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21 de ago. de 2013




Por PEDRO PIRES


É muita humilhação torcer pelo Náutico.

Reflexo de sucessivas diretorias medíocres.

Nós é que somos A COISA!

Como me arrependo de ter apresentado este arremedo de clube a meu filho.

O que falo a ele hoje que me pediu para dormir com a camisa do Náutico?

Eu nunca deveria te-lo influenciado nessa escolha...


NOTA DO BLOG - A gente vai ficar sentado vendo isso tudo acontecer?


2 de jun. de 2013





31 de mar. de 2013





A VIOLÊNCIA NO CLÁSSICO

Por ROBERTO VIEIRA


O futebol é uma carnificina. Um circo romano.

Futebol-arte é uma exceção. Balé num baile funk.

Infelizmente, diria eu.

Mas como posso julgar um soldado em fogo cruzado?

Como, se a multidão exige sangue, suor e lágrimas?

Na antiga Florença os jogadores se enfrentavam no gioco cálcio.

Era uma espécie de vale-tudo. Podia até matar o adversário.

E muitas vezes era o que realmente acontecia.

Com a evolução da sociedade o jogo também evoluiu, e o homem reservou as carnificinas para o teatro da guerra.

Em 1863 na Freemason's Tavern foram definidas as 17 regras do futebol.

E o jogo passou alguns anos sendo disputado num clima de cavalheirismo. Embora por vezes terminasse em pancadaria.

Então em 1868 surgiu o juiz. Autoridade máxima dentro das quatro linhas.

Aliás, o juiz é mais antigo que o travessão que só foi criado 10 anos depois.

O pau quebrava do mesmo jeito. Por vezes batiam até no juiz enquanto ‘homenageavam’ a sua genitora.

Ser juiz tornou-se tão perigoso quanto sair para um mergulho com Houdini.

Lembrando a primeira frase: O futebol é uma carnificina.

Vinte e dois homens em campo e uma multidão selvagem exigindo a vitória.

Não faz muito tempo o homem habitava as cavernas. Comia com as mãos, namorava com a clava.

Quando indicaram o juiz de Náutico e Sport qualquer pessoa em seu juízo normal pensaria:

‘O jogo não termina! O jogo não termina!’

Porque aqueles vinte e dois homens quando vestem uniformes e se enfrentam no circo romano ficam cegos. De raiva.

E feras enjauladas podem sentir o medo a distancia.

O medo de usar o chicote.

E onde estava o chicote do domador?

No bolso.

Como uma classe de adolescentes com um professor sem autoridade.

Sem autoridade eles vão deitar e rolar.

Não vejo o juiz como culpado.

Culpado foi quem indicou o árbitro.

Era um jogo para um Mario Vianna. Um Sherlock. Um batalhão de choque. Os fuzileiros navais.

Como na Batalha de Santiago, em 1962, quando Chile e Itália se enfrentaram com espadas e morteiros,
só uma pessoa inocente poderia imaginar que no final do espetáculo não haveria mortos e feridos.

No circo romano, gladiadores e leões são atores.

Nero é quem deseja ver o circo pegar fogo.


10 de mar. de 2013





90 mil cartolinas serão distribuídas.

Os torcedores do Barcelona.

Formarão esta imagem acima no jogo contra o Milan.

De arrepiar.

O renascimento.

Ou capítulo final.

Não importa.

Quem viveu?

Sonhou...



7 de mar. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA               



Tudo parecia calmo em Caruaru. Até que rolaram as pedras. As organizadas pondo em polvorosa a Capital do Agreste. A confusão reinante fez renascer o espírito de alguns juristas, eminentes figuras públicas do nosso passado, que se revoltaram com a balbúrdia e guerrilha impunes.

E eles decidiram meter o pitaco, dando algumas idéias para ajudar nosso Pernambuco Imortal a sair desse sufoco...


O primeiro foi Tobias Barreto.

Sem meias palavras.

Tobias solicitou um favor aos clubes.

Não distribuir ingressos com as organizadas.

Em seguida falou Pontes de Miranda.

Em sua opinião.

Os clubes não deveriam financiar viagens das torcidas organizadas.

Nem mesmo fornecer acolhida na própria sede.

Quem desejasse torcer?

Tirasse dinheiro do próprio bolso, ora bolas!

Pinto Ferreira preocupou-se com a força policial.

Como podemos ter segurança sem darmos total suporte a polícia?

Sem permitirmos que a polícia atue.

Doa a quem doer?

Francisco de Paula Batista franziu a testa.

Aconselhou reforçar a cidadania do povo.

Combater a pobreza, a criminalidade e as drogas.

O jovem está à mercê dos professores do delito.

Por último.

Joaquim Nabuco pigarreou.

Coçou o bigode fatigado pelo tempo.

Lembrou de quando ia pro futebol.

Saindo lá da Rua da Imperatriz.

E Nabuco foi singelo e claro.

Senhores, já existe como desorganizar as organizadas.

No Código Penal.

Basta tipificar as organizadas no crime de formação de quadrilha.

Aquelas que agem como quadrilhas.

Acabarão de uma vez por todas.

Os crimes que cercam o futebol são assim como a escravatura.

E a violência, meus amigos.

É um abismo de miséria que não se pode sondar.


A noite chegou. Todos se recolheram ao silêncio. Enquanto Rui Barbosa sorrindo, conhecedor profundo dos meandros da natureza humana, exclamava na eternidade:


'Mas quem será dentre vós que vai botar o guizo no gato?'


14 de fev. de 2013






Por EDGAR MATTOS, MDM               



AVALANCHE “GAYMISTA”

Por conta de certa má fama que, por descabida gozação, se costuma atribuir aos gaúchos, alguns estão dando interpretação erótica à famosa avalanche gremista que, para esses maliciosos torcedores, se deveria apenas a uma inconfessada perversão coletiva na base do “encosta e empurra que eu gosto”...

MEIO COMENTARISTA

Comentando o sul-americano de futebol de areia, o ex-jogador Edinho ao analisar lance em que o brasileiro Jorginho fora atingido por  um adversário opinou: “acho que foi meio que de propósito”...


INFLUÊNCIA PAPAL ?

O locutor Natan Oliveira, do Rádio Jornal do Comércio, ao observar, com acaciana obviedade, que o Santa Cruz precisava aumentar seu número de pontos na tabela de classificação do Nordestão, observou: “O Santa precisa pontificar...”


DESFALQUE OU REFORÇO ?

Considerando que o Náutico atuou nas três primeiras rodadas do campeonato pernambucano com sua equipe sub-20, o que seria mais correto  dizer dessa escalação com que enfrentou o  Petrolina : que o Náutico atuou desfalcado de três titulares ou que o Náutico atuou reforçado de oito titulares ?


MANÉ, DE NOVO...

Escandalizado com os altos salários pagos aos nossos jogadores, o nosso “besteirologista” de plantão, o radialista Mane Queiroz, se declarou frustrado porque, tendo dois títulos universitários e até um mestrado, ganhava menos até do que Rogério...


ESTRANHA ESTRATÉGIA

Faltavam apenas três minutinhos para o término da partida Atlético MG x São Paulo, os mineiros venciam por 2 x 1, quando o atacante Jô foi substituído pelo defensor Richarlyson. Foi o bastante para o comentarista Junior estranhar essa opção do treinador Cuca que, segundo ele, era sempre muito ofensivo...



30 de jan. de 2013






Kayron Suhan.

Canadense.

Chegou em Bonito com os pais...

E se tornou torcedor alvirrubro!

28 de jan. de 2013





Por EDGAR MATTOS, MDM





Essa não é besteira não. É coisa séria. Muito séria  mesmo. 

Por isso, merece  ser documentada com a fotografia. 

Não vou dizer mais nada, apenas transcrever o Blog do Torcedor:


“O carnavalesco José Lírio, conhecido como 'Salário Mínimo', chamou a atenção ao desfilar na passarela com a camisa do Sport e a bandeira na mão. O nome da fantasia: "Sou fera ferida, de corpo e alma, e na Segunda Divisão". Salário Mínimo começa o desfile engatinhando, de repente se levanta e, quando o hino do Leão é executado, ele começa a frevar. O carnavalesco produziu um leão cheio de curativos, como se estivesse ferido pelo rebaixamento à Segunda Divisão.”





OU A BESTEIRA ACABA COM MANÉ...

Mais uma do inesgotável Mané Queiroz. Trocando as bolas, como costuma fazer, proclamou ele: “Ou as torcidas organizadas acabam com os clubes, ou os clubes acabam com as torcidas organizadas”...

27 de jan. de 2013




Por BRUNO LOPES TOMAZ





Duas semanas atrás, um torcedor do Rangers (time da terceira divisão escocesa) chamado Robert Learmonth faleceu durante uma partida do seu time, vítima de parada cardíaca.

Duas semanas depois, a torcida rendeu-lhe uma homenagem. Durante Rangers vs Montrose, a torcida fez um minuto de silêncio. Enquanto o estádio silenciou, um solitário tocador de gaita de foles prestou homenagem a Robert em nome da torcida. Tudo isso com a partida em andamento (os gritos no vídeo são dos jogadores de Rangers e Montrose). Os Rangers quase marcaram um gol durante o minuto de silêncio e ninguém na torcida abriu a boca.

Isto é o belo no futebol: não apenas a jogada bonita, mas a camaradagem e o juntar-se em torno de algo que transcende cada um.

15 de nov. de 2012




30 de out. de 2012





11 de out. de 2012




Se prepara pra apanhar!
Torcida do Palmeiras ameaçando os jogadores do clube



5 de out. de 2012




A justiça negou liminar proibindo as Organizadas de frequentar os estádios.

E você?

O que pensa sobre o assunto?






12 de jun. de 2012






Ruas perto do Estádio Nacional de Varsóvia.

Encontro das torcidas russa e polonesa.

Dez feridos.

Cinquenta torcedores presos...

8 de jan. de 2009





1977.

Rio Grande das bombachas e do chimarrão.

De Érico Veríssimo.

A torcida do Internacional não acredita.

A do Grêmio?

Prepara as garruchas.

Entra nas arquibancadas a nova torcida organizada tricolor:

A Coligay!

Com o Grêmio para o que der e vier era o lema.

Porto Alegre se alvoroça.

O delegado Teotássio Pielewski diz que está de olho.

Pielewski que chefia a Delegacia dos Bons Costumes.

"Logo agora que acabamos com os comunistas..."

A Coligay organiza a melhor charanga do estado.

Contrata o ritmista Neri Caveira, mestre de bateria.

Além disso, faz uma cota para contratar algo muito importante:

Leões de chácara.

Valter Corbo, o goleiro do Grêmio, é eleito o ídolo da moçada.

Reage bem humorado:

"Que raro, no?"

Tarcísio afirma que o mundo está de ponta cabeça.

O restante do país zomba da torcida gaúcha.

Enquanto isso, o colorado Luís Fernando Veríssimo toma um quente chimarrão.

(Sonhando com o analista de Bagé que irá criar)

Pra clarear a urina e as idéias.




14 de dez. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Durante certo tempo, Gabriel García Marques escreveu sobre futebol.

Depois, Gabo escreveu sobre Macondo. Sobre cem anos de solidão.

Sobre o amor nos tempos do cólera.

Gabo que parece buscar inspiração no futebol brasileiro.

Futebol brasileiro:

O relato de um naufrágio nas águas da violência.

Águas de um(a) outro(a) cólera.

Cega.

Diferentes artigos. Diferentes amores.

Não existem os três mil modelos de cartas apaixonadas.

Não existe o verso de Florentino e Daza.

Existem, no entanto, milhares de torcedores e policias feridos à bala.

À pedra. À coronhada.

E milhões de mensagens eletrônicas cobertas de ódio.

Os personagens?

Mortos, na memória estatística policial.

Mortos, na guerilha de torcidas organizadas.

Novos Jeremiahs Saint-Amour.

No Brasil atual, o futebol é um general em seu labirinto de violência.

A morte de um torcedor?

A crônica de uma morte anunciada.

O grito de gol?

Memórias de disputas tristes.

Onde o futebol é apenas desculpa, motivo.

Para o tapa.

O soco.

O tiro...


7 de dez. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

Hoje é domingo, ontem foi sábado

o futebol brasileiro ferve em ondas como o mar

o Bonde de São Januário pode abandonar os trilhos

mas uma combinação de resultados pode a cruz de Malta salvar.

Nesse momento uma mala viaja na imaginação

porque hoje é domingo

nesse momento um torcedor imagina corrupção

porque hoje é domingo

nesse momento um juiz é afastado da competição

porque hoje é domingo

nesse momento alguém nos deve uma explicação

porque hoje é domingo

nesse momento batem em uníssono o coração

de cada criança, velho, mulher, homem, moribundo e tembém dos ateus

todos pedindo uma ajudinha de Deus

porque hoje é domingo

porque hoje é domingo

nesse momento só respiram os colorados

os apaixonados pelo Coritiba, pelo Vitória, pelo Leão

porque hoje é domingo

e domingo é dia de decisão.

Porque hoje é domingo, e ontem foi sábado

tudo é possível, até imaginar a segunda-feira

com a entrevista dos derrotados, dos sobreviventes e do campeão

e, por que não?

Do Sr. Ricardo Teixeira!

* Saravá, Mestre Vinícius de Moraes!


7 de out. de 2008



[IMAGEM]


Por ROBERTO VIEIRA

Tenho grandes amigos rubro negros.

E tenho grandes amigos tricolores.

O que não me torna menos alvirrubro.

Mas nunca briguei por futebol, e espero nunca brigar.

Uma imagem hoje no trânsito me fez lembrar um fato antigo.

Um escudo híbrido com placa de Ipojuca.

Anos atrás, e bota tempo nisso, eu ia a tudo que era jogo.

Paulistano x Náutico. Expressinho x Náutico.

Peixinhos x Náutico.

Mas é claro que os clássicos eram o centro das atenções.

Foi no Cantinho da Ilha e no Vagão que eu fiquei amigo de um torcedor do Sport.

Durante um ano a gente batia ponto nos dois bares antes das pelejas.

Sentados, ele com a camisa do Sport ou do Milan e eu com a gloriosa.

Em volta, torcedores dos dois clubes. Nossos outros amigos.

Em 1989, a torcida do Sport me chamou quando eu cheguei no Vagão.

Vieram me contar que meu colega havia falecido em um acidente de carro.

Vocês vão achar esquisito o que vou contar agora.

Eu nunca soube ao certo o nome dele.

Pra mim ele era o Rubro negro.

E ele me chamava de Alvirrubro.

Eram nossos apelidos.

Naquela tarde de 1988 assisti o clássico em silêncio.

Noventa minutos de silêncio.

Escrevo estas palavras pela lembrança do amigo.

Para que o futebol seja sempre esta paixão que alucina.

Mas que também nos ensina.

Que o limite da paixão pelo nosso clube é onde se inicia a paixão dos adversários.

Muita gente pode não entender. Pode achar piegas.

Mas quem tem um bom amigo saberá compreender a mensagem...


1 de set. de 2008



[IMAGEM]

Quantas vezes você não quis fazer isso?

Invadir o campo e marcar um gol?

Estufar as redes?

O Náutico enfrentava o CRB em 2000.

O CRB abriu o marcador. Tico. Pura sorte.

E o Náutico bombardeava o adversário sem resultado.

Até que Alex Pinho cruzou na cabeça de Bia: 1 x 1.

E foi só.

A torcida esperneou. Gritou. Apupou.

E lá pras tantas um alvirrubro pulou o alambrado, dominou a pelota e encheu o pé.

Gol.

Gol que não valeu.

Mas aí eu te pergunto:

Quantas vezes você não quis fazer isso?

Invadir o campo e marcar um gol?

Estufar as redes?


14 de ago. de 2008



[IMAGEM]

O alvirrubro Marcos Mendes era assistente de produção.

Demitiu-se.

Comprou uma kombi.

Transporte escolar.

Por que não unir o útil ao essencial?

E lá se foi Marcos Mendes com seu exército de amigos alvirrubros seguindo o Náutico.

Pra quem imagina que essa saga se deu na primeira divisão, um aviso!

Essa caminhada foi feita na terceira divisão em 1999.

Quando muita gente desistiu das arquibancadas.

Quando a tristeza habitava o semblante do Timbu.

Lá se foi o intrépido Marcos Mendes gritar N-Á-U-T-I-C-O por esse mundo de meu Deus.

Itabaiana, Aracaju, Feira de Santana, Maceió...

Como só sabem fazer os apaixonados.

Os que amam sem pedir explicação.

Os que amam seu clube simplesmente pela alegria de ver seu clube entrar em campo.

Vermelho e branco.

Pela simples beleza de amar...