
1977.
Rio Grande das bombachas e do chimarrão.
De Érico Veríssimo.
A torcida do Internacional não acredita.
A do Grêmio?
Prepara as garruchas.
Entra nas arquibancadas a nova torcida organizada tricolor:
A Coligay!
Com o Grêmio para o que der e vier era o lema.
Porto Alegre se alvoroça.
O delegado Teotássio Pielewski diz que está de olho.
Pielewski que chefia a Delegacia dos Bons Costumes.
"Logo agora que acabamos com os comunistas..."
A Coligay organiza a melhor charanga do estado.
Contrata o ritmista Neri Caveira, mestre de bateria.
Além disso, faz uma cota para contratar algo muito importante:
Leões de chácara.
Valter Corbo, o goleiro do Grêmio, é eleito o ídolo da moçada.
Reage bem humorado:
"Que raro, no?"
Tarcísio afirma que o mundo está de ponta cabeça.
O restante do país zomba da torcida gaúcha.
Enquanto isso, o colorado Luís Fernando Veríssimo toma um quente chimarrão.
(Sonhando com o analista de Bagé que irá criar)
Pra clarear a urina e as idéias.

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