30 de jul. de 2013





Por WASHINGTON VAZ

Avisa ai que tem estrangeiro na área!

Segundo dados da CBF, cerca de 50 jogadores estrangeiros estão disputando o Campeonato Brasileiro de 2013.

Um numero inédito e que reflete a força econômica do Brasil perante os países vizinhos da América Latina.

Outro fator a ser levado em consideração é a crise financeira que assola a Europa.

O Brasil que já viu e acolheu craques como Figueroa, Romerito, Conca, Doval, Tevez, Sorín, Petkovic e Acosta agora vê com bons olhos e naturalidade a inserção da mão-de-obra estrangeira no "País do Futebol".

No sul do país, os rivais Internacional e Grêmio já estão acostumado em importar craques de terras vizinhas.

Os argentinos Bolatti, D'Alessandro, Dátolo e Scocco além do uruguio Forlán defendem o colorado.

Nos outros 50% em Porto Alegre, estão mais quatro sulamericanos.

O paraguaio Riveros, o chileno Vargas, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez fecham a conta no Rio Grande.

No Santos a grande estrela após a saida de Neymar é o argentino Montilo, buscando apresentar o bom futebol praticado no Cruzeiro em temporadas passadas.

O Alvinegro Praiano que também tem a disposição o chileno Eugenio Mena e o argentino Pato Rodriguez.

Corinthians que caiu nas graças do peruano Guerreiro, artilheiro do Mundial Interclubes.

Ponte Preta e Portuguesa também "habla español"...

A Macaca tem a seu favor o argentino Sarmiento e os  peruanos Advíncula e  Ramirez neste Brasileirão.

Já a Lusa tenta sobreviver na Série A com o argentino Marcelo Cañete.

Os quatro clubes do Rio também tem seus Gringos.

O holandês Clareence Seerdof é Rei no Botafogo que um dia já teve o Loco Abreu nos braços da torcida, mas também conta com o uruguaio Lodeiro.

No Flamengo, o boliviano Marcelo Moreno busca seu espaço perdido no Grêmio.

A Gávia que também conta com o paraguaio Cárceres e o Chileno-brasileiro Marcos Gonzáles.

Nas Laranjeiras, o colombiano Valência e luso-brasileiro Deco tomam conta do meio-campo do Fluminense.

Vasco que usa e abusa dos gringos e excede a cota permitida pela CBF.

O mais famoso é o ex-colorado e argentino Guiñazu, mas já contava com o peruano Yotún, o equatoriano Carlos Tenório e o colombiano Montoya.

O Coritiba conta com o angolano Geraldo e marcou até o gol da vitória no ultimo Atletiba. 

A outra metade de Curitiba tem o argentino Marcelo Palau e o espanhol Fran Mérida defendendo as cores do Furacão.

Em Minas, apenas o Cruzeiro conta com estrangeiros, vestindo a camisa celeste o atacante argentino Martinuccio e o zagueiro uruguaio Victorino.

Na Boa Terra, também há produto importado.

O Tricolor de Aço tem o colombiano Angulo e o norte-americano Freddy Adu na criação das jogadas.

E o Leão da Barra que surpreende com o primo de Lionel Messi, o argentino Maxi Biancucchi,  mas também conta com o paraguaio Cáceres e o argentino Escudero.

E por fim, o Náutico que fez um pacotão de reforços.

Nos Aflitos, desembarcaram o argentino Diego Morales, o venezuelano Ângelo Peña  e uruguaio Juan Manuel Olivera. 

O maior problema é que a grande quantidade de importação muitas vezes termina afetando a qualidade. 

Se há por um lado tem o histórico de êxitos em algumas contratações, ocorre também fracassos e lamentações.

Exemplos de enganadores que ganham dinheiro em território nacional somente porque “hablam castellano”.

Quem não se lembra de nomes como Patito Rodrigues e Miralles, no Santos, além de Defederico e Martinez, no Corinthians?

Então é preciso bastante cautela pra não cair no conto do vigário dos empresários que tentam vender gato por lebre.

Ao invés de gringos de condição duvidosa, é bom sempre dar uma olhadinha na prata de casa.



4 comentários:

  1. Comprado a anos atrás realmente, são presenças substanciais dos gringos no futebol tupiniquim, além dos citados, Sport e Santa Cruz, também tem seus representantes.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Até o Salgueiro tem estrangeiro... O nigeriano Nieren, que marcou o primeiro gol do Nordestão e agora um japonês que vai fazer sua estréia neste final de semana!

      Excluir
  2. Acho que Riveros,do Grêmio,é paraguaio e não venezuelano.E não há jogador equatoriano no Flamengo.O Tenório citado é o mesmo do Vasco.
    No mais,Washington nos faz refletir sobre um hábito costumeiro de nosso futebol: a imensa paciência com os jogadores de fora.Esperamos até que eles se adaptem...e a intolerância com os erros dos jogadores oriundos da base.Esses não tem tempo de adaptação!

    Carlos Leite.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu, Carlos Leite!

      De fato Riveros é paraguaio e no Flamengo não existe de fato o Tenório é vascaíno. Fiz as alterações no Flamengo, que consta outros dois estrangeiros.

      Forte abraço.

      Excluir

Comentários