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26 de nov. de 2014






Por WASHINGTON VAZ


O ano de 2003 foi perfeito para o Cruzeiro.

Conquistando os títulos do Campeonato Mineiro, o Tetra da Copa do Brasil e o inédito título do Campeonato Brasileiro.

Sob as orientações de Vanderlei Luxemburgo, o clube Celeste tinha um timaço.

Onze anos depois, a Raposa pode repetir o mesmo feito, justamente contra seu maior rival, o Atlético Mineiro.

Após conquistar o título mineiro no primeiro semestre e o título antecipado do Campeonato Brasileiro, falta a Copa do Brasil.

Para isso, necessita de uma vitória por três gols de diferença para repetir o feito de 2003, até agora particular.

Particular... Talvez não!

De forma genérica, a imprensa esportiva brasileira denomina "Tríplice Coroa" qualquer conquista de três títulos numa mesma temporada.

Neste sentido, misturam-se títulos regionais, nacionais e internacionais.

Então, quem além do Cruzeiro conquistou a tríplice coroa?

O primeira que se tem notícia ocorreu em em 1959 com o Bahia,  conquistando o Campeonato Baiano, o Torneio Norte-Nordeste e a Taça Brasil.

Em 1981 o Flamengo de Zico conquistou o Campeonato Carioca, Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

Um ano depois, em 1982, foi a vez do Atlético Mineiro papar o Campeonato Mineiro, o Torneio de Paris e o Torneio de Bilbao.

O São Paulo conquistou em 1992 o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental 

E mais, tarde, em 2005, repetiu o feito, com o Campeonato Paulista, a Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA.

Voltando aos anos 90, o Palmeiras com a injeção financeira da Parmalat levou para o Parque Antártica o Paulista, o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro em 1993.

Com Scolari em 1996, o Grêmio conquistou o Gaúcho, a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.

E no norte do país, em 2002 o Paysandu usou sua fama de Papão para deixar a Curuzu com as taças do Paraense, a Copa Norte e a Copa dos Campeões.

E por fim, o Sampaio Corrêa, ao conquistar em 2012 o Campeonato Maranhense, a Copa União do Maranhão e o Campeonato Brasileiro Série D!

Além destes clubes anos, vale salientar outras duas observações.

O Internacional fez uma tríplice coroa internacional em 2007, conquistando a Recopa Sul-Americana neste ano, somando aos títulos da Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA, em 2006.

Já o Santos do Pelé, em 1962 e 1963 conquistou uma "Quadrupla Coroa" e "Quíntupla Coroa"!!

Numa única temporada, no ano de 1962, o Peixe levou para Vila Belmiro os títulos do Campeonato Paulista, Taça Brasil, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

No ano seguinte, não ficando satisfeito, além destes títulos, conquistou ainda o Torneio Rio-São Paulo!

O fato é que durante um bom tempo, a "Tríplice Coroa", nos moldes europeus, não podia ser aplicada no Brasil.

É que, durante os anos de 2003 e 2012, os clubes brasileiros que disputavam a Libertadores da América eram impedidos de participar da Copa do Brasil na mesma temporada.

Coisas do inchado e confuso calendário brasileiro.


14 de set. de 2013





Os sites falam que Athié Jorge Coury iniciou sua carreira de goleiro do Santos em 1930.

Pois é.

Mas nos jornais pernambucanos de 1929.

Lá está o palestrino Heitor.

Enfrentando o economista e arqueiro Athié.

Paredão santista.

E futuro presidente bicampeão mundial com o Peixe.



11 de set. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA

Cinquenta anos se passaram.
Hoje parece fácil.
Pelé, Coutinho e Gilmar.
Bastava o empate.
Noventa minutos.
O Santos era campeão do mundo.
O Brasil era bicampeão mundial de futebol.
Porém, e talvez por isso mesmo, não foi.
La Bombonera lotada.
O Boca oferecia mundos para uma negra em Buenos Aires.
Boca certo da vitória.
Santos em frangalhos.
Vencera no Maracanã por obra e graça divina.
Não fosse o time do Santos e de todos os cariocas.
O vôo para a Argentina?
Horror.
Vai não vai.
O pedido para adiamento solenemente ignorado pelos Hermanos.
Alberto J. Armando, presidente do Boca.
Ameaçando vencer por W.O.
Fair play?
Orlando e Paulo Valentim vigiados.
Tentativa de Golpe em Brasília.
Paulo Valentim fora.
Oito graus.
Primeiro tempo 0x0.
Dois minutos da etapa final.
Ratin para Sanfilipo: Boca 1x0.
Festa portenha durante exatos cento e dez segundos.
Coutinho empata.
Silêncio.
Gilmar do Santos é neve pura.
Defende dois, três, milhares de chutes.
Pelé dribla Orlando.
Pelé dribla Orlando.
Pelé marca seu 600º gol.
Ou mais ou menos isso – depende do contador.
Santos 2x1.
O Santos era bicampeão da Libertadores.
Fácil?
Uma equipe brasileira só tornou a vencer na Argentina.

Duzentos anos depois.

6 de ago. de 2013




Por WASHINGTON VAZ


A CBF definiu as oitavas de final da Copa do Brasil.

Atrávés de sorteio, ficou conhecido o adversário do Salgueiro no torneio.

E o Internacional de Porto Alegre será o primeiro passo do Carcará do Sertão...

O Inter de Scocco, Forlán, D'alessandro, Jorge Henrique, Damião e Dunga, atuando  no Cornélio de Barros.

Contra o Salguerio de  Sidny, Clébson, Élvis, Fabrício Ceará, Ferrim e Marcelo Chamusca.

Conseguindo a façanha de chegar às quartas de final, o time sertanejo receberá premiação de R$ 700 mil.

Dá pra passar?





4 de ago. de 2013





Última lembrança da histórica Jerusalém.

Tito esqueceu de mandar derrubar.

O Muro das Lamentações recebeu o Barcelona.

Barcelona que meteu oito no Santos.

Teve jogador ainda se lamentando.

'Podia ser de 10...'

3 de ago. de 2013





3 de agosto de 2010.

Twitter.

Pito.

Robinho.

Dorival.

Final da Copa Brasil.

O Santos se preparava para trilhar a estrada de Yokohama.


2 de ago. de 2013





Besteira da torcida santista.

Pichar a sede.

O Santos fez o possível pra segurar Neymar.

Foi no limite de um futebol ultrapassado.

Com equipes de segunda e craques de terceira.

Aqui?

Quem não serve pros EUA é Rei.

Quando a gente bota os times pra jogar lá fora?

Vem o choque da tal realidade.

Corinthians e Chelsea?

Foi um milagre.

Esperem Galo x Bayern...






Quatro é pouco?

Oito é demais!

O Barcelona vingou todos os times deste mundo massacrados por Pelé.

A triste realidade do futebol brasileiro.

Futebol que já havia sido humilhado nas duas derrotas do São Paulo em Munique.

Tal realidade fica expressa.

Copa das Confederações à parte.

Aqui já não é o país do futebol.







Eles já se encontraram seis vezes.

O Barcelona ganhou quatro.

Barcelona que nunca teve o Rei do Futebol.

Mas teve três de seus súditos:

Cruyjff, Maradona e Messi.

O Santos dominou o mundo nos anos 60.

Mas a ganância de seus dirigentes.

E a incompetência generalizada do futebol brasileiro.

Mataram a galinha dos ovos de ouro.

Robinho e Neymar vieram depois.

Século XXI.

E mesmo assim o Santos se ajoelha aos catalães.

Se Pelé que era Pelé.

Mesmo marcando quatro gols no Barça não dava conta.

Que dirá dos meninos da Vila logo mais?

O massacre pode ser pior que aquele outro.

O Massacre de Yokoama...





Por WASHINGTON VAZ

Em 2013 estamos percebendo um novo fenômeno de um quase monopólio de patrocínio no Futebol brasileiro.

Onda que iniciou em 1987, na Copa União, onde quase todos os clubes foram patrocinados pela Coca-Cola, fazendo com que na época, sua imagem fosse diretamente associada ao futebol.

Em 2011, foi a vez do banco BMG, seguindo no mesmo rumo da empresa de refrigerantes e com cifras bem maiores do que no final da década de 80.

Investindo no futebol desde 2008, o banco mineiro administrado por Ricardo Guimarães (ex-presidente do Atlético-MG), chegou a somar mais de R$ 100 milhões anuais.

Para chegar a este montante, foi necessário patrocinar 19 clubes em todo o país.


Flamengo, Vasco, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, Bahia, Coritiba,  Atlético-GO, Sport, Santa Cruz, Botafogo-SP, São Bernardo-SP, Pelotas-RS, Brasil de Pelotas-RS, Rio Branco-ES, Uberaba-MG e Itumbiara-GO foram os clubes patrocinados.

Investimento que passou desde a receita em patrocínios de camisa a contratação de atletas, como foi no caso do Galo.

Agora, o mais recente fenômeno publicitário do futebol brasileiro é a Caixa Econômica Federal.

Até o momento, são 11 os  clubes patrocinados pelo banco estatal.

Corinthians, Flamengo, Vasco, Vitória, Coritiba, Atlético-PR, Atlético-GO, Avai, Figueirense Chapecoense e ASA estão sendo patrocinados.


Ocupando diferentes espaços nos uniformes, a Caixa, soma-se R$ 96,9 milhões injetados nos cofres de clubes. 

Montante o suficiente para patrocinar o Barcelona, que recebe o equivalente R$ 90 millhões por ano para estampar a companhia aérea Qatar Airways.

Este numero poderá ampliar os mais de R$ 100 milhões investidos pela BMG.

Especula-se que clubes como Cruzeiro, Atlético-MG, Sport, Paraná e Santos entrem para o rol dos agraciados.

O Corinthians é o que mais recebe apoio da Caixa, com R$ 31 milhões/ano.

Neste ranking, logo após o Timão, vem o Flamengo com 25 milhões.

Fechando o TOP3 está o Vasco da Gama e que até pouco tempo, estava em crise financeira.

Estampando o banco estatal no peito e no calção, o time cruz-maltino garante 15 milhões anuais.

Coincidência ou não, durante este período a Caixa Econômica Federal obteve um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano, apontando um crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2012.

Se isso traz alguma relação com o futebol? Vale a pena um estudo aprofundado.

Os números do segundo trimestre, ainda não divulgados, devem ser ainda melhores. 

Vale ressaltar que estes valores vem a publico, através do Diário Oficial da União. 

É tanto dinheiro público sendo investido no futebol, que até políticos se "vendem".

Fernando Collor de Mello,  declarou abertamente em seu site oficial que foi o o intermediário entre a Caixa e o ASA de Arapiraca.

ASA  que vai receberá R$ 1 milhão anual para estampar a marca do banco federal em seus uniformes.




30 de jul. de 2013





Por WASHINGTON VAZ

Avisa ai que tem estrangeiro na área!

Segundo dados da CBF, cerca de 50 jogadores estrangeiros estão disputando o Campeonato Brasileiro de 2013.

Um numero inédito e que reflete a força econômica do Brasil perante os países vizinhos da América Latina.

Outro fator a ser levado em consideração é a crise financeira que assola a Europa.

O Brasil que já viu e acolheu craques como Figueroa, Romerito, Conca, Doval, Tevez, Sorín, Petkovic e Acosta agora vê com bons olhos e naturalidade a inserção da mão-de-obra estrangeira no "País do Futebol".

No sul do país, os rivais Internacional e Grêmio já estão acostumado em importar craques de terras vizinhas.

Os argentinos Bolatti, D'Alessandro, Dátolo e Scocco além do uruguio Forlán defendem o colorado.

Nos outros 50% em Porto Alegre, estão mais quatro sulamericanos.

O paraguaio Riveros, o chileno Vargas, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez fecham a conta no Rio Grande.

No Santos a grande estrela após a saida de Neymar é o argentino Montilo, buscando apresentar o bom futebol praticado no Cruzeiro em temporadas passadas.

O Alvinegro Praiano que também tem a disposição o chileno Eugenio Mena e o argentino Pato Rodriguez.

Corinthians que caiu nas graças do peruano Guerreiro, artilheiro do Mundial Interclubes.

Ponte Preta e Portuguesa também "habla español"...

A Macaca tem a seu favor o argentino Sarmiento e os  peruanos Advíncula e  Ramirez neste Brasileirão.

Já a Lusa tenta sobreviver na Série A com o argentino Marcelo Cañete.

Os quatro clubes do Rio também tem seus Gringos.

O holandês Clareence Seerdof é Rei no Botafogo que um dia já teve o Loco Abreu nos braços da torcida, mas também conta com o uruguaio Lodeiro.

No Flamengo, o boliviano Marcelo Moreno busca seu espaço perdido no Grêmio.

A Gávia que também conta com o paraguaio Cárceres e o Chileno-brasileiro Marcos Gonzáles.

Nas Laranjeiras, o colombiano Valência e luso-brasileiro Deco tomam conta do meio-campo do Fluminense.

Vasco que usa e abusa dos gringos e excede a cota permitida pela CBF.

O mais famoso é o ex-colorado e argentino Guiñazu, mas já contava com o peruano Yotún, o equatoriano Carlos Tenório e o colombiano Montoya.

O Coritiba conta com o angolano Geraldo e marcou até o gol da vitória no ultimo Atletiba. 

A outra metade de Curitiba tem o argentino Marcelo Palau e o espanhol Fran Mérida defendendo as cores do Furacão.

Em Minas, apenas o Cruzeiro conta com estrangeiros, vestindo a camisa celeste o atacante argentino Martinuccio e o zagueiro uruguaio Victorino.

Na Boa Terra, também há produto importado.

O Tricolor de Aço tem o colombiano Angulo e o norte-americano Freddy Adu na criação das jogadas.

E o Leão da Barra que surpreende com o primo de Lionel Messi, o argentino Maxi Biancucchi,  mas também conta com o paraguaio Cáceres e o argentino Escudero.

E por fim, o Náutico que fez um pacotão de reforços.

Nos Aflitos, desembarcaram o argentino Diego Morales, o venezuelano Ângelo Peña  e uruguaio Juan Manuel Olivera. 

O maior problema é que a grande quantidade de importação muitas vezes termina afetando a qualidade. 

Se há por um lado tem o histórico de êxitos em algumas contratações, ocorre também fracassos e lamentações.

Exemplos de enganadores que ganham dinheiro em território nacional somente porque “hablam castellano”.

Quem não se lembra de nomes como Patito Rodrigues e Miralles, no Santos, além de Defederico e Martinez, no Corinthians?

Então é preciso bastante cautela pra não cair no conto do vigário dos empresários que tentam vender gato por lebre.

Ao invés de gringos de condição duvidosa, é bom sempre dar uma olhadinha na prata de casa.


21 de jul. de 2013





21 de julho de 2005.

O Real Madrid manda 30 milhões de dólares

Robinho abriu mão dos seus 40%.

O Santos e a CBF disseram não.

Pra sair?

Multa de 50 milhões de dólares ou nada feito.

Robinho era gênio.

Futuro do futebol.

Bicampeão brasileiro

Promessa de gênio na Copa da Alemanha.

Pois é.

Tudo que andam falando do Neymar...

19 de jul. de 2013







Era o primeiro grande Santos da história. 

Um ataque arrasador com Camarão, Siriri, Feitiço e Araken Patuska.

Capaz de romper qualquer defesa do planeta. 

O América vivia o fausto do título de 1927.

Embora estivesse em franca decadência naquele setembro de 1928. 

Para espanto da imprensa, os americanos do Coronel Seixas anunciaram a vinda do grande Santos a Pernambuco para testar a força do campeão do Centenário.

A partida nunca chegou a ocorrer. 

Ficou apenas a manchete e imaginação dos torcedores da época. 

Imaginação que correu solta.

O Santos de Feitiço era o Santos dos cem gols no certame paulista de 1927. 

Feitiço que foi craque especialista nas 'bicudas'. 

Naquele ano santo praiano, o alvinegro foi campeão da Taça Cruz Azul contra o Palestra Itália, 

da Taça da Vitória, na inauguração do estádio de São Januário (5 a 3 sobre o Vasco da Gama) 

e Taça América F.C. 

Batendo o Mequinha carioca.

Mas o jogo ficou na imaginação.

A história do futebol deixou de presenciar um encontro espetacular. 

Os pentacampeões pernambucanos versus o primeiro ataque antológico do Santos. 

Difícil dizer quem seria o vencedor, ou melhor, vencedor seria o próprio futebol.



15 de abr. de 2013





14 de abr. de 2013



FOTO/UOL


31 de mar. de 2013




Vamos ver como está a turma da Primeirona?


1. Náutico - perdeu o técnico e dois clássicos

2. Atlético-MG - voando baixo

3. Atlético-PR - se enroscando nos Londrinas da vida

4. Bahia - salvo por Obina

5. Botafogo - levou a Taça Guanabara

6. Corinthians - voando baixíssimo

7. Coritiba - jogando a toalha no segundo turno paranaense

8. Criciúma - Com Vadão meteu oito no Juventus... o que não é lá grande coisa

9. Cruzeiro - garantiu vaga nas semifinais mineiras

10. Flamengo - uma bagunça perdendo pro Audax

11. Fluminense - belo elenco e confusões nos bastidores

12. Goiás - contratou Hugo, ex- Sport e lidera goiano

13. Grêmio - maio atrapalhado no gauchão

14. Internacional - Forlan comanda a reação

15. Ponte Preta - ameaça ganhar o primeiro título da história... o paulistão 2013

16. Portuguesa - em segundo na segundona do Paulistão

17. Santos - capengando com Neymar

18. São Paulo - mal na Libertadores... líder no Paulistão

19. Vasco da Gama - sem lenço, sem documento e sem Dedé

20. Vitória-BA - Deve levar o estadual 







Por ROBERTO VIEIRA


O golpe militar de 1964.

Nasceu com os gols do Palmeiras em Recife.

Palmeiras que negociava Rinaldo.

Palmeiras que enfiou quatro gols no Náutico.

Enquanto Miguel Arraes era deposto na marra.

Tiros na Dantas Barreto.

Mortos.

Pelópidas da Silveira sofre goleada.

O Palmeiras volta pro Rio-São Paulo.

O Brasil vai aos poucos mergulhando na escuridão.

Castelo.

Cassações.

AI-1, AI-2... AI-17.

Os festivais tocaram na ferida caminhando.

Sabiás longe de casa.

Mas o futebol brasileiro foi de uma tranqüilidade pungente.

Passeata dos cem mil?

A seleção brasileira viajando.

Para inaugurar o estádio Oliveira Salazar em Moçambique.

AI-5?

Pelé enfrenta Beckenbauer no Maracanã.

Seqüestro de Charles Burke Elbrick.

Elbrick é solto na multidão de Fluminense x América-RJ.

Morto Marighela?

Legal foi a goleada do Timão em cima do Santos.

Pra frente Brasil?

O cônsul alemão em cana.

Almirantes na CBD.

Militares na preparação física do Tri.

General de radinho acertando palpite de jogo.

Festa no Planalto Central do país.

Enquanto raspavam a cabeça de Caetano e Gil na prisão.

Demitiam Vinícius de Moraes.

Espancavam Geraldo Azevedo.

Sumiam com Zuzu Angel.

Os estádios refletiam a complacência tropical.

Exceção.

A perseguição a Nando Antunes.

Eduzinho fora da seleção de 70.

Zico fora da seleção olímpica de 1972.

Sob o manto protetor da imprensa amordaçada.

Tempo que passa.

Nas duas décadas de convivência do futebol brasileiro com a ditadura.

Uma pergunta ficará sempre no ar.

Caso o Brasil fosse campeão em 1982.

Como seria o encontro do general Figueiredo.

Com o capitão da seleção de Telê.

Nas comemorações de praxe.

Entre a canarinha e o Poder..

Pois o capitão da canarinha de 82.

Era um tal de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira...

15 de mar. de 2013










1970.

O coronel Erasmo Dias entrega um livro.

Ao comandante do II Exército.

Dinamite.

O Santos de Pelé tinha um caixa 2.

Pagando juízes, bandeirinhas e jornalistas.

Juízes e bandeirinhas para que não lhe roubassem.

Juízes e bandeirinhas que recebiam grana dos adversários.

Jornalistas que fingiam ignorar o ocaso da equipe.

Elogiando sempre.

O livro?

Sumiu.

Athiê Cury?

Silenciou.

Erasmo Dias?

Invadiu a PUC.

Perseguiu Lamarca.

Virou político...


6 de mar. de 2013





Uma eternidade.

O Corinthians até ganhava do Santos na brinca.

Mas no paulistão, nada.

Pelé desmantelava a equação.

Até que no dia 6 de março de 1968.

O sapo do Arubinha foi desenterrado.

Graças ao Paulo Borges e ao Flávio.

O Timão ainda ia esperar outros nove anos.

Para gritar sou campeão.

Mas aquela noite ficou marcada na memória.

O vídeo?

Vale a pena quando mais não seja.

Pelos primeiros segundos da bola.

Nos pés do Rivelino...