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9 de jan. de 2017






Um dia Coronel sonhou ser Nilton Santos.

Mas era difícil.

Ainda mais que Coronel marcava Garrincha.

Nilton?

Marcava o João.

Mesmo assim Coronel chegou na seleção.

Brilhou no Vasco.

Exemplo da garra e determinação.

Não satisfeito.

Coronel veio brilhar na lateral esquerda do Náutico em 1963.

Coronel que não teve dificuldade em bater bola.

Com a turma de Ivan, Salomão, Nado, Bita, Lula e a Santíssima Trindade...

Coronel que está ao lado de Clóvis e atrás de Rinaldo.

A foto?

Arquivo do Mestre Carlos Celso Cordeiro.




11 de set. de 2013






Pelo excelente site do Departamento de Matemática da UFMG.

Feliz da vida com o Cruzeiro.

E usada neste Blog desde 2011...

19 de fev. de 2013





4 de nov. de 2012





Por ROBERTO VIEIRA 


Setenta anos depois.

O Sport deitou e rolou sobre o fantasma vascaíno.

Fez um no primeiro tempo.

Fez mais dois na segunda etapa.

Lembranças de Ademir em 1942.

Sport que vibrou com o empate de Palmeiras e Botafogo.

Contas feitas.

O Náutico entrou nos Aflitos sonhando com a Sul Americana.

Essas contas de rebaixamento da mídia e da diretoria.

Serão sempre difíceis de entender.

Coisa de quem insiste em acreditar no pretérito.

Mas o futebol na maioria das vezes é simples.

Os Aflitos são a Bombonera brasileira.

Souza marcou um.

Souza marcou dois.

Kieza deixou o seu nas redes do Colorado.

O Náutico quebrando um tabu de 21 anos.

O Náutico derrotando o Internacional nos Aflitos.

Enquanto isso.

Futebol tem dessas coisas.

Souza, o baiano, marca no Canindé.

O Bahia empata com a Portuguesa em pontos ganhos.

Quarenta.

Ambos com 4 pontos de vantagem sobre o Sport.

Ambos com 6 pontos de vantagem sobre o Palmeiras.

A goleada em S. Januário?

Por enquanto é goleada de Pirro.

O Náutico?

Agora pensa no campeão mundial de 1981...

Esse domingo?

Foi o domingo do 3 pra lá 3 pra cá.




24 de out. de 2012





18 de out. de 2012




32º RODADA

CORINTHIANS X BAHIA

ATLÉTICO-GO X SPORT

PALMEIRAS X CRUZEIRO


33º RODADA


INTERNACIONAL X PALMEIRAS

BAHIA X GRÊMIO

SPORT X SÃO PAULO


34º RODADA


PALMEIRAS X BOTAFOGO

VASCO DA GAMA X SPORT

PORTUGUESA X BAHIA

10 de set. de 2012



O Estádio dos Aflitos, o Olímpico, São Januário e o Canindé fazem a diferença.

Engenhão, Morumbi e Independência, nem tanto...




Fonte: Departamento de Matemática UFMG

6 de set. de 2012




O Náutico empatou com o Vasco em casa.

Bom?

Mau?

Depende do pensamento de cada torcedor.

Pra mim foi bom.

Mas poderia ter sido melhor.

Pois a Ponte faturou o pobre Flamengo sem Adriano.

A Portuguesa levou de vencido o Coritiba.

O Grêmio quase se complica com um Dragão.

Um ponto é inestimável.

Pra quem calça chuteiras da humildade.

Porque o bicho lá fora está pegando fogo.

E até o Figueirense deu o ar de sua graça.

Encaixotando o Timão.

Bahia?

Perdeu - ou ganhou ponto contra o Galo.

Nesse clima?

Palmeiras x Sport é o jogo a ser visto.

Pra saber quem vai ter pesadelos no final de semana...

5 de set. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA   



3 de novembro de 1965. 

Enquanto os Beatles gravam ‘Michelle’ que seria lançada no revolucionário álbum Rubber Soul, o Clube Náutico iniciava uma revolução do outro lado do Atlântico.

O bicampeão pernambucano recebeu nos Aflitos o Vasco da Gama pelas quartas de final da Taça do Brasil. A saga alvirrubra ocuparia as manchetes esportivas do país durante quatro anos e não tem paralelo na história do futebol brasileiro. Embora o Bahia tenha sido campeão da Taça Brasil em 1959, nenhum outro clube conseguiu rivalizar com o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia e o Cruzeiro de Tostão. O mapa do melhor futebol do mundo agora incluía também Recife.

Os Beatles e Liverpool. O Náutico e Recife. Os 4 de Liverpool partindo para conquistar o mundo a partir daquela cidade portuária no norte da Inglaterra. O ataque das 4 letras arrancando aplausos por onde se apresentava.

Na noite do dia 3 o Náutico recebe o Vasco para a segunda partida entre os dois naquele ano. A primeira havia terminado com um empate em 1x1 meses antes nos Aflitos. Para esta segunda peleja o Vasco escala a zaga que seria tricampeã do mundo em 1970: Brito e Fontana. Fontana ficaria na reserva de Piazza, mais técnico. Porque Fontana era um excelente zagueiro, mas batia demais. Na lateral esquerda Oldair,  um canhão nos pés. Dele seria o gol do Atlético-MG nas finais do brasileiro de 1971 contra o São Paulo, de falta.

O Náutico formou com Lula; Gena, Mauro, Gilson Saraiva e Clóvis; Didica e Ivan; Nado, Bita, Nino e Lala. Alguns registram Joélcio como goleiro, mas na verdade quem atuou foi Lula. Joélcio jogaria dias depois no Maracanã.

O Vasco escala Gainete; Ary, Brito, Fontana e Odair; Maranhão e Lorico; Luizinho, Mario, Célio e Zizinho.

O público de 12.791 torcedores assiste ao Vasco partindo para cima do Náutico e Mario sendo desarmado duas vezes por Gilson quando ia fazer o gol. Mas o Náutico surpreende quem conhecia apenas o velho futebol nordestino. Toca a bola, não dá chutão e parte pra cima da zaga vascaína. O ataque das 4 letras troca de posição e Nado desmoraliza Oldair com seguidos dribles. O sarrafo começa a correr solto sob o olhar benevolente do juiz Armando Marques. Fontana manda Oldair 'meter pau nele!'. O 'ele' era Nado.

A defesa do Náutico pega Célio e quase manda o atacante carioca nas sociais. Vento que sopra ali sopra aqui. Todo mundo sossega e quando o time cruzmaltino imagina a situação sob controle o Brasil descobre que o Náutico está jogando armado. Bita vem de trás conduzindo a bola e na entrada da área aponta o rifle e manda um tiro no ângulo de Gainete: 1x0.

Ary pega Lala. Falta. Lala ajeita a bola no e bate: 2x0!

Mas aqueles ainda eram tempos de Cavern Club. O Náutico era muito jovem e a experiência do adversário igualou o marcador em duas faltas com Célio e Oldair: 2x2.

O segundo jogo é realizado no Maracanã no dia 10 de novembro. Antes da partida o elenco alvirrubro visita o gramado. Bita aponta a barra onde assinalou um gol nos tempos de juvenil.

Técnicos do Rio e São Paulo decidem assistir a partida. Se recusam a acreditar naquele time do norte. Um time de jogadores desconhecidos com habilidade suficiente para inverter o mapa do Brasil.

O segundo jogo é duro, técnico,com chances para os dois lados. Quis o destino que no final da partida aos 39' uma bola desviasse em Mauro e enganasse o arqueiro Joélcio: 0x1.

O Náutico que atuara o segundo tempo inteiro com Lala machucado é castigado nas suas pretensões. Entretanto no apagar das luzes uma surpresa aguarda a equipe.

O Maracanã aplaude os meninos do Recife. Aplaude a beleza da partida. Aplaude o time sem medo. Aplaude a tristeza daquele bando de garotos que jogavam uma barbaridade.

O Náutico na amargura daquela derrota subverte pela primeira vez a lógica do futebol brasileiro. Os jogadores não imaginam que sua história está apenas começando. Eles ainda decidirão um título brasileiro naquele palco.

Ademir Menezes, pernambucano artilheiro da Copa de 50 vaticina que o elenco alvirrubro será todo vendido para clubes do Sul.

Mas o tempo o contradiz. O Náutico mantém seu elenco.

Porque o Náutico esteve perto demais da glória no campo de batalha. Perto demais para voltar no tempo. Perto demais para um grupo de guerreiros que desconhecia o significado da palavra derrota.

O Brasil estava apenas começando a conhecer o vermelho e branco!

29 de ago. de 2012






O Grêmio vivia deprimido.

Culpa do Rolo Compressor colorado.

O Vasco?

Já era a semente do Expresso da Vitória.

O Grêmio então recebeu o Vasco nos Pampas.

Tempo de guerra.

Estádio do Timbaúva, território do Força e Luz.

O tricolor com Júlio; Clarei e Hugo;

Mário, Tonguinha e Sanguinetti;

Bentevi. Bombachudo, Ramon castro, Silva e Badi.

Os lusos já com Barbosa; Sampaio e Rafanelli;

Beracochea, Nilton e Argemiro;

Cordeiro, Lelé, João Pinto, Jair Rosa Pinto e Chico.

Dois pintos no ataque é dose!

João Pinto abriu o placar na primeira etapa.

E se é verdade que Ramon Castro (FOTO) diminuiu de pênalti.

Não é menos verdade que o Vasco anotou mais cinco.

Vasco que goleou os gaúchos por 6x1.

Sem dó nem piedade, pá!


19 de ago. de 2012



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9UrOmHR_WOLwWrNKeM2SgZ4w48HaXgD7X6BJPUNMNs_y94UpXPyWwn5hPrcF3yYLBDIXguJHQaZGVT38dBNjKwJlCCW_iEziOP6TlnUuwQX-Wn-RZs86xuhK5Sy5MnGiFaXAtgMg3lf0/s1600/vasco_santos_galo_timao_flu.jpg


30 de jul. de 2012






Tudo bem.

Pode não ser craque de bola.

Mas o atacante Marciano do Salgueiro.

Marciano que veio do Clube do Remo.

Meteu quatro gols nas redes da Luverdense.

Assim, sem mais nem menos.

Coisas do Ziquita.

O apelido Marciano também ajuda no espanto.

Marciano no futebol brasileiro?

O último foi o Marciano barbudo.

Catarinense.

Reserva de Claudiomiro no Internacional.

Artilheiro do Fortaleza nos anos 70.





Fez tanto gol que foi ser parceiro de Zico.




Mas logo na estréia.

Viu o Flamengo derrotado pelo Santa Cruz.

Além de perder duas chances cara a cara com o Cristo Redentor.

O que deixou o titular Luisinho feliz da vida.

Porém.

Os mais antigos juram de pés juntos.

Bom mesmo foi o primeiro Marciano.

O Walter Marciano Queirós.

Craque do Vasco e do Santos.

Falecido nas estradas espanholas ainda jovem.

Quando sonhava defender a Fúria na Copa de 1962...




27 de jul. de 2012







Ah, os anos 30 e 40.

A elegância das senhoritas e dos senhores juízes.

Jogo Vasco e Atlético-MG.

Os dois líderes do Brasileirão 2012.

O arqueiro Kafunga, ícone do Galo.

Sofre pressão do bailarino Dimas.

Antigo goleador do Vasco, Sport e América-PE.

Ao lado.

O árbitro Graça Filho.

Carioca de fina estampa e calça branca.

Mas o tempo...

Tudo ia mudar.

Os árbitros ingleses de calção estavam chegando.

Pra deixar nossos cavalheiros no passado.

26 de jul. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Tranquilidade?

Que nada!

Atlético-GO, Bahia e Coritiba venceram.

Saíram do marasmo.

Botaram lenha na fogueira dos pernambucanos.

Pernambucanos que dormiram felizes com empate em Campinas.

Pernambucanos que dormiram Aflitos com a defesa em Recife.

O que era alegria virou sinal de alerta.

O Sport tem de vencer o Dragão em casa.

O Náutico tem que brecar a Portuguesa no Canindé.

Portuguesa que empatou com o Flamengo.

Porque depois.

O Leão pega São Paulo fora - onde o Sport nunca conseguiu vencer.

E o Vasco na Ilha.

Osso duro de roer.

O Timbu?

Muito pior.

Recebe o Santos no Eládio.

Para sair em peregrinação - ou via crucis.

Internacional, Flamengo e São Paulo lá fora.

Quatro jogos para muito provavelmente.

Não somar um pontinho sequer.

Mancini inventando.

Gallo rezando.

Auremir e Derley no passado.

Magrão canonizado.

O Clássico dos Clássicos do dia 26 de agosto.

Pode ser o Clássico dos Clássicos da zona do rebaixamento.

Mais ou menos.

Como o Clássico dos Clássicos centenário.

Mas quem sabe?

O nome do jogo é futebol.

Quem sabe a zebra não se encante com os canaviais da zona da mata...



21 de jul. de 2012





Romulo é um fenômeno.

Romulo que é a transferencia mais lucrativa do futebol pernambucano.

Mais exatamente pra turma de Caruaru.

Pois é.

Mas tem um problema.

Depois de desembolsar 8 milhões de euros pelo atleta.

O Spartak de Moscou não consegue completar a transferencia.

Tudo porque... o Vasco da Gama deve grana braba na justiça.

E a justiça bloqueou as contas do time da Colina.

E aí Roberto Dinamite?

16 de jul. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Lágrimas nos olhos.

Muita gente jurava não retornar ao Maracanã.

O pernambucano Mario Filho?

Pensava diferente.

Casa cheia.

O Bangu de Zizinho lotando os estádios.

Mario Filho propõe um Mundial de Clubes.

Jules Rimet e Otto Barazzi dizem sim.

A FIFA precisa da grana sul americana.

Surge a Copa Rio 1951.

Feita para a revanche de um clube brasileiro: o Vasco da Gama.

Vasco de Barbosa, Ademir e Chico.

Convidam os campeões europeus.

Áustria Viena.

A Juventus, o Nice.

O Sporting, o Estrela Vermelha.

Convidam o Nacional do Uruguai.

Convidam o Palmeiras, campeão paulista.

E é o Palmeiras de Juvenal e Jair Rosa Pinto.

Quem desclassifica o Vasco.

Quem detona a Juve nas finais.

O Palmeiras prova que no futebol.

Sempre existe um dia de amanhã.

O nascimento de uma nação conhece seu primeiro julho de festa...




14 de jul. de 2012







Por ROBERTO VIEIRA


A recente transação do volante Auremir do Náutico.

Auremir que deve jogar no Vasco.

Auremir escanteado para as laterais do campo.

Esta transação faz pensar.

Terra rica em inteligencia e açúcar.

A diáspora pernambucana prossegue.

Seus filhos não são profetas em casa.

Precisam fugir.

Partir de sua casa para serem craques.

De onde vem tanta estagnação?

Tanta incompetência?

Tanta má fé?

Difícil explicar.

Talvez dos 1817 e 1824.

Quando quem sonhava morreu.

Quem traiu virou político.

Quem trabalhava tornou-se cativo do Poder Central.

Passeando pelo sul maravilha, pelas grandes maçãs.

Estão os Nabucos, os Bandeiras, Rivaldos e Marios Filhos.

Longe da terra natal.

Dando show de bola.

Enquanto em nossos campos, jornais e avenidas.

Vivem os bondes de além mar.

Bondes caros.

Bondes estrangeiros.

Bondes idolatrados.

Bondes que chegam sobre tapetes vermelhos...

6 de jul. de 2012




Os companheiros do Vasco da Gama.

Titular e reserva.

Do milésimo gol de Pelé...

4 de jul. de 2012






1970.

Vasco da Gama campeão carioca.

Foto na Embaixada portuguesa.

Batista.

Tim.

Buglê.

Luiz Carlos.

Appel.

A embaixatriz.

E Silva...






A vida tem dessas helicoidais,

Uma delas com o técnico Abel.

Antigo zagueiro do Fluminense e Vasco.

Técnico campeão do mundo pelo Internacional.

Atualmente de volta ao tricolor das Laranjeiras.

1972.

Abel era defensor da seleção olímpica brasileira que naufragou em Munique.

Um ano depois.

A proposta do Fluminense.

Abel e o goleiro Nielsen para o Santa Cruz.

Em troca, o atacante Zé Carlos para o Fluminense.

A troca não se concretizou.

Mesmo assim.

Em 1987,

Abel ganharia seu primeiro título com treinador... pelo Santa Cruz.

Em plena Ilha do Retiro que completava 50 anos...