceu Lopes e Tostão.

Até o Olaria tinha o Roberto Pinto e Afonsinho. A Ponte Preta, Dicá e Manfrini.

O Bangu, Mestre Zizinho. O Guarani, Zé Carlos e Renato.

Bita, Nado, Edu, Djalma Dias, Zózimo, Orlando, Djalma Santos, Nilton Santos, Bauer...

Isso sem falar nos anos 30 e 40. Em Leônidas e Tim. Romeu e Domingos.

Hoje, futebol, futebol mesmo, só no Museu do Futebol.

Porque futebol, futebol mesmo, só o futebol de museu...


9 de ago. de 2008





16 de novembro de 1966.

A maior atuação de uma equipe do Náutico e de Pernambuco na história.

Diante da representação alvirrubra uma equipe mítica: O Santos de Pelé nas semifinais da VIII Taça Brasil.

Para os mais jovens é difícil descrever o poderio do Santos.

A sua chegada nas principais capitais do mundo só tinha paralelo na época com a chegada dos Beatles.

Pelé rivalizava com John Lennon e Paul McCartney como a personalidade mais conhecida na Terra.

O Santos era pentacampeão brasileiro e rumava para o Hexa.

Na Libertadores e no Campeonato Mundial, Boca Juniors, Peñarol, Benfica e Milan ficaram de joelhos ante as camisas brancas de Vila Belmiro.

De vez em quando, apenas uma equipe sobressaía sobre o time do Rei: O Palmeiras.

Quando o Náutico eliminou o Palmeiras nas quartas-de-final, o país imaginou que o resto do campeonato era mero cumprimento de tabela. Não foi.

Esqueceram de avisar Silvio Tasso Lasalvia. A torcida o conhecia como Bita. Gilmar, o goleiro do Santos e da seleção jamais o esqueceria.

O Timbu sob a direção de Duque formou com Aloísio Linhares; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Zé Carlos e Gilson Costa; Ivan, Miruca, Bita e Nino.

O Santos vinha com Gilmar, Pelé, Pelé, Pelé e Toninho Guerreiro. Aliás, os dois artilheiros da Taça Brasil de 66, Bita e Toninho jogaram uma enormidade.

A bola rolou. Bita fez 1x0. Pelé chutou na trave. Toninho Guerreiro empatou. Bita desempatou no final do primeiro tempo: 2x1.

Os radialistas gritavam que era só uma questão de tempo.

Mas os palmeirenses, silenciosos em suas casas, pareciam antever a mesma tempestade de gols que causou a expulsão do divino Ademir da Guia em Recife.

As equipes retornaram para o segundo tempo.

O Náutico marcou, o Santos reagiu, Miruca aumentou, Toninho diminuiu e prosseguiram assim até o final do jogo como dois boxeadores de peso galo.

O juiz Armando Marques ameaçou expulsar Pelé que não entendia o que estava se passando.

Parecia que o maior time do mundo era pernambucano. 3x1. 3x2. 4x2. 4x3. 5x3!

Fraga anulou o Rei.

Meia-noite. A noite do Recife é longa. Nos jornais, as manchetes já prontas começam a ser reescritas.

De São Paulo, o então repórter esportivo Francisco José manda um texto emocionado.

Fogos acordam a cidade. Gilmar declara aos jornais que nunca alguém tinha marcado quatro gols nele em toda sua vida de goleiro.

Anos depois, no programa Cartão Verde da TV Cultura, perguntaram ao Rei Pelé quais os maiores times que ele conhecera.

Sua resposta relembra aquela noite de novembro em São Paulo:

"O Palmeiras de Ademir, o Cruzeiro de Tostão... e o Náutico de Bita!"