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10 de set. de 2013





10 de setembro de 2003.

Tinha Ronaldo.

Tinha Rivaldo.

Tinha Roque.

Tinha Roberto Carlos.

Tinha outro Ronaldo, o dinho.

Ronaldinho que marcou de cabeça.

O solitário tento sobre o Equador.

Era tanto erre que acabou dando tudo errado.

Apesar da liderança nas eliminatórias.

O Brasil de Parreira, com dois erres.

Errou de torneio.

Comemorou a Copa das Confederações.

Como se fosse Copa do Mundo.

19 de jun. de 2013





E Rivaldo.

Craque.

Lembrando a morte do pai.

Lembrando os dias de pobreza.

'É uma vergonha estar gastando tanto dinheiro para esta Copa do Mundo...'

'Precisamos de educação e saúde...'

3 de abr. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


Suprema maldade.

Um lateral de 18/19 anos chega na seleção brasileira.

Paraibano.

Militando no futebol pernambucano.

Parte da mídia local faz muchocho.

'Ele não merecia a convocação!'

Os pernambucanos são assim em sua maioria.

Não admitem a virtude conterrânea.

De tal forma que.

Ademir, Vavá, Almir, Rivaldo foram fazer a festa dos olhos d'além.

Mas existe um detalhe canhesto.

A mesma mídia que apedreja.

Esquece da maldade da mídia de lá.

Dos donos do Poder central.

Nado barbarizava.

Só foi convocado quando assinou com o Vasco.

Manga agarrava até pensamento.

Falavam nele para a seleção quando jogava em Pernambuco.

Mas só vestiu a camisa da CBD quando atuou no Botafogo.

Givanildo brilhou.

E foi sacado pelo Capitão Coutinho sem mais nem menos.

Nunes foi engessado.

Bita, meu Deus!

O homem do rifle que fazia mais gols que o Rei.

Sequer foi cogitado.

Marinho Chagas, então?

Brincou de jogar bola nos Aflitos.

Foi ser lembrado depois de 45 minutos no alvinegro da estrela solitária.

Portanto, meus vetustos senhores que não elogiam o jovem Douglas.

Lamento profundamente.

Douglas é o primeiro alvirrubro convocado para a canarinha.

E quando um paraibano chega na seleção.

Jogando em time pernambucano.

Longe demais das capitais e dos capitais.

Eu me rendo de joelhos e aplaudo.

Fanático confesso.

Porque se Douglas jogasse no Grêmio.

No Internacional.

No Cruzeiro.

Diriam em unanimidade.

'Ele é genial! Ele é genial! Ele é genial!'

Parodiando o livro sagrado.

Ninguém é craque na sua própria terra dos canaviais.

Força, Douglas!

Jogue o que você sabe.

Nessa vida sofrida.

Você já é bola de ouro...




20 de mar. de 2013






Estádio Luís Lacerda.

O Santa Cruz invicto.

Doze partidas.

O jogo?

Aos cinquenta e cinco segundos.

Geraldo abre o marcador para o Central.

O pau come no resto da partida.

Rivaldo e o tricolor alugam o meio campo da Patativa.

Mas o Central aguarda pra dar o bote.

Segundo tempo.

Geraldo escapa e é derrubado pelo arqueiro Ferreira.

Pênalti.

Ferreira expulso.

O técnico coral Maurício Simões saca... Rivaldo.

Botando Flávio no gol.

Mas o pênalti é convertido.

Central 2 x 0.

E Rivaldo fica imaginando o que passava pela cabeça de Simões...

10 de fev. de 2013






Quem é craque?

Não desaprende...

18 de jan. de 2013






2013 começou.

Rivaldo pra cá.

Rivaldo pra lá.

Aos 40 e tantos anos.

O personagem do MDM Hugo virou manchete.

A tábua de salvação do Arruda.

O marketing Timbu.

OK.

Sou fã do Rivaldo.

Mas abrindo a revista Placar de 2004

- presente do Mestre Antonio Ricardo.

Lá está Rivaldo.

Votado como a provável estrela da Libertadores 2004.

Atuando no super-Cruzeiro de Alex.

Discípulo do mago Luxemburgo.

Pimba!

Nada!!

Rivaldo implodiu.

Confirmou a péssima fase que trazia da Europa.

Para desespero da Toca da Raposa...

17 de jan. de 2013




Por EDGAR MATTOS, MDM       



... com as contribuições de jornalistas, radialistas, dirigentes e jogadores.

                                                           
                                                      



Emagrecimento Prodigioso

Registra o JC de hoje ( 17.01.2013 ), em destacada manchete de sua página de esportes, que os jogadores do Sport, submetidos durante 12 dias a intenso programa de treinamento, conseguiram o “espantoso” resultado de uma redução de 40 quilos na soma total do peso dos atletas. Resultado que, segundo a notícia, “surpreendeu a comissão técnica leonina” Ora, considerando que o grupo é composto de 26 jogadores, se verifica que cada jogador perdeu, em média, menos de 02 quilos... Indaga-se, então, por que tanta surpresa e tamanho espanto... 

Conclusão Acaciana

Também no JC de hoje, na seção “JC em minutos”, informa-se que o time sub-20 do Santa Cruz foi “o último clube pernambucano” a ser eliminado da Taça São Paulo. É verdade. Só que o Santinha saiu depois do Náutico não porque tenha progredido mais que os timbus na competição, como, sutilmente, se quer dar a entender. Os tricolores foram eliminados depois apenas porque jogaram ontem ( 4ª feira ), enquanto que o clube alvirrubro atuou na 3ª feira. E quarta-feira vem depois de terça-feira...

Terapêutica Erótica

Em entrevista hoje ( dia 17.01.2013 ), na resenha esportiva da Rádio Clube, o médico do Sport prestou esclarecimentos sobre a evolução do jogador Hugo, ora se tratando de entorse no tornozelo. Á certa altura  o causídico rubro-negro deu a receita: “ Ele deve ficar com o membro pra cima...”

Tapas&Beijos

No mínimo curioso esse noticiário sobre uma “briga” entre o jogador Giovani, recém-contratado pelo Náutico, e o treinador Roberto Fernandes. Ambos confirmam o “ruído” mas acabam por fazer uma recíproca “declaração de amor”. Enquanto  Giovani diz que, na última vez em que atuou contra o time dirigido pelo treinador, findo o jogo foi cumprimentá-lo lhe oferecendo sua camisa, Roberto Fernandes declara que, após a saída de ambos do Náutico, chegou a tentar “levar o jogador para outros clubes comandados por ele”. Estranhos desafetos...

Centenário de quem ?
Rivaldo, ora com 40 anos, anuncia que pretende vir jogar no Santa Cruz “no ano do centenário”. Ótima notícia, sobretudo se se esclarecer tratar-se, no caso, do centenário do Santa Cruz. Já pensaram se, para vir para o Santinha,  Rivaldo fosse esperar pelo próprio centenário ? 

11 de jan. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA         


Deus sempre teve compaixão dos canhotos.

Principalmente depois da conexão com os porões.

Canhoto não tinha nada a ver com porão.

Belzebu era destro.

Mas o bicho homem cismou com a esquerda.

Muito antes da Revolução Francesa.

Deus então reagiu.

Seria irônico.

Canhoto bom de bola?

Craque.

Infernal – no bom sentido.

Rivelino e seu elástico.

Puskas e seu petardo.

Tostão e seus neurônios.

Os dribles do menino Edu.

A eternidade de Conti.

O desligamento de Resenbrink.

As diabruras do Rivaldo.

Hagi.

Stoichkov.

Ailton Lira.

Caprichando ainda mais.

Os marechais de Marta.

Os tangos do Maradona.

As bolinhas do Messi.

Messi que brinca de bater um bolão.

Tudo ia muito bem.

Até que o Divino observou a perfeição de sua obra.

Só bola de pé em pé.

Só gol de placa.

E perfeição é atributo divino.

Canhoto ia virar Deus.

Aquilo já tinha dado muita confusão com Joana D’Arc.

Deus foi singelo.

Canhoto no futebol pode tudo.

Mas quando for cabecear vira perna de pau.

E ponto final...


23 de jul. de 2012







Era 1991.

O ano de Birigui, Luís Simplício e Ragner.

Mas era também o ano do genial Rivaldo.

Atuando no tricolor do Arruda.

Ao lado de Sérgio China e Marcelo.

Muita gente - eu incluso

- diz que não deram chance ao Rivaldo no Arruda.

Mas não é uma verdade do Antigo Testamento.

Rivaldo teve lá suas chances.

O Santa andava órfão de Rinaldo.

Rinaldo que era o protótipo do grande atacante naqueles tempos.

Vendido ao sul maravilha.

Rinaldo que ainda não tinha sido egoísta com o Rei.

Pois bem.

Nesses anos de Collor.

Ninguém apostava que nessa escalação.

Um novo Rei do futebol mundial estava surgindo.

Um Rei de pernas tortas, arqueadas.

Um Rei sem aquela mística de três corações.

Rivaldo?

Tinha apenas o pé esquerdo.

E o sentimento do mundo.

Mas Drummond era lembrado apenas.

Como uma pedra no meio do caminho.

30 de jun. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA



Ninguém prestava.

Na longa história do futebol brasileiro.

Eles eram a Família Brancaleone.

Os mais espinafrados jogadores a disputar uma Copa do Mundo.

A vergonha nacional.

Romário era o Deus.

O resto era digno de vergonha.

Marcos era um beato.

Cafu, o tresloucado capitão e lateral da Vila Irene.

Roberto Carlos, apenas chute.

Roque Júnior, um zagueiro mediano.

Lúcio, o desmiolado que se imaginava atacante.

Kléberson e Gilberto quem?

Edmilson, meu filho!

O que você está fazendo aí?

Levar Vampeta?

Endoidou de vez.

Luisão, Edílson, Denílson?

Indignos de Pelé, Tostão e Rivelino.

Ronaldo?

Aleijado!

Rivaldo?

Mais aleijado ainda.

Como agravante de ser feio pra chuchu.

Essa trupe ia acabar com a promessa do Ronaldinho Gaúcho.

Isso sem falar no técnico.

O Scolari nem sabia onde ficava o Japão.

Porém.

Toda vitória é alquimista.

Transforma o nada em ouro.

Marcos foi santificado.

Cafu botou a Vila Irene no mapa.

Roberto Carlos? O CHUTE!

Roque Júnior e Lúcio?

Bellini e Orlando.

Kléberson e Gilberto Silva?

Lennon e McCartney.

Belo voleio, Edmilson!

Como o Vampeta sabe dar cambalhota!

Luisão, Edílson, Denílson?

Dignos de Pelé, Tostão e Rivelino.

Ronaldo?

Messias!

Rivaldo?

Que cabra elegante!

Ronaldinho Gaúcho?

O futuro gênio do futebol brasileiro.

Todos compondo a brilhante Família Scolari.

Uma seleção que ganhou todos os jogos de uma Copa do Mundo.

Como a de 70.

Hoje?

Dez anos do Penta!

Dizer mais o que?

7 de jun. de 2012



Por ROBERTO VIEIRA




Friedenreich, Zizinho e Pelé sofreram nos pés argentinos.

Todos derrotados na estréia.

Se bem que Pelé marcou um gol.

E devolveu a derrota com juros e correção monetária dias depois.

Ronaldo mudou a história.

Estreou com vitória – discretamente.

Não pude estar presente nas estréias de Fried, Zizinho e Pelé.

Sequer tinha nascido.

Mas tive a sorte de estar presente no Mundão do Arruda.

23 de março de 1994.

Poucas estrelas no céu.

Talvez a de Davi.

Está certo que fui assistir Maradona.

Rivaldo que era o menino de Paulista.

Talvez jogasse.

Ronaldo era o menino nas terras do Egito.

Spielberg faturava com Schindler.

Anões do orçamento contavam história pra Branca de Neve.

Os recifenses pediam Telê como técnico.

Basile fazia segredo do time.

Efedrina servida no café da manhã.

Blatter sonhando com a sucessão.

Luciano do Valle cidadão recifense.

James Thorpe dizia adeus aos tricolores, indiferentes.

Bem, voltando ao assunto, eu não estava sozinho naquela noite.

Oitenta e cinco mil torcedores se espremiam nas dependências lotadas do estádio.

Fátima?

Todos se divertindo com Goycochea no primeiro gol de Bebeto.

Todos aplaudindo o segundo gol de Bebeto

- como fazia gol no Arruda o Bebeto!

Foi então que se deu o milagre.

Milagre sem choro nem vela.

Parreira chamou o menino.

Bebeto saiu ovacionado.

O menino entrou sob o olhar curioso do Templo.

Divertiu-se com a correria desenfreada dos gentios.

Sorriu para Rivaldo.

Outro Messias.

Messias na reserva de Raí.

Como muitos milagres do dia a dia.

O futuro da seleção entrava em campo, terra prometida.

Rivaldo e Ronaldo.

Arco e flecha.

Rivaldo esquecido na Copa.

Ronaldo lembrado no sétimo dia.

Parreira e Zagallo se recusando a enxergar o milagre diante de seus olhos.

Romário e Bebeto eram os profetas.

E levariam o povo escolhido ao Tetra prometido.

Mas não se pode culpar Parreira e Zagalo.

Os oitenta e cinco mil torcedores em campo – eu, incluso.

Voltaram para casa fazendo o sinal da cruz.

Mas ninguém sabia.

Ninguém mesmo.

Podem ler nos jornais.

Água tornando-se vinho.

O maior artilheiro em Copas do Mundo bem ali na nossa frente.

E ninguém se ajoelhou nem disse amém...



NOTA DO BLOG - No dia 7 de junho de 2011, Ronaldo Fenômeno se despede dos gramados de futebol. Ronaldo que estreou na seleção aqui em Recife... O texto acima foi publicado no Blog há 1 ano.

30 de jun. de 2009



Alguns dias ficam guardados em nossos corações.

O dia 30 de junho é um deles.

Poucos torcedores podem ser bi e pentacampeões no mesmo dia.

Pois foi o que ocorreu naquele 30 de junho de 2002.

Um dia para entrar na história.

Quem é brasileiro e ama o futebol não dormiu.

Ficou pensando: Como seria a final contra os alemães de Oliver Kahn?

O paredão germânico.

Quem sabe Ronaldo faria um gol?

Quem sabe?

Ballack estava de fora. Jeremies estava de volta.

Os adversários perdiam em criatividade e ganhavam em marcação.

O Brasil entrou com Marcos; Lúcio, Edmilson e Roque Júnior;

Cafu, Gilberto Silva, Kleberson, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos;

Rivaldo e Ronaldo.

Técnico?

Luís Felipe Scolari.


Uma equipe que se arrastou nas Eliminatórias.

Uma equipe vencendo tudo e todos na Copa do Mundo.

O resto da história eu não preciso repetir:


Dois gols de Ronaldo.

Brasil pentacampeão mundial!


Peraí!

E o bi?

Pois é.

Quem é torcedor do Náutico comemorou o título da seleção.

Mas logo depois tirou a camisa verde e amarela.

Tascou o manto vermelho e branco no corpo.

Havia uma outra decisão naquele 30 de junho.

Uma decisão muito mais difícil para nosso coração.

Ser bicampeão no Arruda após dezessete anos.

Ironia do destino.

O troféu em disputa tinha o nome de Marco Maciel.

Um histórico torcedor tricolor.

O Náutico levava vantagem.

Havia ganho o jogo anterior nos Aflitos por 3 x 0.

Podia perder por dois gols de diferença.

Náutico que alinhou Gilberto; Paulinho (Carlinhos), Marcelo Fernandes, Sílvio e Edu Silva;

Fábio, Sangaletti, Tupã (Remerson) e Fabinho;

Kuki e Ludemar (Fumaça).


Náutico que começou perdendo aos 9' quando Mauro César cruzou.

E Júnior Amorim cumprimentou.

Santa Cruz 1 x 0.

Tudo bem. Ainda estava sob controle.

Mas aos 45' Sílvio afasta mal.

Rincón acerta um pelotaço.

A bola sobra para Júnior Amorim: Santa 2 x 0.

O intervalo é tenso.

Sai Tupã e entra o zagueiro Remerson.

A torcida acha que o técnico está doido.

Mas a torcida confia cegamente neste técnico.

E fica calada. Esperando.

Foi quando o Santa troca Rincón por Roberto Santos.

Foi quando o técnico alvirrubro saca Ludemar e lança Fumaça.

Eram decorridos 26' da segunda etapa.

Dez minutos depois, Kuki puxa um contra ataque.

Kuki olha de soslaio e encontra Fumaça.

A bola chega nos pés de João Luís Silveira.

24 anos. 66Kg. 1m72 de altura.

Fumaça livra-se de Humberto e chuta forte no canto esquerdo de Nilson.

Náutico 1 x 2 Santa Cruz.

O Náutico era bicampeão pernambucano de 2002.

No banco de reservas, um técnico torcedor sorria e gritava.

Era o Conselheiro Muricy Ramalho.



O homem que confiou naquele velho provérbio:

"Onde há Fumaça, há fogo!"


28 de jun. de 2009




Monstro sagrado.

Craque e gênio de bola.

17 de junho de 2001 era dia de São Rivaldo.

Canonizado em plena Catalunha.

O Barcelona precisava vencer.

Ou estaria fora da Champions League.

O Valência tinha um belo time.

Cañizares, Ayala, Killy Gonzalez, Angulo e Baraja.

Mal o jogo começa e Rivaldo abre o marcador. De falta: Barça 1 x 0.

Porém aos 26' Baraja empata. De cabeça: 1 x 1.

44' e Rivaldo dispara: Barça 2 x 1.

O Camp Nou se agita. Profano.

Olha Baraja!

Baraja empata de cabeça aos 3' do segundo tempo.

O jogo prossegue. Nenhum gol.

Vai terminar a peleja quando...

Aos 44' do segundo tempo Rivaldo marca.

De chilena...

O resto da história eu deixo com La Vanguardia.


1 de ago. de 2008



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1bjb0VRHJeOirPAL0PJMXLCx78GbbYfPhrrnpIRWBkhYxVmqntNSrih1Vk2EdhDF83XX-gcNz_v_U5Bns__kojF5vvnitMVb67MwDHRMdUJfr6iytpiyiZCByvNslpazb8Ec4d-3svxV4/s1600/Rivaldo.jpg


Ele foi o maior jogador que nasceu em solo pernambucano.

Fosse francês ou argentino, Rivaldo seria estátua, deus, letra de tango.

Mas como pernambucano, Rivaldo é esquecido até em sua própria casa.

Em 24 de janeiro de 2000, o atacante do Barcelona foi eleito o melhor do mundo.

Com 91 votos entre 140 possíveis.

O segundo lugar foi de Beckham com 18 votos.

Bicampeão espanhol, campeão e artilheiro da Copa América.

Wanderley Luxemburgo, então técnico da seleção, escolheu Raúl do Real Madrid.

Foi o único.

Já Dona Marluce Borba sorriu.

O ex-vendedor de picolés nas praias de Olinda.

O menino que quase abandonou o futebol quando da morte do pai, Seu Romildo.

O atacante elogiado por Telê Santana na Taça Cidade de São Paulo.

O atacante xingado pela torcida nas arquibancadas do Arruda.

O milagre renascido no Mogi-Mirim.

O jogador preterido por Parreira em 1994.

Parreira que levou... Paulo Sérgio para a Copa.

Rivaldo foi gênio.

Muito mais que o Rivaldo Vítor Borba Ferreira, criança pobre do bairro de Beberibe imaginava ser.