O Sport atacava.
1968.
O jovem goleiro do Íbis defendia.
Por baixo, por cima, de lado, no canto.
O empate estampado no placar da Ilha.
As rádios elogiando o espetacular Efigênio, guarda valas do Pássaro Preto.
Último minuto.
Garrinchina entra na área e enche o pé.
Efigênio faz uma ponte sensacional.
Espalma a pelota.
O Íbis do presidente Ozir Ramos faz a festa.
Tempo que passa.
Os jornais descobrem o goleiro que nunca existiu.
Titular Efigênio machucado.
O Íbis botou um goleiro de futebol de salão em campo: Onildo.
Onildo que estava por ali de torcedor.
Onildo que era torcedor do Sport.
A federação não notou.
Ninguém deu por falta de Efigênio.
E o Leão dançou nas mãos do goleiro que nunca existiu.
A bola?
Acabou entrando.
Só que no tapetão.

Peraí... o Sport ganhou os pontos afinal?
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