11 de jan. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA         


Deus sempre teve compaixão dos canhotos.

Principalmente depois da conexão com os porões.

Canhoto não tinha nada a ver com porão.

Belzebu era destro.

Mas o bicho homem cismou com a esquerda.

Muito antes da Revolução Francesa.

Deus então reagiu.

Seria irônico.

Canhoto bom de bola?

Craque.

Infernal – no bom sentido.

Rivelino e seu elástico.

Puskas e seu petardo.

Tostão e seus neurônios.

Os dribles do menino Edu.

A eternidade de Conti.

O desligamento de Resenbrink.

As diabruras do Rivaldo.

Hagi.

Stoichkov.

Ailton Lira.

Caprichando ainda mais.

Os marechais de Marta.

Os tangos do Maradona.

As bolinhas do Messi.

Messi que brinca de bater um bolão.

Tudo ia muito bem.

Até que o Divino observou a perfeição de sua obra.

Só bola de pé em pé.

Só gol de placa.

E perfeição é atributo divino.

Canhoto ia virar Deus.

Aquilo já tinha dado muita confusão com Joana D’Arc.

Deus foi singelo.

Canhoto no futebol pode tudo.

Mas quando for cabecear vira perna de pau.

E ponto final...



Um comentário:

  1. Interessante. Não tinha observado isto.Ms tem monte de destros que são ruins da cabela. Neymar, Robinho, etc.

    ResponderExcluir

Comentários