Por ROBERTO VIEIRA
O campeonato brasileiro segue surpreendente. Disputado. Emocionante.
Embora a classificação apresente um viés.
Sem levar em consideração o fator econômico, toda análise do Brasileirão é tendenciosa.
Os líderes do campeonato passam a impressão de empresas bem administradas.
Os clubes que seguram a lanterna ganham o rótulo de incompetentes.
Dirigentes se consagram como super heróis.
Enquanto outros são execrados pelas suas torcidas.
Mas o que aconteceria se a classificação do Brasileirão admitisse o handicap econômico?
Se o futebol fosse uma gigantesca Bolsa de Valores?
Vamos levar em consideração apenas as cotas de televisionamento da Série A.
Única receita conhecida de verdade. Sem caixa 11.
Esqueçamos toda a dinheirama de publicidade.
Calculemos quanto custa cada ponto conquistado na Série A baseados nessa cota de televisionamento.
Vejam, meus senhores, quem são os clubes e diretorias mais eficientes do Brasileirão.
Quais os clubes que fazem mais com menos, muito menos.
Quais os clubes que tiram leite de pedra.
Quais os clubes que liderariam a Bolsa de Valores do Futebol:
1. Ipatinga 110 mil reais/ponto
2. Figueirense 134 mil reais/ponto
3. Náutico 158 mil reais/ponto
4. Coritiba 224 mil reais/ponto
5. Goiás 229 mil reais/ponto
6. Vitória 245 mil reais/ponto
7. Grêmio 250 mil reais/ponto
8. Cruzeiro 259 mil reais/ponto
9. Sport 262 mil reais/ponto
10. Portuguesa 305 mil reais/ponto
11. Botafogo 306 mil reais/ponto
12. Internacional 312 mil reais/ponto
13. Atlético-PR 314 mil reais/ponto
14. São Paulo 339 mil reais/ponto
15. Palmeiras 344 mil reais/ponto
16. Atlético-MG 366 mil reais/ponto
17. Flamengo 368 mil reais/ponto
18. Santos 375 mil reais/ponto
19. Fluminense 417 mil reais/ponto
20. Vasco da Gama 618 mil reais/ponto
Caso fossem empresas, em quais você iria investir?
No impressionante Ipatinga que lhe devolve um ponto a cada cem mil reais empregados?
Ou no Vasco da Gama que torra mais de meio milhão para conseguir um empate?
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