3 de fev. de 2013





Por ROBERTO VIEIRA


A solitária era quente.

Verão na Hungria.

Nenhum som dos estádios.

Nenhuma notícia de casa.

Puskas tentava salvar o companheiro de equipe.

Mas o crime era grave.

A pátria estava de joelhos.

Após trinta dias, chegaram os soldados.

Uma sessão de pancadas e xingamentos.

O sangue rolando pela boca.

Grocics estava livre.

Mas um passo em falso...

E sua família pagaria pelas defesas impossíveis.

O Major e Kocsis se mandaram.

Czibor também.

Grocics jamais pôde deixar a Hungria.

A família era imensa.

O medo, infinito...



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