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8 de nov. de 2014




Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA




Num 13 de julho, um Fla-Flu, pela primeira vez no Nordeste, era disputado no Recife. Sem a menor dúvida, o maior acontecimento futebolístico da primeira metade do século passado em toda a região. O Fla-Flu era na época o maior clássico do futebol brasileiro. Nada que chegasse nem perto. Basta que se diga o seguinte: aqui em Pernambuco, o tradicionalíssimo Náutico x Sport, nosso maior clássico, por isso mesmo chamado de “Clássico dos Clássicos”, recebia da imprensa, nas manchetes das páginas esportivas, a honra e a distinção de ser chamado de “o Fla-Flu pernambucano”. Não era pouca coisa. Comum abrir a página de esportes dos nossos jornais e lá encontrar: “logo mais à noite, na Ilha do Retiro, o Fla-Flu pernambucano”. Isso durou até a primeira metade dos anos 50. Caruaru, no interior, seguia a mesma pisada. Em dia de Central x Comércio, o jogão da cidade, o jornal Vanguarda não dava por menos: “no Campo da Rua São Paulo, o Fla-Flu caruaruense”.


Para que o Fla-Flu acontecesse no Recife, foi bolada uma jogada inteligente: o Flamengo chegou na frente, uma semana antes, para dois amistosos, contra Sport e Santa Cruz. Era o aperitivo, abrindo a semana Fla-Flu. Realizado o Fla-Flu, foi a vez dos amistosos do time das Laranjeiras contra os mesmos Sport e Santa Cruz, na mesma ordem de jogos, tudo de acordo com o figurino.


Do livro “Histórias do Futebol em Pernambuco”, do saudoso Givanildo Alves, tiro os dados da ficha técnica dos cinco amistosos:


1) Flamengo 5 x 1 Sport. Data: domingo, 6 de julho de 1947. Gols de Pirilo (3), Zizinho e Jair, para os cariocas, e Amorim (2) para o Sport.


2) Flamengo 1 x 1 Santa Cruz. Data: quinta-feira, 10/7, jogo realizado à tarde, com o comércio funcionando normalmente, público ainda assim numeroso; gols de Eloi, para o Santa, e Zizinho, com a ajuda da mão, diz o cronista, estabelecendo o empate. O jogo ficou interrompido por 10 minutos, os tricolores ameaçaram até abandonar o gramado, não o fazendo em nome dos apelos dos promotores da festa, os dirigentes do Sport. Os erros de arbitragem em jogos contra times cariocas vêm de longe, nunca porém a nosso favor. Mas aí, dizem: o Flamengo, pelo que jogou, não precisava... É sempre assim.


3) Flamengo 1 x 1 Fluminense. Data: domingo, 13/7. Público numerosíssimo. Os portões da Ilha foram abertos às 9 horas. Logo depois de uma da tarde não cabia mais ninguém, todas as dependências do estádio estavam tomadas. Os portões foram então fechados por decisão das autoridades. Flamengo: Luís Borracha, Newton e Norival; Biguá, Bria e Jaime; Adílson, Tião (Perácio), Pirilo, Jair e Vevé; Fluminense: Robertinho, Gualter e Haroldo; Paschoal (Berascochéa), Telesca e Bigode; Pedro Amorim, Ademir, Simões, Orlando e Rodrigues. Gols de Simões e Perácio. Juiz: o pernambucano Argemiro Félix de Sena, o popular Sherlock.


4) Fluminense 2 x 1 Sport. Data: quinta-feira, 16/7. Gols de Berascochéa e Rodrigues. O Flu jogou sem seis titulares, poupados para o jogo de despedida, contra os corais.


5) Fluminense 6 x 3 Santa Cruz. Data: domingo, 20/7, um dia de show de Ademir, autor de quatro tentos. Os demais goleadores do Fluminense: Juvenal e Rodrigues; e Galego (2) e Laerte, de pênalti, para os tricolores pernambucanos.


O time-base do Sport na temporada: Manuelzinho; Chicão e Zago; Vavá, Alheiros e Arnaldo; Carmelo, Zildo, Amorim, Dega e Walfredo. O do Santa Cruz: Rubens; Salvador e Pedrinho; Laerte, Capuco e Rubinho; Guaberinha, Galego, Eloi, Pardi e Siduca.


Depois do Fla-Flu no Recife, quando também em terras pernambucanas, copiando o dizer de Nelson Rodrigues, “as multidões despertaram”, outras edições do famoso clássico carioca aconteceram pelo Brasil a fora. Dois anos depois, em 1949, dois jogos em seqüência, em Fortaleza (6/1/49), Fluminense 5 x 2; dois dias depois, em Salvador, o Flamengo dava o troco (5 x 0). Mas aí o Fla-Flu fora do Rio de Janeiro já não tinha mais graça. E até o Rio Grande, em Porto Alegre, no estádio do extinto Cruzeiro, teve o seu Fla-Flu. Aconteceu também em 1949, seis meses depois, a 5 de junho. Ao fim do espetáculo, empate em 1 x 1. Tudo em nome da cordialidade e do equilíbrio estatístico.


A título de ilustração, um pequeno texto de minha autoria, tirado de “Paixão e Fidelidade”, do capítulo no qual narro toda a saga do Fla-Flu jogado no Recife. Conta uma das inúmeras histórias envolvendo torcedores vindo do interior do Estado para ver o jogão de bola. Um jogo que não dava para perder:


Viagem feita com sacrifício, em cima da carroceria de um caminhão, que ônibus não existia fazendo a linha, e automóvel de aluguel naqueles idos era coisa rara em cidade pequena, que dirá numa vila. O sacrifício valia a pena. Afinal tratava-se de assistir ao Fla-Flu. Toda a rapaziada de Cachoeirinha, município de São Bento do Una, estava ali - os que podiam enfrentar os gastos com a passagem, com o ingresso do jogo, o almoço e o lanche da volta. Babá, um jovem endinheirado, doido por futebol, era um dos mais entusiasmados do grupo. Tinha se preparado a capricho. Não podia perder um jogo daquele, viciado que era em futebol.


Na véspera, uma ida a Caruaru, também na boléia de um caminhão, para a compra de um par de sapatos. O que tinha em uso não estava mais em condições de uma viagem à capital para acontecimento tão importante. Na arquibancada da Ilha, ao lado dos companheiros de viagem, depois de acomodado no meio da multidão - público recorde em jogo do Recife, tinha torcedor pendurado até nas mangueiras em torno do estádio -, e não mais suportando o aperto do sapato novo, tal qual o André do chorinho antológico, Babá resolveu aliviar a barra e os pés. Tirou os sapatos. Foi só o que bastou. Veio o gol do Flamengo, a vibração da torcida, o alvoroço tomando conta do estádio. Serenados os ânimos, cadê o par de sapatos, novinho, comprado ontem? O larápio - na época, pré-trombadinha, só existia larápio mesmo - tinha se aproveitado da ocasião e levado os sapatos de Babá, deixando-o apenas de meia e com cara de otário.


A cara de bobo não era para menos. Ter os sapatos surrupiados num campo de futebol... Mas não era tudo. Além de ter que agüentar a gozação dos companheiros na longa viagem de volta, o pior era ter que enfrentar, quando chegasse em casa, a bronca da mãe. Ouvir pela enésima vez, o que já era uma rotina: "estou rouca de dizer, Babá: futebol é mesmo para quem não tem nada pra fazer. Cansei de lhe avisar... Você não ouviu porque não quis".

11 de set. de 2013






O Goiás saiu na frente.

O Cruzeiro virou.

Com pinta de campeão.

O Botafogo ganhou no final com Hyuri.

Com pinta de vice.

O Criciúma abriu 2x0.

E o Bahia foi buscar.

Surpresa foi o Fluminense empatar.

Belíssima cobrança de Rafael Sóbis.

Surpresa foi a Lusa vencer o duelo luso.

Fácil.

Já surpresa nenhuma foi o Náutico perdendo.

Lamento pela torcida, pelo Levi, pelo Lúcio.

Ninguém merece o que fizeram com o clube em 2013...










Pelo excelente site do Departamento de Matemática da UFMG.

Feliz da vida com o Cruzeiro.

E usada neste Blog desde 2011...

3 de set. de 2013




Por WASHINGTON VAZ

O Brasileirão 2013 tem sido um dos campeonatos mais equilibrados até agora desde a implantação dos pontos corridos.

Basta observar que o Cruzeiro, líder da última rodada com 34 pontos, está apenas 5 pontos à frente do 5º colocado, o Corinthians, o primeiro clube fora do cobiçado G4. 

Doze equipes já estiveram G4 até agora, inclusive o São Paulo, que hoje é vice-lanterna, à frente apenas do Náutico. 

Poucos devem lembrar, o Tricolor Paulista chegou até ser lider em duas das cinco rodadas em que esteve bem colocado.

Embora a rotatividade no G4 tenha sido grande, podemos destacar a regularidade apresentada por Cruzeiro e Botafogo até aqui.

Em 17 rodadas, a Estrela Solitária só não esteve presente em três rodadas no G4.

Das 14 aparições no grupo que garante vaga a Libertadores, o time de Clarence Seedorf esteve presente em 6.

A equipe celeste também esteve em líder em 6 rodadas, contando com a 17ª rodada.

Assim como o Fogão, a Raposa também apareceu 14 vezes do G4.

Outro clube que vem tendo cadeira cativa nas quatro primeiras posições é o Coritiba, 11 vezes.

Dos 20 participantes deste ano, somente 8 não conseguiram figurar no G4 até agora. 

Até agora são eles: Goiás, Santos, Atlético-MG, Vasco, Flamengo, Portuguesa, Ponte Preta e Náutico.






18 de ago. de 2013





O Fluminense, tradicionalmente.

É uma equipe mortal.

Defesa segura.

Castilhos, Denilsons, Edinhos.

Cavalieri.

E golpes mortais.

Um timinho imortalizado por Nelson Rodrigues.

O Náutico, pela enésima vez contra o tricolor.

Não fez.

E quem não faz contra o timinho?

Sai chorando o leite derramado de Chico Buarque...

17 de ago. de 2013




18 de maio de 2008.

Maracanã.

Gols de Wellington e Warley.

Fluminense com time reserva.

Náutico nem quis saber.

Meteu 2x0.

Assumindo a liderança do Brasileirão.

De lá pra cá?

Só deu Fluminense.

Mas o confronto é equilibrado.

Em 21 jogos de Brasileirão.

Foram 7 vitórias Timbus.

E 9 do Pó de Arroz.



15 de ago. de 2013





11 de ago. de 2013





Foi o primeiro Fla-Flu em minha lembrança.

Domingo.

Carro.

Voltando de Limoeiro.

Tinha simpatia pelo Fluminense.

O mundo aguardava um jogo duro, truncado.

Finalizando o primeiro turno carioca.

Mas as bolas rubro negras foram entrando.

Um, duas, três, quatro, cinco.

O Flamengo de Caio e Doval humilhava o tricolor das Laranjeiras.

Típico caso de filho ingrato.

A estrada continua lá.

O Fla-Flu?

Volta ao Maracanã.

Tal criança que nunca saiu de casa...








Futebol e preconceito no Brasil são coisa estranha.

João Nogueira torcendo pelo Flamengo se entende.

O Flamengo nasceu aristocrata.

Depois abraçou o samba.

Mas Cartola torcendo pelo Fluminense.

É destas situações inusitadas.

A não ser quando recordamos.

Ser Cartola um Rei em forma de música...

Cartola que se tornou tricolor aos 8 anos.

Inocente.

Cartola que durante boa parte da vida torcia.

Mas nem sonhava entrar na sede do seu clube de coração...



6 de ago. de 2013




Por WASHINGTON VAZ


A CBF definiu as oitavas de final da Copa do Brasil.

Atrávés de sorteio, ficou conhecido o adversário do Salgueiro no torneio.

E o Internacional de Porto Alegre será o primeiro passo do Carcará do Sertão...

O Inter de Scocco, Forlán, D'alessandro, Jorge Henrique, Damião e Dunga, atuando  no Cornélio de Barros.

Contra o Salguerio de  Sidny, Clébson, Élvis, Fabrício Ceará, Ferrim e Marcelo Chamusca.

Conseguindo a façanha de chegar às quartas de final, o time sertanejo receberá premiação de R$ 700 mil.

Dá pra passar?





1 de ago. de 2013





Por WASHINGTON VAZ


Chegamos na décima rodada do Campeonato Brasileiro de 2013.

E o que podemos observar é que já houve uma grande quantidade de líderes na Série A.

Até o São Paulo, que hoje frequenta o Z-4, chegou a liderar o Brasileirão nas duas primeiras rodadas.

O Cruzeiro detém o melhor ataque com 22 gols. 

Com 6 gols marcados até então, o Corinthians é dono do pior ataque do certame.

Em contrapartida, detém a melhor defesa do campeonato, com apenas 5 gols sofridos.

A pior defesa é a do Atlético-PR, que mesmo afastando-se da zona da degola, possui a marca de 17 gols sofridos.

E no momento quem ri a toa é o Coritiba, líder do Brasileirão com 20 pontos, e o melhor aproveitamento até aqui, com 66,67%.

Logo atrás, vem o Bahia, com 57, 6% de aproveitamento e um ponto a menos que o time de Alex.

Será que paranaenses e baianos terão fôlego para continuar no pelotão de frente?

A Portuguesa que não consegue ganhar no Canindé  preocupa.

Bom mesmo foi o Flu que saiu da zona do rebaixamento para 12ª colocação em uma rodada!

E pra finalizar, o sinal de alerta ligado para Atlético-MG e Flamengo...

O Galo vai continuar nas nuvens com a Libertadores?

E o time de Mano Menezes, é só isso mesmo?

30 de jul. de 2013





Por WASHINGTON VAZ

Avisa ai que tem estrangeiro na área!

Segundo dados da CBF, cerca de 50 jogadores estrangeiros estão disputando o Campeonato Brasileiro de 2013.

Um numero inédito e que reflete a força econômica do Brasil perante os países vizinhos da América Latina.

Outro fator a ser levado em consideração é a crise financeira que assola a Europa.

O Brasil que já viu e acolheu craques como Figueroa, Romerito, Conca, Doval, Tevez, Sorín, Petkovic e Acosta agora vê com bons olhos e naturalidade a inserção da mão-de-obra estrangeira no "País do Futebol".

No sul do país, os rivais Internacional e Grêmio já estão acostumado em importar craques de terras vizinhas.

Os argentinos Bolatti, D'Alessandro, Dátolo e Scocco além do uruguio Forlán defendem o colorado.

Nos outros 50% em Porto Alegre, estão mais quatro sulamericanos.

O paraguaio Riveros, o chileno Vargas, o argentino Barcos e o uruguaio Maxi Rodríguez fecham a conta no Rio Grande.

No Santos a grande estrela após a saida de Neymar é o argentino Montilo, buscando apresentar o bom futebol praticado no Cruzeiro em temporadas passadas.

O Alvinegro Praiano que também tem a disposição o chileno Eugenio Mena e o argentino Pato Rodriguez.

Corinthians que caiu nas graças do peruano Guerreiro, artilheiro do Mundial Interclubes.

Ponte Preta e Portuguesa também "habla español"...

A Macaca tem a seu favor o argentino Sarmiento e os  peruanos Advíncula e  Ramirez neste Brasileirão.

Já a Lusa tenta sobreviver na Série A com o argentino Marcelo Cañete.

Os quatro clubes do Rio também tem seus Gringos.

O holandês Clareence Seerdof é Rei no Botafogo que um dia já teve o Loco Abreu nos braços da torcida, mas também conta com o uruguaio Lodeiro.

No Flamengo, o boliviano Marcelo Moreno busca seu espaço perdido no Grêmio.

A Gávia que também conta com o paraguaio Cárceres e o Chileno-brasileiro Marcos Gonzáles.

Nas Laranjeiras, o colombiano Valência e luso-brasileiro Deco tomam conta do meio-campo do Fluminense.

Vasco que usa e abusa dos gringos e excede a cota permitida pela CBF.

O mais famoso é o ex-colorado e argentino Guiñazu, mas já contava com o peruano Yotún, o equatoriano Carlos Tenório e o colombiano Montoya.

O Coritiba conta com o angolano Geraldo e marcou até o gol da vitória no ultimo Atletiba. 

A outra metade de Curitiba tem o argentino Marcelo Palau e o espanhol Fran Mérida defendendo as cores do Furacão.

Em Minas, apenas o Cruzeiro conta com estrangeiros, vestindo a camisa celeste o atacante argentino Martinuccio e o zagueiro uruguaio Victorino.

Na Boa Terra, também há produto importado.

O Tricolor de Aço tem o colombiano Angulo e o norte-americano Freddy Adu na criação das jogadas.

E o Leão da Barra que surpreende com o primo de Lionel Messi, o argentino Maxi Biancucchi,  mas também conta com o paraguaio Cáceres e o argentino Escudero.

E por fim, o Náutico que fez um pacotão de reforços.

Nos Aflitos, desembarcaram o argentino Diego Morales, o venezuelano Ângelo Peña  e uruguaio Juan Manuel Olivera. 

O maior problema é que a grande quantidade de importação muitas vezes termina afetando a qualidade. 

Se há por um lado tem o histórico de êxitos em algumas contratações, ocorre também fracassos e lamentações.

Exemplos de enganadores que ganham dinheiro em território nacional somente porque “hablam castellano”.

Quem não se lembra de nomes como Patito Rodrigues e Miralles, no Santos, além de Defederico e Martinez, no Corinthians?

Então é preciso bastante cautela pra não cair no conto do vigário dos empresários que tentam vender gato por lebre.

Ao invés de gringos de condição duvidosa, é bom sempre dar uma olhadinha na prata de casa.


27 de jul. de 2013






Julho de 1951. O América, vice-campeão pernambucano, decide realizar um antigo sonho: conhecer a Cidade Maravilhosa. No ano anterior, antes da Copa do Mundo, os jornais chegaram a discutir se o América deveria ou não seguir os passos do Sport, única agremiação pernambucana a excursionar ao Sul-Maravilha. Os rubro-negros, comandados por Ademir Menezes haviam maravilhado o antigo Distrito Federal, passando por cima de Flamengo e Vasco da Gama. O sonho do América era repetir o feito do Leão. Para efeito de comparação, o Náutico só viria a atuar no Maracanã em 1965, pela Taça Brasil, e o Santa Cruz só pisaria no Rio de Janeiro em 1969, pelo Robertão. 


Se Dequinha já fazia parte do Flamengo, o alagoano Tomires era pau pra toda obra na defensiva esmeraldina. Na frente, o artilheiro Hamilton era esperança de muitos gols. Isaias, Dario, Astrogildo e Varejão davam conta do recado. O América convocou o árbitro Argemiro Félix, o popular Sherlock, e foi realizar seu sonho.

Chegando a capital brasileira, o América se defrontou no estádio da rua Álvaro Chaves com o Fluminense de Zezé Moreira. O jogo fazia parte das comemorações do 49º aniversário do tricolor carioca, o qual alinhou sua constelação de craques: Castilho; Lafayette e Pinheiro; Pé de Valsa, Stanford e Jaminho; Reis, Vilalobos (Didi), Carlyle, Orlando e Joel. Vale destacar os nomes de Jaminho e Orlando Pingo de Ouro, dois dos maiores craques nascidos em Pernambuco.

O América utilizou sua formação clássica com Zépaulo; Decadela e Geraldo; Tomires, Sevi e Astrogildo; Isaias, Hamilton, Macaquinho, Valerianoh e Dario. Uma equipe dotada de imenso espírito de luta, segundo a imprensa carioca, mas impotente para vencer Castilho em dia pra lá de inspirado. Com dez minutos de jogo, Joel e Carlyle já marcavam 2x0. Antes do intervalo, Orlando lembrou seus dias de Náutico e marcou o terceiro, deixando para Quincas balançar as redes pela quarta vez. A segunda etapa foi toda de luta do América para diminuir o placar adverso, fato que morreu nas defesas fantasmagóricas do arqueiro das Laranjeiras. 


Os jornais pernambucanos estamparam o 4x0 inapelável. Cronistas usaram seu talento para criticar severamente a viagem esmeraldina. Esqueceram até os elogios a boa arbitragem de Sherlock. O pânico se avolumou quando foi anunciado o próximo adversário: o Flamengo. Logo o rubro-negro, campeão do Torneio Início realizado naquela mesma semana no Maracanã. Logo o rubro-negro de Flávio Costa, retornando de excursão invicta pelo Velho Continente.

Novamente com Sherlock na arbitragem, o América entrou em General Severiano no dia 31 de julho de 1951, disposto a recuperar sua imagem. O problema era que o Flamengo tinha o paraguaio Garcia no arco, Biguá e Bigode no meio, Gringo, Índio e Esquerdinha no ataque – Gringo que se tornaria ídolo do Sport Club Recife. O resultado de 3x0 era absolutamente normal. Dois gols de Hermes na primeira etapa, o primeiro com apenas dois minutos de jogo, e um de Paulinho no segundo tempo. Astrogildo pelo América e Aloísio do Flamengo foram mais cedo pro chuveiro, aos sete minutos da etapa final. Com as bençãos de Argemiro Félix. 

A excursão terminava ali. Os jogos em Belo Horizonte estavam cancelados. Pernambuco tripudiava em cima do América. O Santa Cruz se preparou para vencer o rival na abertura do estadual.

Só que o América estava bem vivo. Com Borracha no lugar de Zépaulo, com o ataque envenenado, o América abriu o marcador aos 90 segundo de jogo com Isaías. Aos 9 minutos, Macaquinho estufou as redes de Neves. Aos 17 minutos foi a vez de Valeriano. O América vence por 3x1 e os adversários decidiram que era melhor jogar de bico fechado.  


22 de jul. de 2013





Depois do tal João de Deus.

Música do Papa incorporada pela torcida tricolor carioca.

Fluminense e Unimed tentam emplacar mais uma...

13 de jul. de 2013





8 de jul. de 2013





Por WASHINGTON VAZ



Clássico Vovô na Arena Pernambuco.

Partida carioca que, por sinal, foi o primeiro clássico no mais novo templo do futebol pernambucano.

Arena que segue os novos moldes de assistir futebol: cadeiras numeradas e sem o antigo fosso que divide o torcedor do gramado, evitando assim a invasão do torcedor ao campo.

Na segunda partida pós-Copa das Confederações, um torcedor invadiu o gramado da Arena Pernambuco durante o clássico carioca entre Botafogo e Fluminense.

O que fez?

Beijou os pés do atacante Fred vestindo uma camiseta do tricolor carioca. Depois voltou para arquibancada. Com toda liberdade e sem ser incomodado em momento algum deixou o gramado por conta própria e retornou para as cadeiras da Arena. Somente minutos depois o torcedor tricolor foi abordado por policiais e retirado do local.

A punição foi ter sido levado até o juizado especial, onde foi lavrado um boletim de ocorrência. Caso este mesmo cenário tivesse ocorrido na Inglaterra, terminaria em prisão de até quatro meses.

Como o mando de campo era botafoguense, a invasão do torcedor poderá causar sérios prejuízos ao Botafogo, como multa de até R$ 100 mil e perda de até dez mandos de campo em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

7 de jul. de 2013





Aos imensamente preocupados.

Pernambuco imortal! Pernambuco imortal!

O Clássico Vovô teve 9 mil torcedores.

Menos da metade do jogo Náutico x Ponte Preta.

Seedorg marcou.

O Botafogo é líder.

E só doido pra jogar na ARENA CARIOCA em domingo à noite.

Sem ônibus, metrô e copo d'água.

O Pernambuco Imortal?

Mal tem dinheiro pra seus três clubes.

Quanto mais pra gastar com a terceira idade do futebol...

Se isso é motivo de orgulho?

Tenho certeza que não...

Mas tem muita gente comemorando...

4 de jul. de 2013





Conversando no interior.

Descobri que muita gente se organiza.

Quer assistir o Vovô.

E eu aqui me pergunto.

Qual jogo terá o maior público?

Náutico x Ponte Preta?

Ou Fluminense x Botafogo?

6 de abr. de 2013





4 de abr. de 2013





Irmão de Tará.

Estrela do Náutico.

Pingo de Ouro do Fluminense.

O medo percorreu a mente de Orlando em 1945.

Meniscos.

Seria o fim?

Mas a cirurgia com os médicos Leite de Castro e Carlos Leite

- Carlos, homônimo do nosso amigo e Mestre do blog.

Foi show de bola.

Orlando voltou ainda melhor.

A tempo de marcar o primeiro gol de bicicleta.

Na história da seleção brasileira...