8 de jan. de 2009





1977.

Rio Grande das bombachas e do chimarrão.

De Érico Veríssimo.

A torcida do Internacional não acredita.

A do Grêmio?

Prepara as garruchas.

Entra nas arquibancadas a nova torcida organizada tricolor:

A Coligay!

Com o Grêmio para o que der e vier era o lema.

Porto Alegre se alvoroça.

O delegado Teotássio Pielewski diz que está de olho.

Pielewski que chefia a Delegacia dos Bons Costumes.

"Logo agora que acabamos com os comunistas..."

A Coligay organiza a melhor charanga do estado.

Contrata o ritmista Neri Caveira, mestre de bateria.

Além disso, faz uma cota para contratar algo muito importante:

Leões de chácara.

Valter Corbo, o goleiro do Grêmio, é eleito o ídolo da moçada.

Reage bem humorado:

"Que raro, no?"

Tarcísio afirma que o mundo está de ponta cabeça.

O restante do país zomba da torcida gaúcha.

Enquanto isso, o colorado Luís Fernando Veríssimo toma um quente chimarrão.

(Sonhando com o analista de Bagé que irá criar)

Pra clarear a urina e as idéias.




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