2 de jun. de 2014
1972.
O Escrete de Ouro escolhe os melhores do ano.
Na lateral-esquerda?
Não podia dar outra.
Marinho Chagas.
O menino de ouro dos Aflitos.
Pra quem imagina que o cabelo esvoaçante.
As calças coloridas.
O jeito hippie de ser.
Foram produto carioca.
Marinho responde usando cabelo de trancinhas.
Calça woodstock.
1972.
Reconhecido como maior revelação do futebol pernambucano nos últimos anos.
Marinho posa com os mascotes alvirrubros.
Agnaldo Timóteo de olho.
3 de jun. de 2013
3 de abr. de 2013
Por ROBERTO VIEIRA
Suprema maldade.
Um lateral de 18/19 anos chega na seleção brasileira.
Paraibano.
Militando no futebol pernambucano.
Parte da mídia local faz muchocho.
'Ele não merecia a convocação!'
Os pernambucanos são assim em sua maioria.
Não admitem a virtude conterrânea.
De tal forma que.
Ademir, Vavá, Almir, Rivaldo foram fazer a festa dos olhos d'além.
Mas existe um detalhe canhesto.
A mesma mídia que apedreja.
Esquece da maldade da mídia de lá.
Dos donos do Poder central.
Nado barbarizava.
Só foi convocado quando assinou com o Vasco.
Manga agarrava até pensamento.
Falavam nele para a seleção quando jogava em Pernambuco.
Mas só vestiu a camisa da CBD quando atuou no Botafogo.
Givanildo brilhou.
E foi sacado pelo Capitão Coutinho sem mais nem menos.
Nunes foi engessado.
Bita, meu Deus!
O homem do rifle que fazia mais gols que o Rei.
Sequer foi cogitado.
Marinho Chagas, então?
Brincou de jogar bola nos Aflitos.
Foi ser lembrado depois de 45 minutos no alvinegro da estrela solitária.
Portanto, meus vetustos senhores que não elogiam o jovem Douglas.
Lamento profundamente.
Douglas é o primeiro alvirrubro convocado para a canarinha.
E quando um paraibano chega na seleção.
Jogando em time pernambucano.
Longe demais das capitais e dos capitais.
Eu me rendo de joelhos e aplaudo.
Fanático confesso.
Porque se Douglas jogasse no Grêmio.
No Internacional.
No Cruzeiro.
Diriam em unanimidade.
'Ele é genial! Ele é genial! Ele é genial!'
Parodiando o livro sagrado.
Ninguém é craque na sua própria terra dos canaviais.
Força, Douglas!
Jogue o que você sabe.
Nessa vida sofrida.
Você já é bola de ouro...
31 de jan. de 2013
Há 40 anos.
Discutia-se o cabelo no futebol.
Antes de Passarella.
Depois do musical.
O Santos mandou todo mundo aparar a juba.
Senão ficava em casa.
Não viajava pra Europa.
Nos jornais, as opiniões se dividiam.
Telê falava em democracia.
Rivelino falava que deixaria o seu mais comprido ainda.
Forlan afirmava socraticamente:
'Futebol se joga com os pés...'
Leão se defendia dizendo que era jovem.
Ninguém percebia.
Mas o cabelo militar da Copa de 70.
Cedia lugar ao encaracolado Marinho Chagas em 1974.
Era o protesto permitido.
Em uma sociedade fechada hermeticamente aos neurônios.
Afonsinho de longe, ria.
I've got my hair...
16 de ago. de 2012
Torneio Eraldo Gueiros, 1972.
O Náutico conquistando a vaga no Brasileirão em campo.
O time voltando a brilhar.
Goleada de 4x1 sobre o Ferroviário.
Marinho?
Dribla, dá banho de cuia, bola nas canetas.
Abusa de jogar bola.
Final do jogo?
O Ferroviário parte pra cima da Bruxa.
O pau?
Come no Arruda...
15 de out. de 2008
Bogotá, 1977.
Oswaldo Brandão bota Falcão na geladeira.
Marinho Chagas no banco.
E empata gloriosamente com a frágil Colômbia: 0 x 0.
Na volta ao Brasil recebe bilhete azul.
E vai treinar o Corinthians.
Quebrar um jejum de 23 anos sem títulos.
O Brasil passa a viver a Era Coutinho.
[IMAGEM]
27 de ago. de 2008
[IMAGEM]
Em 1972 o Botafogo venceu o Náutico no Arruda.
Primeira partida de Marinho Chagas contra seu ex-clube.
Mas apesar da derrota, um jogador chamou atenção de todos.
Um moleque atrevido que infernizou a vida de Marinho e da zaga do Botafogo.
Driblando e driblando sem parar.
Pela direita e pela esquerda.
A pergunta é fácil:
Quem era este ponteiro do Náutico em 1972?
25 de ago. de 2008

Janeiro de 1972.
O Náutico tem um gênio na sua... lateral esquerda.
Simplesmente, o maior lateral surgido no mundo depois de Nilton Santos.
Essa lateral esquerda que hoje tira nosso sono.
O Náutico conversa daqui, conversa dali.
E Marinho e seu pai ficam esperando uma posição. Uma resposta.
Que demora até o carnaval.
O Náutico renova por uma miséria, Marinho ouve o canto da sereia Botafogo.
O Náutico joga Marinho pra... zagueiro.
Perde o estadual com um time promissor. Devolve Marinho a lateral.
Ganha o Torneio Eraldo Gueiros.
Mas no meio do caminho tinha vendido a alma ao diabo.
Por um punhado de tostões e Paraguaio cedera Marinho ao clube da Estrela Solitária.
Depois virou sparring no Brasileiro.
Se queixando da eterna falta de... dinheiro!
7 de jul. de 2008

A Copa do Mundo de 1974 tem nome, sobrenome e número:
Johan Cruyjff, o número 14 da seleção holandesa.
Dono e protagonista do espetáculo. Inventor do carrossel holandês. Tri-campeão europeu.
Cruyjff jamais foi campeão mundial.
A Alemanha de Beckembauer e Müller era um rival mortal.
No dia 7 de julho de 1974, Johan sucumbiu à marcação de Berti Vogts.
O futebol mágico dos holandeses foi derrotado.
E os pragmáticos do esporte respiraram aliviados.
Desde então, sempre que aparece uma Dinamarca girando em círculos, um adepto do realismo sentencia:
"Bonitinha, mas ordinária!"
Cada um sabe de si.
Bom mesmo foi a preparação do Brasil para a Copa de 74.
Que incluiu um jogo contra o Haiti em Brasília num sábado à noite.
Com Marinho Chagas e Rivelino comandando o 4 x 0.
Perguntado sobre enfrentar a Holanda ou a Polônia antes da Copa, Zagallo, técnico do Brasil de então, fez um ar de desprezo.
Preferiu continuar treinando o Flamengo em jogos do Campeonato Nacional.
Flamengo que terminou entre os últimos no campeonato de 1973.





