Por ROBERTO VIEIRA
Friedenreich, Zizinho e Pelé sofreram nos pés argentinos.
Todos derrotados na estréia.
Se bem que Pelé marcou um gol.
E devolveu a derrota com juros e correção monetária dias depois.
Ronaldo mudou a história.
Estreou com vitória – discretamente.
Não pude estar presente nas estréias de Fried, Zizinho e Pelé.
Sequer tinha nascido.
Mas tive a sorte de estar presente no Mundão do Arruda.
23 de março de 1994.
Poucas estrelas no céu.
Talvez a de Davi.
Está certo que fui assistir Maradona.
Rivaldo que era o menino de Paulista.
Talvez jogasse.
Ronaldo era o menino nas terras do Egito.
Spielberg faturava com Schindler.
Anões do orçamento contavam história pra Branca de Neve.
Os recifenses pediam Telê como técnico.
Basile fazia segredo do time.
Efedrina servida no café da manhã.
Blatter sonhando com a sucessão.
Luciano do Valle cidadão recifense.
James Thorpe dizia adeus aos tricolores, indiferentes.
Bem, voltando ao assunto, eu não estava sozinho naquela noite.
Oitenta e cinco mil torcedores se espremiam nas dependências lotadas do estádio.
Fátima?
Todos se divertindo com Goycochea no primeiro gol de Bebeto.
Todos aplaudindo o segundo gol de Bebeto
- como fazia gol no Arruda o Bebeto!
Foi então que se deu o milagre.
Milagre sem choro nem vela.
Parreira chamou o menino.
Bebeto saiu ovacionado.
O menino entrou sob o olhar curioso do Templo.
Divertiu-se com a correria desenfreada dos gentios.
Sorriu para Rivaldo.
Outro Messias.
Messias na reserva de Raí.
Como muitos milagres do dia a dia.
O futuro da seleção entrava em campo, terra prometida.
Rivaldo e Ronaldo.
Arco e flecha.
Rivaldo esquecido na Copa.
Ronaldo lembrado no sétimo dia.
Parreira e Zagallo se recusando a enxergar o milagre diante de seus olhos.
Romário e Bebeto eram os profetas.
E levariam o povo escolhido ao Tetra prometido.
Mas não se pode culpar Parreira e Zagalo.
Os oitenta e cinco mil torcedores em campo – eu, incluso.
Voltaram para casa fazendo o sinal da cruz.
Mas ninguém sabia.
Ninguém mesmo.
Podem ler nos jornais.
Água tornando-se vinho.
O maior artilheiro em Copas do Mundo bem ali na nossa frente.
E ninguém se ajoelhou nem disse amém...
Friedenreich, Zizinho e Pelé sofreram nos pés argentinos.
Todos derrotados na estréia.
Se bem que Pelé marcou um gol.
E devolveu a derrota com juros e correção monetária dias depois.
Ronaldo mudou a história.
Estreou com vitória – discretamente.
Não pude estar presente nas estréias de Fried, Zizinho e Pelé.
Sequer tinha nascido.
Mas tive a sorte de estar presente no Mundão do Arruda.
23 de março de 1994.
Poucas estrelas no céu.
Talvez a de Davi.
Está certo que fui assistir Maradona.
Rivaldo que era o menino de Paulista.
Talvez jogasse.
Ronaldo era o menino nas terras do Egito.
Spielberg faturava com Schindler.
Anões do orçamento contavam história pra Branca de Neve.
Os recifenses pediam Telê como técnico.
Basile fazia segredo do time.
Efedrina servida no café da manhã.
Blatter sonhando com a sucessão.
Luciano do Valle cidadão recifense.
James Thorpe dizia adeus aos tricolores, indiferentes.
Bem, voltando ao assunto, eu não estava sozinho naquela noite.
Oitenta e cinco mil torcedores se espremiam nas dependências lotadas do estádio.
Fátima?
Todos se divertindo com Goycochea no primeiro gol de Bebeto.
Todos aplaudindo o segundo gol de Bebeto
- como fazia gol no Arruda o Bebeto!
Foi então que se deu o milagre.
Milagre sem choro nem vela.
Parreira chamou o menino.
Bebeto saiu ovacionado.
O menino entrou sob o olhar curioso do Templo.
Divertiu-se com a correria desenfreada dos gentios.
Sorriu para Rivaldo.
Outro Messias.
Messias na reserva de Raí.
Como muitos milagres do dia a dia.
O futuro da seleção entrava em campo, terra prometida.
Rivaldo e Ronaldo.
Arco e flecha.
Rivaldo esquecido na Copa.
Ronaldo lembrado no sétimo dia.
Parreira e Zagallo se recusando a enxergar o milagre diante de seus olhos.
Romário e Bebeto eram os profetas.
E levariam o povo escolhido ao Tetra prometido.
Mas não se pode culpar Parreira e Zagalo.
Os oitenta e cinco mil torcedores em campo – eu, incluso.
Voltaram para casa fazendo o sinal da cruz.
Mas ninguém sabia.
Ninguém mesmo.
Podem ler nos jornais.
Água tornando-se vinho.
O maior artilheiro em Copas do Mundo bem ali na nossa frente.
E ninguém se ajoelhou nem disse amém...
NOTA DO BLOG - No dia 7 de junho de 2011, Ronaldo Fenômeno se despede dos gramados de futebol. Ronaldo que estreou na seleção aqui em Recife... O texto acima foi publicado no Blog há 1 ano.

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários