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26 de nov. de 2014






Por WASHINGTON VAZ


O ano de 2003 foi perfeito para o Cruzeiro.

Conquistando os títulos do Campeonato Mineiro, o Tetra da Copa do Brasil e o inédito título do Campeonato Brasileiro.

Sob as orientações de Vanderlei Luxemburgo, o clube Celeste tinha um timaço.

Onze anos depois, a Raposa pode repetir o mesmo feito, justamente contra seu maior rival, o Atlético Mineiro.

Após conquistar o título mineiro no primeiro semestre e o título antecipado do Campeonato Brasileiro, falta a Copa do Brasil.

Para isso, necessita de uma vitória por três gols de diferença para repetir o feito de 2003, até agora particular.

Particular... Talvez não!

De forma genérica, a imprensa esportiva brasileira denomina "Tríplice Coroa" qualquer conquista de três títulos numa mesma temporada.

Neste sentido, misturam-se títulos regionais, nacionais e internacionais.

Então, quem além do Cruzeiro conquistou a tríplice coroa?

O primeira que se tem notícia ocorreu em em 1959 com o Bahia,  conquistando o Campeonato Baiano, o Torneio Norte-Nordeste e a Taça Brasil.

Em 1981 o Flamengo de Zico conquistou o Campeonato Carioca, Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

Um ano depois, em 1982, foi a vez do Atlético Mineiro papar o Campeonato Mineiro, o Torneio de Paris e o Torneio de Bilbao.

O São Paulo conquistou em 1992 o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental 

E mais, tarde, em 2005, repetiu o feito, com o Campeonato Paulista, a Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA.

Voltando aos anos 90, o Palmeiras com a injeção financeira da Parmalat levou para o Parque Antártica o Paulista, o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro em 1993.

Com Scolari em 1996, o Grêmio conquistou o Gaúcho, a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro.

E no norte do país, em 2002 o Paysandu usou sua fama de Papão para deixar a Curuzu com as taças do Paraense, a Copa Norte e a Copa dos Campeões.

E por fim, o Sampaio Corrêa, ao conquistar em 2012 o Campeonato Maranhense, a Copa União do Maranhão e o Campeonato Brasileiro Série D!

Além destes clubes anos, vale salientar outras duas observações.

O Internacional fez uma tríplice coroa internacional em 2007, conquistando a Recopa Sul-Americana neste ano, somando aos títulos da Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA, em 2006.

Já o Santos do Pelé, em 1962 e 1963 conquistou uma "Quadrupla Coroa" e "Quíntupla Coroa"!!

Numa única temporada, no ano de 1962, o Peixe levou para Vila Belmiro os títulos do Campeonato Paulista, Taça Brasil, a Copa Libertadores da América e a Copa Intercontinental.

No ano seguinte, não ficando satisfeito, além destes títulos, conquistou ainda o Torneio Rio-São Paulo!

O fato é que durante um bom tempo, a "Tríplice Coroa", nos moldes europeus, não podia ser aplicada no Brasil.

É que, durante os anos de 2003 e 2012, os clubes brasileiros que disputavam a Libertadores da América eram impedidos de participar da Copa do Brasil na mesma temporada.

Coisas do inchado e confuso calendário brasileiro.


12 de set. de 2013





Lá do site de A TARDE.

83 milhões de dívidas.

E práticas financeiras semelhantes a muita gente que a gente conhece...

11 de set. de 2013






O Goiás saiu na frente.

O Cruzeiro virou.

Com pinta de campeão.

O Botafogo ganhou no final com Hyuri.

Com pinta de vice.

O Criciúma abriu 2x0.

E o Bahia foi buscar.

Surpresa foi o Fluminense empatar.

Belíssima cobrança de Rafael Sóbis.

Surpresa foi a Lusa vencer o duelo luso.

Fácil.

Já surpresa nenhuma foi o Náutico perdendo.

Lamento pela torcida, pelo Levi, pelo Lúcio.

Ninguém merece o que fizeram com o clube em 2013...







UOL



Pra muita gente.

A segunda é mais difícil que a primeira.

Embora.

Muitas vezes o cabra já fique nas preliminares.

Hoje?

Grêmio e Furacão fazem a festa.

Mas Bota e Timão, Bahia e Criciúma, Goiás e Cruzeiro.

Além do duelo lusitano.

Nesses eu não arrisco palpite.

Seja o que Oxalá quiser...






Pelo excelente site do Departamento de Matemática da UFMG.

Feliz da vida com o Cruzeiro.

E usada neste Blog desde 2011...

3 de set. de 2013




Por WASHINGTON VAZ

O Brasileirão 2013 tem sido um dos campeonatos mais equilibrados até agora desde a implantação dos pontos corridos.

Basta observar que o Cruzeiro, líder da última rodada com 34 pontos, está apenas 5 pontos à frente do 5º colocado, o Corinthians, o primeiro clube fora do cobiçado G4. 

Doze equipes já estiveram G4 até agora, inclusive o São Paulo, que hoje é vice-lanterna, à frente apenas do Náutico. 

Poucos devem lembrar, o Tricolor Paulista chegou até ser lider em duas das cinco rodadas em que esteve bem colocado.

Embora a rotatividade no G4 tenha sido grande, podemos destacar a regularidade apresentada por Cruzeiro e Botafogo até aqui.

Em 17 rodadas, a Estrela Solitária só não esteve presente em três rodadas no G4.

Das 14 aparições no grupo que garante vaga a Libertadores, o time de Clarence Seedorf esteve presente em 6.

A equipe celeste também esteve em líder em 6 rodadas, contando com a 17ª rodada.

Assim como o Fogão, a Raposa também apareceu 14 vezes do G4.

Outro clube que vem tendo cadeira cativa nas quatro primeiras posições é o Coritiba, 11 vezes.

Dos 20 participantes deste ano, somente 8 não conseguiram figurar no G4 até agora. 

Até agora são eles: Goiás, Santos, Atlético-MG, Vasco, Flamengo, Portuguesa, Ponte Preta e Náutico.






1 de ago. de 2013








Por WASHINGTON VAZ

Depois do ranking com os países que apresentam maior média de publico em seus campeonatos nacionais, a  Pluri Consultoria apresentou  um novo ranking.

Agora, apresenta os 100 Clubes com maior média de público do Mundo.

Entre os 10 primeiros, há 4 clubes Alemães, 3 Ingleses, 2 Espanhóis e 1 Holandês;

Em toda a lista há clubes de 20 países diferentes. A Alemanha lidera  com 23 times, seguidos por 18 da Inglaterra, 9 da Espanha e 7 da  Itália;

O Primeiro clube não Europeu da lista é o Americano Seattle Sounders, 25º colocado com média de 43,1 mil torcedores por jogo;

Entre os clubes não Europeus há 5 do México, 4 da China, 3 do Irã, 3 do Japão, 3 da Argentina, 3 do Brasil e 1 do Equador;

Entre os Sul-Americanos, o Barcelona de Guaiaquil é o melhor colocado, na 53ª posição com 33.540 de média de público;

Apenas 3 clubes Brasileiros  aparecem na Lista, todos entre os 10 últimos do TOP 100.

O Corinthians é o 91º (que já esteve na 65º em 2011) com 29,4 mil torcedores por jogo.

O Santa Cruz, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro aparece na 95º  com 24,3 mil/jogo;

Em 2011, quando ainda disputava a Série D, o clube pernambucano já esteve na 39ª posição do ranking.

Por ultimo, São Paulo na 98ª, com 24,2 mil/jogo.

Outros cinco clubes brasileiros que aparecem na lista ampliada dos 200 com maior público.

Na 105ª posição, está o Grêmio Porto-Alegrense, com 23,5 mil.

Com a liberação do Castelão, o Sampaio Correa do Maranhão aparece na 150º, com média de 19,5 mil.

O Bahia aparece um pouco depois na 158º colocação, com 19 mil.

O Atlético-MG, atual campeão da Libertadores, aparece na  187º, contabilizando uma média de 18,3 mil.

E por fim, outro clube pernambucano aparece no ranking.

Na 194º, está o Sport com 17,8 mil torcedores por jogo.

Os dados completos do relatorio pode ser visto AQUI.








Só faltou se debulhar em lágrimas baianas.

O juiz isso, a regra aquilo.

Esqueceu que o time do Flamengo levou um baile do Bahia.

Por que será que técnico e torcedor

só reclamam de juiz na derrota?





Por WASHINGTON VAZ


Chegamos na décima rodada do Campeonato Brasileiro de 2013.

E o que podemos observar é que já houve uma grande quantidade de líderes na Série A.

Até o São Paulo, que hoje frequenta o Z-4, chegou a liderar o Brasileirão nas duas primeiras rodadas.

O Cruzeiro detém o melhor ataque com 22 gols. 

Com 6 gols marcados até então, o Corinthians é dono do pior ataque do certame.

Em contrapartida, detém a melhor defesa do campeonato, com apenas 5 gols sofridos.

A pior defesa é a do Atlético-PR, que mesmo afastando-se da zona da degola, possui a marca de 17 gols sofridos.

E no momento quem ri a toa é o Coritiba, líder do Brasileirão com 20 pontos, e o melhor aproveitamento até aqui, com 66,67%.

Logo atrás, vem o Bahia, com 57, 6% de aproveitamento e um ponto a menos que o time de Alex.

Será que paranaenses e baianos terão fôlego para continuar no pelotão de frente?

A Portuguesa que não consegue ganhar no Canindé  preocupa.

Bom mesmo foi o Flu que saiu da zona do rebaixamento para 12ª colocação em uma rodada!

E pra finalizar, o sinal de alerta ligado para Atlético-MG e Flamengo...

O Galo vai continuar nas nuvens com a Libertadores?

E o time de Mano Menezes, é só isso mesmo?

30 de jul. de 2013





Por WASHINGTON VAZ

Avisa ai que tem estrangeiro na área!

Segundo dados da CBF, cerca de 50 jogadores estrangeiros estão disputando o Campeonato Brasileiro de 2013.

Um numero inédito e que reflete a força econômica do Brasil perante os países vizinhos da América Latina.

Outro fator a ser levado em consideração é a crise financeira que assola a Europa.

O Brasil que já viu e acolheu craques como Figueroa, Romerito, Conca, Doval, Tevez, Sorín, Petkovic e Acosta agora vê com bons olhos e naturalidade a inserção da mão-de-obra estrangeira no "País do Futebol".

No sul do país, os rivais Internacional e Grêmio já estão acostumado em importar craques de terras vizinhas.

Os argentinos Bolatti, D'Alessandro, Dátolo e Scocco além do uruguio Forlán defendem o colorado.

Nos outros 50% em Porto Alegre, estão mais quatro sulamericanos.

O paraguaio Riveros, o chileno Vargas, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez fecham a conta no Rio Grande.

No Santos a grande estrela após a saida de Neymar é o argentino Montilo, buscando apresentar o bom futebol praticado no Cruzeiro em temporadas passadas.

O Alvinegro Praiano que também tem a disposição o chileno Eugenio Mena e o argentino Pato Rodriguez.

Corinthians que caiu nas graças do peruano Guerreiro, artilheiro do Mundial Interclubes.

Ponte Preta e Portuguesa também "habla español"...

A Macaca tem a seu favor o argentino Sarmiento e os  peruanos Advíncula e  Ramirez neste Brasileirão.

Já a Lusa tenta sobreviver na Série A com o argentino Marcelo Cañete.

Os quatro clubes do Rio também tem seus Gringos.

O holandês Clareence Seerdof é Rei no Botafogo que um dia já teve o Loco Abreu nos braços da torcida, mas também conta com o uruguaio Lodeiro.

No Flamengo, o boliviano Marcelo Moreno busca seu espaço perdido no Grêmio.

A Gávia que também conta com o paraguaio Cárceres e o Chileno-brasileiro Marcos Gonzáles.

Nas Laranjeiras, o colombiano Valência e luso-brasileiro Deco tomam conta do meio-campo do Fluminense.

Vasco que usa e abusa dos gringos e excede a cota permitida pela CBF.

O mais famoso é o ex-colorado e argentino Guiñazu, mas já contava com o peruano Yotún, o equatoriano Carlos Tenório e o colombiano Montoya.

O Coritiba conta com o angolano Geraldo e marcou até o gol da vitória no ultimo Atletiba. 

A outra metade de Curitiba tem o argentino Marcelo Palau e o espanhol Fran Mérida defendendo as cores do Furacão.

Em Minas, apenas o Cruzeiro conta com estrangeiros, vestindo a camisa celeste o atacante argentino Martinuccio e o zagueiro uruguaio Victorino.

Na Boa Terra, também há produto importado.

O Tricolor de Aço tem o colombiano Angulo e o norte-americano Freddy Adu na criação das jogadas.

E o Leão da Barra que surpreende com o primo de Lionel Messi, o argentino Maxi Biancucchi,  mas também conta com o paraguaio Cáceres e o argentino Escudero.

E por fim, o Náutico que fez um pacotão de reforços.

Nos Aflitos, desembarcaram o argentino Diego Morales, o venezuelano Ângelo Peña  e uruguaio Juan Manuel Olivera. 

O maior problema é que a grande quantidade de importação muitas vezes termina afetando a qualidade. 

Se há por um lado tem o histórico de êxitos em algumas contratações, ocorre também fracassos e lamentações.

Exemplos de enganadores que ganham dinheiro em território nacional somente porque “hablam castellano”.

Quem não se lembra de nomes como Patito Rodrigues e Miralles, no Santos, além de Defederico e Martinez, no Corinthians?

Então é preciso bastante cautela pra não cair no conto do vigário dos empresários que tentam vender gato por lebre.

Ao invés de gringos de condição duvidosa, é bom sempre dar uma olhadinha na prata de casa.


28 de jul. de 2013






Por um destes motivos insondáveis do destino, a Bahia caiu de amores pelo América e vice-versa. A história teve início no dia 4 de dezembro de 1932, quando o Sport Clube Bahia venceu o América por 2 a 1. O tricolor baiano tinha apenas um ano de vida, mas já nascera campeão, resultado da fusão dos atletas do Clube Bahiano de Tênis e da Associação Atlética da Bahia. O esquadrão da avenida Princesa Isabel virou tormento dos clubes pernambucanos. Em 1932, o Bahia bateu a seleção pernambucana (5x3), Sport (2x1), Náutico (2x1), Santa Cruz (3x2) e até o Combinado Náutico/Sport (3x2). A única derrota do Bahia ante clubes da terra de Frei Caneca naquele ano foi a goleada sofrida por 3x0 para o Santa Cruz.

A partir deste primeiro encontro, o América refez o caminho do Bahia em sentido contrário, passando a visitar a Bahia com assiduidade. O advento do jornalista Hélio Pinto – americano de carteirinha – aliado ao título magistral de 1944, ensejaram a vitoriosa excursão de 1945, momento em que Julinho e Capuco só não fizeram chover em Salvador.

Na estreia, o América bateu por 2x1 ao Galícia, time da colonia espanhola de Salvador. Tal foi o impacto da vitória e do futebol apresentado, que no dia 15 de março de 1945, o América recebe convite para enfrentar o clube mais popular da Bahia naqueles tempos, o Ypiranga de Salvador. A equipe formou com Leça; Deusdedith e Galego; Pedrinho, Capuco e Rubens; Zezinho, Julinho, Djalma, Edgard e Oséas. O Ypiranga foi escalado com Muniz; Pitangueira e Gregório; Lourenço, Ferreira e Catita; Americano, Brás, Palito, Velau e Isaltino. Djalma bate o centro às 21:50 e o América se lança ao ataque, o Ypiranga equilibra as ações quando aos 5 minutos Djalma arremata com violência, Muniz rebate e Zezinho inaugura o marcador. Os baianos partem em busca da igualdade no marcador, conseguida através de um petardo de Isaltino. Intervalo. O empate não satisfaz o América.

Logo no início da segunda etapa, Julinho serve a Zezinho que marca seu segundo gol, colocando o América novamente em vantagem no marcador. A pressão pernambucana não diminui, Djalma cede seu lugar a Valdeque, o qual não demora a encontrar  Oséas cara a cara com Muniz: América 3x1. Quase meia-noite na capital baiana. O árbitro Dantas Correia dá por encerrada a peleja.

No dia 17 de março, foi a vez do América travar batalha contra o Bahia, no clássico dos campeões estaduais de 1944. O Bahia era calo no sapato alviverde desde 1932. Para sorte dos baianos, Djalma se machucara no jogo contra o Ypiranga, deixando o comando do ataque aos cuidados de Valdeque – bom de bola, mas sem o faro de gol do artilheiro do certame pernambucano. O retorno de Astrogildo na meia cancha era boa notícia. Mas naquele dia, o meio campo do América foi anulado pelo sangue argentino de Dante Bianchi. Bianchi que se tornaria, no futuro, técnico e símbolo do esquadrão alviverde pernambucano.
Sob a batuta de Bianchi, sua picardia e classe, o Bahia vingou a torcida local com um sonoro 3x0. 

Fernando, Louro e Velau balançaram as redes de Leca e um craque chamado Maneca enlouqueceu o jovem Pedrinho. Festa nas arquibancadas. Abraços no final do amistoso. Cabe recordar que o Bahia era uma autêntica seleção baiana nesse dia. Isaltino e Maneca oriundos do Galícia e Velau, craque do Ypiranga.
Inicialmente marcado para a noite do dia 21 de março, o prélio diante do Vitória foi adiado para a noite do dia 22 de março, no Campo da Graça. O rubro-negro vinha de vitoriosa excursão aos estados vizinhos, onde batera por 8x1 o Sergipe. Aproveitando-se da viagem, o Vitória trazia para estrear diante de sua torcida o meio-campista alagoano, Joel. Com Pirricha e Siri no ataque, além de Isaltino, o qual jogara pelo Ypiranga no segundo jogo do América em Salvador, foi surpresa que o placar ficasse mesmo no 0x0. Os goleiros Leça e Severino, duas barreiras formidáveis ao grito de gol.

Cansado pela sequencia de jogos, o América aceitou uma revanche contra o Bahia. Não parecia boa ideia, mas os baianos ansiavam por nova exibição do quadro pernambucano. Julinho era a sensação do momento. Não sem hesitação, o América foi a campo. E terminou o primeiro tempo vencendo por 1x0, gol de Edgard. Mas na segunda etapa, as pernas já não obedeciam ao cérbero, Leça foi impotente para impedir os gols de Zéhugo, Jorge, Maneca, Velau e Camerino. Valdeque deixou sua marca, porém o marcador do Campo da Graça estampava cruéis 5x2.

Prova da grandeza do América, os jogadores do Bahia foram carregados nos ombros pelas ruas de Salvador. Retrato inconteste do respeito ao adversário valoroso derrotado no campo de batalha.

O deslumbramento entre torcedores do Vitória, Ypiranga, Galícia, Bahia e Botafogo levou o América a homenagem inusitada, presente imortal ao público da Boa Terra. Com o Campo da Graça lotado, os jogadores entraram em campo antes da última peleja, uniformizados de forma antológica: cada um deles com as cores de um clube baiano. Puxando a fila, o entusiasmado Hélio Pinto, não cabendo em si de alegria. A imagem diz muito mais sobre a paixão do América e do povo baiano do que mil palavras.

O Bahia não se fez de rogado. Contratou o extraordinário arqueiro Walter Leça para suas hostes. Leça que se tornaria o maior goleiro da história do campeão soteropolitano e ídolo de um menino que adorava música e futebol: Gilberto Gil...  

9 de abr. de 2013




Por ROBERTO VIEIRA             



Cresci lendo e vendo o Bahia.

Vitória era abstração.

Osni e Mário Sérgio.

Salvador de 1973.

Um time que tinha o Piolho.

Um time que tinha o França.

Grande amigo do Dedeu quando atuou no Náutico.

Depois vieram o Andrada e o Fischer.

Sangue argentino.

Pra contrabalançar o feitiço de um Buttice.

Um Sanfilipo.

Não importa.

O Bahia era a Bahia.

Bahia que desmantelou Andrada e Fischer.

Bahia que ganhava três, quatro títulos seguidos.

Bahia, campeão brasileiro com dendê.

Bahia acostumado ao chocolate.

Mas o que era doce foi ficando ardido.

Nos anos 90.

Vieram Dida, Júnior, Alex Alves, Vampeta.

Quatro títulos regionais.

Um vice-campeonato nacional.

O rosto de Ivete Sangalo cantando seu clube do coração.

A Bahia foi ficando Vitória.

E o Bahia?

Foi sofrendo derrotas em cima de derrotas.

O chocolate de Plínio Rizério e Alex Von Usler.

Virou chocolate com pimenta.

Uma pimenta de cinco gols na Arena Fonte Nova.

Uma pimenta baiana anunciando.

O século XXI e XXII são do Leão da Barra!



* Dedicado ao querido amigo, escritor de mão cheia e coração rubro-negro, Marcelo Torres...

8 de abr. de 2013





Em 2010,

Mestre Carlos Celso Cordeiro me enviou esta foto e este texto...


Roberto,
Os meninos enfiaram 3x0 no Bahia.

Os três gols marcados no 2º tempo por Elder, Nílson e Tárcio.

428 torcedores presenciaram. 

Eu era um deles.

Durval Valença estava ao meu lado.

Mostrei a ele, durante a partida, a foto do time que estava jogando.

Veja você também.

Como alguns jogadores ainda são pouco conhecidos da torcida alvirrubra, faço a identificação.

Em pé: Rodrigo Carvalho, Wallace, Emanuel, Wellington e Diego.

Abaixados: João Ananias, Thiaguinho, Nilson, Anderson, Élder e Auremir.

Grande abraço,
Carlos Celso

31 de mar. de 2013




Vamos ver como está a turma da Primeirona?


1. Náutico - perdeu o técnico e dois clássicos

2. Atlético-MG - voando baixo

3. Atlético-PR - se enroscando nos Londrinas da vida

4. Bahia - salvo por Obina

5. Botafogo - levou a Taça Guanabara

6. Corinthians - voando baixíssimo

7. Coritiba - jogando a toalha no segundo turno paranaense

8. Criciúma - Com Vadão meteu oito no Juventus... o que não é lá grande coisa

9. Cruzeiro - garantiu vaga nas semifinais mineiras

10. Flamengo - uma bagunça perdendo pro Audax

11. Fluminense - belo elenco e confusões nos bastidores

12. Goiás - contratou Hugo, ex- Sport e lidera goiano

13. Grêmio - maio atrapalhado no gauchão

14. Internacional - Forlan comanda a reação

15. Ponte Preta - ameaça ganhar o primeiro título da história... o paulistão 2013

16. Portuguesa - em segundo na segundona do Paulistão

17. Santos - capengando com Neymar

18. São Paulo - mal na Libertadores... líder no Paulistão

19. Vasco da Gama - sem lenço, sem documento e sem Dedé

20. Vitória-BA - Deve levar o estadual 

29 de mar. de 2013



Primeiro Ba-Vi na nova Fonte Nova, 2013 - FOTO/UOL




Por ROBERTO VIEIRA




O primeiro Ba-Vi aconteceu em 1932. No Campo da Graça. 

Jogadores e torcedores se abraçando ao final da peleja...


O Ba-VI tem 80 anos de rival(idade).

Muita água rolou pelo Pelourinho.

Muito Nadinho e Osni.

O Ba-Vi de 1932 foi jogado na amizade.

Axé.

Birinaites depois do jogo.

Respeito e camaradagem.

Hoje.

O pau quebrou na compra de ingressos do Ba-Vi.

Nada de Gandhi.

Nada de Senhor do Bonfim.

Na sexta-feira da paixão baiana.

Paixão pouca se viu.

Teve gás lacrimogêneo.

Gás pimenta malagueta.

Gritos de guerra na nova Fonte Nova.

Deixando uma pergunta no ar.

A Copa do Mundo de 2014 vai deixar algo de bom para o Brasil?

Ou será que perdemos algo intangível no esporte?

Megalomaníacos.

Desconhecemos a beleza de um Campo da Graça.

Quando o mais importante da vida.

Era achar graça num campo de futebol...


Primeiro Ba-Vi, 1932


19 de fev. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA      



Observei semblantes franzidos.

Ceará e Fortaleza?

Pernambuco de fora?

Não sei porque.

Pernambuco nunca mandou no futebol nordestino.

Teve seus momentos.

O 9x1 contra os baianos rendeu até procissão.

Manuelzinho virou santo.

E só.

Claro.

Vitórias cearenses em Recife foram raras.

A seleção cearense demorou meio século pra ganhar uma.

E ganhou lá no Ceará.

Mas o Fortaleza foi por duas vezes vice-campeão da Taça Brasil.

Pernambucanos?

Apenas o Náutico chegou ao vice em 1967.

O Sport levou o Brasileiro de 1987.

Mas sem enfrentar os adversários.

Que o Bahia enfrentou em 1988.

Bahia que foi o primeiro campeão nacional em 1959.

Logo em cima do do Santos de Pelé.

Resumo da ópera?

Somos eternos fregueses baianos.

E jogamos taco a taco com os cearenses.

Pernambuco imortal, imortal?

Só na letra do nosso hino.

OK?





E em pleno Beira-Rio...

9 de fev. de 2013





O Bahia visita Pernambuco.

E o Santa Cruz dá o cartão de visitas em 1955.

Geraldo, meu Rei?

Meteu duas balas nas redes soteropolitanas.



25 de nov. de 2012





Estava tranquilo.

O misto de profeta e cirurgião Joaquim Herbenio.

O Mestre que me ensinou tudo sobre esse troço chamado futebol.

Lá nos velhos plantões da Restauração.

Me garantiu na manhã da Jaqueira:

'A Portuguesa ganha em Porto Alegre. O Sport tropeça no Fluminense!'

Pronto.

Conhecendo os palpites de Joaquim.

A Lusa e o Sport tinham o destino selado.

Seladíssimo.

Ainda mais que em Pituaçu.

Luziu a estrela de um novo homem gol do Náutico.

O jovem Dimba.

Dimba que subiu aos céus e cravou no canto de Lomba.

Tal qual Baltasar.

Sem deixar de mencionar o passe de três dedos do Souza.

Além do festival de lesões dos primeiros quinze minutos.

A Lusa?

Matou o Colorado.

O Sport.

Descobriu Cavalieri.

Fred fez um tento em homenagem a sua avó.

E o Clássico dos Clássicos pode servir para que o Náutico ajude seu co-irmão.

Ou não.

Será que a torcida alvirrubra concorda em ajudar o Leão?

A lamentar?

Trinta minutos de comentários numa rádio sobre o twitter de Kiesa.

Fazer o que?








Com a sofrida volta do Vitória.

Com a possível sobrevida do Sport.

O Brasileirão 2013 pode se transformar num Nordestão.

Com 20% de equipes da região.

Uma porcentagem rara na história recente do certame.

Um número que significaria menos viagens.

Menos aeroporto.

E mais sufoco para o sul/sudeste maravilha.

Sem contar o desalento da Federação Paulista.

Que veria a queda de Palmeiras e Portuguesa.

Sem a reposição do São Caetano.

O que nos resta?

Ficar na torcida, meu Rei!