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10 de set. de 2013





O Sport atacava.

1968.

O jovem goleiro do Íbis defendia.

Por baixo, por cima, de lado, no canto.

O empate estampado no placar da Ilha.

As rádios elogiando o espetacular Efigênio, guarda valas do Pássaro Preto.

Último minuto.

Garrinchina entra na área e enche o pé.

Efigênio faz uma ponte sensacional.

Espalma a pelota.

O Íbis do presidente Ozir Ramos faz a festa.

Tempo que passa.

Os jornais descobrem o goleiro que nunca existiu.

Titular Efigênio machucado.

O Íbis botou um goleiro de futebol de salão em campo: Onildo.

Onildo que estava por ali de torcedor.

Onildo que era torcedor do Sport.

A federação não notou.

Ninguém deu por falta de Efigênio.

E o Leão dançou nas mãos do goleiro que nunca existiu.

A bola?

Acabou entrando.

Só que no tapetão.

14 de abr. de 2013





Eduardo Scherpel atuou entre 2007/2009 no Náutico.

Teve baixos.

E altos.

Como a lendária partida contra o Santos na Vila.

Para sonhar em 2013.

O Náutico precisa urgentemente.

De um Eduardo como o do dia 7 de dezembro de 2008...

2 de abr. de 2013






Ermelindo até que defendia bem.

Reserva de Osvaldo Baliza no Botafogo.

Final dos anos 40.

Campeão carioca de 1948 - embora na reserva.

Super bem tratado pelo técnico Gentil Cardoso.

Só havia um problema na vida de Ermelindo.

O sobrenome Matarazzo.

Ermelindo era o neto do Conde.

E por mais que se atirasse nas bolas.

Por mais que sujasse o uniforme.

Ninguém acreditava que um bilionário tinha jeito de boleiro.

6 de mar. de 2013





E quem são os goleiros?

19 de fev. de 2013





3 de fev. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


A solitária era quente.

Verão na Hungria.

Nenhum som dos estádios.

Nenhuma notícia de casa.

Puskas tentava salvar o companheiro de equipe.

Mas o crime era grave.

A pátria estava de joelhos.

Após trinta dias, chegaram os soldados.

Uma sessão de pancadas e xingamentos.

O sangue rolando pela boca.

Grocics estava livre.

Mas um passo em falso...

E sua família pagaria pelas defesas impossíveis.

O Major e Kocsis se mandaram.

Czibor também.

Grocics jamais pôde deixar a Hungria.

A família era imensa.

O medo, infinito...



2 de fev. de 2013








Por ROBERTO VIEIRA


Goleiro fenomenal.

Beirando o fenômeno.

O pernambucano Manga barbarizava no arco.

Herói do Internacional e do Nacional de Montevidéu.

Anti-herói no Botafogo e na seleção.

O dia do nascimento de Manga se tornou o Dia do Goleiro.

Pois bem.

Lá estava eu sentado com o Dr. Saulo Gorenstein.

Oftalmologista e apaixonado por futebol.

Quando surge a revelação inusitada.

Manguinha era portador de astigmatismo.

Astigmatismo que turva a visão.

Astigmatismo decorrente de irregularidade corneana.

E daí?

Daí que não era um astigmatismo qualquer.

Manguinha possui cinco graus de astigmatismo.

Enxerga o mundo como aquarela de Monet.

E mesmo assim.

Manga defendia tudo e algo mais.

Nelinho que o diga!

Se faltava alguma coisa para beatificar o irmão de Alemão.

Já podem preparar a missa...  




COMO MANGA VÊ O MUNDO


22 de jan. de 2013










Por ROBERTO VIEIRA        




Praça da Quintana.

Rogério sorri.

20 anos de idade.

Camisa de titular.

Santiago de Compostela.

Tenerife.

Vitória por 4x1.

Catedral imersa em calor e peregrinos.

Pórtico da Glória.

Maior que Zetti.

Maior que Valdir Peres.

Quem sabe maior que Poy?

A Catedral pondera.

Que tal Roberto Gomes Pedrosa?

Que tal Leônidas?

Mas antes de mais nada existe a caminhada.

Juruna.

A goleada do Cruzeiro.

Tangos e Chilavert.

A lembrança de Pato Branco e da família.

A solidão em Sampa.

O violão.

Campeão mundial de clubes.

Artilheiro de pelica.

A Catedral explica.

Fidelidade absoluta.

Titular da seleção, jamais...

Topas?

Rogério sai para a tarde de sol cantarolando.

Não se pode ter tudo nessa vida...


Si supieras, que aún dentro de mi alma,
conservo aquel cariño
que tuve para ti...

18 de jan. de 2013





25 de set. de 2012





Um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro.

O rapaz da foto padecia de um distúrbio oftalmológico.

Pergunta-se:

1. Quem é o goleirão?

2. Qual distúrbio oftalmológico acometia o paredão?

25 de ago. de 2012




20 de jan. de 2009





Não era Máspoli.

Ninguém mais poderia ser.

Mas era melhor que Ballesteros.

E tão bom quanto Mazurkiewicz.

No gol, representava um passado de glórias.

Um passado de goleiros imortais.

Até o fenomenal Manga reduzir todos a pó.

Manga que traumatizou gerações de artilheiros uruguaios.

Mas Rodolfo Rodriguez era diferente.

Rodolfo que hoje comemora 53 anos.

Não tinha medo de nada.

Foi substituir Manga nos campos de Montevidéu.

Na foto, o arqueiro explode com José Roberto Wrong*, digo Wright.

Árbitro que ignorou um impedimento escandaloso contra o Santos.

Quem sabe por não ter o tira-teima da Globo?

Porém, Rodolfo nunca foi campeão do mundo de seleções.

Um goleiro tem seus limites.

Mesmo um goleiro que agarra até pensamento.

Porque um goleiro depende de Castros e Schiaffinos.

De Scarones.

Mas abiscoitou uma Libertadores e um Mundial Interclubes pelo Nacional.

Certa vez, os jornalistas tentaram explicar as defesas do mito.

Em vão.

Esqueceram do básico.

O nome do mestre.

Rodolfo Sergio Rodríguez y Rodríguez.



Rodolfo, na verdade, não era 1... era dois!


* Citação da imprensa da época...

19 de jan. de 2009






Pois é!

Com quase 60% dos votos, deu São Gilberto.

Poderia falar um pouco do craque.

Mas vou deixar aqui as palavras do sócio Dr. Carlos.

Palavras que por si só.

Dizem tudo:


"Vi o estado em que se encontrava o GILBERTO, NO 2° semestre de 2000, quando da sua chegada.

Barrigudo, desdentado, cheio de verme, fora de forma.

Mas o MAURI foi categórico: ele tem fundamentos básicos de um GRANDE goleiro:

COLOCAÇÃO, IMPULSÃO, REPOSIÇÃO DE BOLA.

Pediu aos diretores da época que contratassem ele, para ser útil apenas em 2001.

Deu no que deu.

O goleiro mais completo que o NÁUTICO já teve nos últimos 9 anos.

Nilson Paredão, Eduardo, sem dúvida, são excelentes goleiros.

Mas GILBERTO, com sua história, suas defesas fantásticas, sua simplicidade dentro de campo, sem firulas, malabarismos, defesas difíceis, contra-ataques mortais.

"ME LEMBRO TANTO, É TÃO GRANDE A SAUDADE QUE ATÉ, PARECE VERDADE, QUE O TEMPO AINDA PODE VOLTAR!"

2001, Santa Cruz x Náutico. 

18 de jan. de 2009






Atendendo a proposta do sócio Julinho de Adelaide.

Começa aqui a eleição da Seleção Alvirrubra 2001/2008.

Primeira votação:

Goleiro.

Os candidatos a Taça Lula Monstrinho são:

1. Gilberto

2. Nilson

3. Eduardo

4. Rodolpho

Vale apenas um voto por e-mail.

Pronto.

Está aberta a disputa.

O último voto será computado após 24 horas.

Nem um gol a mais...

23 de dez. de 2008



[IMAGEM]

1981.

47 mil torcedores silenciam no Mineirão.

Raul Guilherme Plassman entra em campo. Pelo Flamengo.

O goleiro que defendeu o Cruzeiro entre 1965 e 1978.

O goleiro que coloriu de amarelo a bandeira azul.

O Cruzeiro ataca, e ataca, e ataca.

Mas Raul defende o 0 x 0.

Em silêncio.

Foi o único dia em que o Mineirão aplaudiu um goleiro adversário.

De pé...


22 de dez. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

[imagem]

O destino do futebol é o gol.

Como o destino do homem é a morte. O anzol.

Mas o homem ousa contra o destino desde o início dos tempos.

Agarrando-se à vida.

Agarrando-se à bola.

Donde, ninguém é mais humano que o goleiro.

Goleiro que se imagina Prometeu.

Trazendo o fogo dos deuses aos pares.

Acorrentado nas traves do Cáucaso de todos nós.

Mercê de defesas inimagináveis.

Refém de pecados e frangos originais.

O goleiro acorrentado é a síntese do ser humano na face da Terra.

Livre para sonhar com a glória dos céus.

Preso ao próprio corpo, mortal e infiel.

Alguém pergunta no anfiteatro:

"Pode um goleiro se libertar das correntes?"

Não.

Mas, como toda tragédia grega, esta também carrega uma excessão:

Excessão que se intitula Valdir Appel.

Appel que viveu nos gramados a sua existência acorrentada.

Semideus vagando pelas terras da Hélade Tupiniquim.

Personagem do poeta Hesíodo na floresta de chuteiras tropical.

Appel que descobriu um novo fogo. Uma nova liberdade.

Na palavra escrita.

Palavra que liberta o homem.

Palavra, outrora néctar dos deuses.

Palavra antiga escrava dos testamentos.

Palavra subtraída do destino e dos mandamentos.

Para ser amante dos homens.

Filha da memória.

Senhora dos anos que passam e nos levam os gritos nas arquibancadas.

Perplexos.

Sem nexo causal.

Exceto, a palavra.

Palavra que é a defesa impossível da vida.

A ponte no chute seco e fatal da eternidade.

Prometeu Appel traduziu a angústia do goleiro na hora do gol, no papel.

E o que é a angústia do goleiro na hora do gol,

senão a angústia do homem na hora do apito final?

Quando somos apenas nós, homens, e a infinitude do céu?

*O destino permitiu ao eu-menino, conhecer em 2007 e 2008 muitos dos seus ídolos: Um deles é o ex-goleiro e agora escritor Valdir Appel. Appel, o mito de Prometeu nas águas do futebol...


20 de jun. de 2008




Jogavam por música.

De ouvido ou por partitura.

A bola rolava pelo pentagrama.

Colcheias.

Semi colcheias.

Semínimas chances para os adversários.

Por vezes, um futebol allegro.

Noutras piano.

Quem ouviu não esquece jamais.

Tem quem prefira os bondes do tigrão.

Fazer o que?


GOLEIRO: GUSTAV MAHLER

No gol, Gustav Mahler.

Esquisito, esquelético.

Milagroso.

Nada menos que a perfeição nos movimentos.

Mahler deixou de falar com o restante dos companheiros depois dos primeiros ensaios.

Porém seus gritos não deixavam a equipe parar de jogar.

A regência da cozinha começava debaixo das traves.

Mahler sacrificou sua vida e crenças pela arte.

Para muitos, inclusive Zamora, Mahler foi o primeiro goleiro moderno.

Na verdade, Gustav foi o último romântico...

Coloquei o adagietto...