31 de jan. de 2013






Há 40 anos.

Discutia-se o cabelo no futebol.

Antes de Passarella.

Depois do musical.

O Santos mandou todo mundo aparar a juba.

Senão ficava em casa.

Não viajava pra Europa.

Nos jornais, as opiniões se dividiam.

Telê falava em democracia.

Rivelino falava que deixaria o seu mais comprido ainda.

Forlan afirmava socraticamente:

'Futebol se joga com os pés...'

Leão se defendia dizendo que era jovem.

Ninguém percebia.

Mas o cabelo militar da Copa de 70.

Cedia lugar ao encaracolado Marinho Chagas em 1974.

Era o protesto permitido.

Em uma sociedade fechada hermeticamente aos neurônios.

Afonsinho de longe, ria.

I've got my hair...


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