20 de jun. de 2008




Jogavam por música.

De ouvido ou por partitura.

A bola rolava pelo pentagrama.

Colcheias.

Semi colcheias.

Semínimas chances para os adversários.

Por vezes, um futebol allegro.

Noutras piano.

Quem ouviu não esquece jamais.

Tem quem prefira os bondes do tigrão.

Fazer o que?


GOLEIRO: GUSTAV MAHLER

No gol, Gustav Mahler.

Esquisito, esquelético.

Milagroso.

Nada menos que a perfeição nos movimentos.

Mahler deixou de falar com o restante dos companheiros depois dos primeiros ensaios.

Porém seus gritos não deixavam a equipe parar de jogar.

A regência da cozinha começava debaixo das traves.

Mahler sacrificou sua vida e crenças pela arte.

Para muitos, inclusive Zamora, Mahler foi o primeiro goleiro moderno.

Na verdade, Gustav foi o último romântico...

Coloquei o adagietto...


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