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11 de mai. de 2014



Por ROBERTO VIEIRA


Coritiba x Sport é clássico antigo.

Clássico que retrocede aos tempos incertos da II Guerra.

Quando o Sport saiu em excursão ao sul e sudeste.

Assombrando os amantes do futebol.





O time de Manuelzinho e Ademir Meneses brilhou em Belo Horizonte.

Goleando América-MG e Atlético-MG.

E foi descendo no mapa brasileiro.

Até chegar na simpática Curitiba dos anos 40.

E foi em Curitiba que o Sport pegou de cara o Coritiba.

Com a imprensa pernambucana grafando errado o nome do clube.





Na primeira pugna?

Os bicampeões paranaenses 41/42 meteram 2-1.




Pois os coxas não aguentavam ver um uniforme rubro negro pela frente.

Mas a torcida paranaense gostou dos pernambucanos.

Pediu revanche.

E na revanche... o Sport sapecou um 4-0 nos anfitriões.

Dois gols do Queixada.

Um de Magri e outro de Djalma.

Para espanto dos alviverdes.

Para festa dos rivais locais.





O cronista carioca Canor Coelho estupefato mandou notícias.

'O maior jogador em campo foi Ademir - futuro meia do Fluminense'.

Vasco da Gama na butuca.

Foi quando o Britânia, vice-campeão paranaense, desafiou o Leão.

E o Sport foi lé e venceu: 1-0.

A estadia que deveria ser curta.

Foi se alongando.

O Coritiba não resistiu e pediu a negra.

O Sport?

Não resistiu e venceu por 3-1.

Sport que ainda teve dois tentos anulados pela arbitragem local.

Tempos de guerra.

Leônidas encontrava-se encarcerado no Rio de Janeiro.

O Brasil estreando no Sul-americano.O Sport que segue viagem até Santa Catarina.

Sempre vencendo.

Para os paranaenses daqueles tempos.

Ficou a memória de uma equipe dos sonhos.

O improvável esquadrão que vinha da zona da mata nordestina.

Sem medo de ser feliz...

3 de abr. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


Suprema maldade.

Um lateral de 18/19 anos chega na seleção brasileira.

Paraibano.

Militando no futebol pernambucano.

Parte da mídia local faz muchocho.

'Ele não merecia a convocação!'

Os pernambucanos são assim em sua maioria.

Não admitem a virtude conterrânea.

De tal forma que.

Ademir, Vavá, Almir, Rivaldo foram fazer a festa dos olhos d'além.

Mas existe um detalhe canhesto.

A mesma mídia que apedreja.

Esquece da maldade da mídia de lá.

Dos donos do Poder central.

Nado barbarizava.

Só foi convocado quando assinou com o Vasco.

Manga agarrava até pensamento.

Falavam nele para a seleção quando jogava em Pernambuco.

Mas só vestiu a camisa da CBD quando atuou no Botafogo.

Givanildo brilhou.

E foi sacado pelo Capitão Coutinho sem mais nem menos.

Nunes foi engessado.

Bita, meu Deus!

O homem do rifle que fazia mais gols que o Rei.

Sequer foi cogitado.

Marinho Chagas, então?

Brincou de jogar bola nos Aflitos.

Foi ser lembrado depois de 45 minutos no alvinegro da estrela solitária.

Portanto, meus vetustos senhores que não elogiam o jovem Douglas.

Lamento profundamente.

Douglas é o primeiro alvirrubro convocado para a canarinha.

E quando um paraibano chega na seleção.

Jogando em time pernambucano.

Longe demais das capitais e dos capitais.

Eu me rendo de joelhos e aplaudo.

Fanático confesso.

Porque se Douglas jogasse no Grêmio.

No Internacional.

No Cruzeiro.

Diriam em unanimidade.

'Ele é genial! Ele é genial! Ele é genial!'

Parodiando o livro sagrado.

Ninguém é craque na sua própria terra dos canaviais.

Força, Douglas!

Jogue o que você sabe.

Nessa vida sofrida.

Você já é bola de ouro...




24 de nov. de 2012




ADEMIR, O GRANDE "TRAIDOR"

Ademir Menezes, o terceiro agachado,atuou um tempo por cada equipe
Ouço dizer que Roberto Dinamite, Romário e Edmundo foram os maiores ídolos cruzmaltinos, nos últimos tempos, e que os três já jogaram contra a gente. Meu pai é fã de Ademir (Menezes), Vavá, Pinga, Sabará, Bellini e Orlando. Fala sempre deles, principalmente do Ademir, motivo pelo qual colocou este nome em um dos meus irmãos. Sendo assim, acho que o ídolo do meu pai não jogou contra o Vasco. Certo”? Almiro Mello, de Jaboatão dos Guararapes-PE.
Errado, Melão! 

Em 1946, Ademir Menezes fez um “passeiozinho” por fora da Colina, pelas Laranjeiras. Bem antes, rubro-negrava, com o Sport Recife, de onde o Vasco o tirou. Com ambas, encarou os vascaínos. Mas teve “traição” pior, como descobriu o pesquisador Lucídio José de Oliveira.Conta ele que, em 1954 (faltando dois anos para o final da carreira), Ademir disputou um amistoso, atuandou meio-tempo pelo Vasco e a outra metade pelo Tupã Futebol Clube, de uma cidade 530 km da capital paulista e que aniversariava. Mas tinha motivos para “trair”. A cidade fora fundada, em 1929, por um conterrâneo dele, o pernambucano Luiz de Souza Leão. 
Com a consultoria dos pesquisadores vascaínos Valdir Appel e Mauro Prais, o Lucidão chegou as esta súmula de Vasco 0 x 1 Tupã (SP).
Data: 30 de junho de 1954. Local: Tupã-SP. Juiz: Querubim da Silva Torres. VASCO: Barbosa, Bellini e Elias; Mirim (Amaury), Adésio (Laerte) e Beto; Friaça (Vadinho), Ademir (Iêdo), Vavá, Alvinho e Hélio. TUPÃ: Barros, Vicente, Costa, Marinho, Sorocaba e Benites. Ellison, Mendonça, Ademir, Beto, Ceci e Damas.
DETALHE: como era festa pernambucana, Lucídio lembra que o jogo incluiu mais dois “cabras da peste”: o centroavante Vavá, bicampeão mundial-1958/62, e o apoiador Adésio, um vascaíno já esquecido, que disputou as Olimpáidas de 1952, em Helsinque, na Finlândia, primeira participação brasileira nos Jogos. (foto reproduzida do site de Lucídio José de Oliveirahttp://www.papodebola.com.br/pernambucoaqui/20081001.htm). Agradecimento.

12 de nov. de 2012





Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA

História é isso aí! Detalhes que esclarecem. Dúvidas que deixam de existir. Faltou apenas o registro: bem diferente do que muita gente pensa, Ademir não retornou ao Sport para encerrar a carreira. Não assinou contrato com seu clube do coração, não ficou jogando um tempo defendendo a camisa rubro-negra. Nada disso. Veio ao Recife apenas para vestir a camisa do Sport em um amistoso contra o Bahia na Ilha do Retiro. Vestir a camisa do time onde começou a carreira, no campo onde fez seus primeiros gols em jogos pra valer. Um jogo de despedida. 

O amistoso aconteceu no dia 10 de março de 1957, um domingo. Placar: Sport 2x0 Bahia. Time do Sport, bicampeão estadual: Osvaldo Baliza, Bria e Osmar; Oswaldinho, Mirim e Pinheirense; Traçaia, Naninho, Ademir, Soca e Géo. Os gols foram assinalados por Soca e Traçaia. Ademir não voltou no segundo tempo, substituído por Gringo, o titular do comando do ataque. E para que tudo fique de acordo com a história: subi pela primeira vez os degraus do vetusto prédio da Faculdade de Medicina, no Derby, em janeiro de 1951, para o exame vestibular. Fui aprovado e naquele ano iniciei o curso médico.

Ademir deixou o Recife em 1942, trocando o Sport pelo Vasco da Gama. Lembro, de ouvir dizer e da leitura de notas esparsas em jornais, que ele jogava, sendo estudante de Odontologia, pelo time da faculdade. Naquele tempo o curso de Odontologia era ministrado no mesmo prédio e as aulas de algumas cadeiras, as matérias básicas do início do curso, como Anatomia Descritiva e Histologia, no 1° ano, eram dadas em conjunto para os alunos dos dois cursos. Assim, estudantes de medicina e de odontologia assistíamos juntos as mesmas aulas. Natural, pois, que o time de futebol da escola, nas competições universitárias, fosse formado por alunos dos dois cursos. Isso explica a presença de Ademir, estudante de odontologia no início da década de 40 quando ainda jogava pelo Sport aqui no Recife, no time que representava a Faculdade de Medicina. Pelo que me consta também, Ademir não concluiu o curso universitário. É possível que, indo morar o Rio a partir de 42, tenha abandonado os estudos para se dedicar integralmente ao futebol, no que, diga-se a bem da verdade, acertou em cheio e não deve ter se arrependido. 

Lembro, apenas como ilustração, que no jogo decisivo do Supercampeonato Carioca de 1946, Botafogo x Fluminense, no mês de dezembro, em São Januário, vitória do Fluminense por 1x0, o gol do título da autoria de Ademir, três jogadores recém-formados participaram da partida: Tovar e Heleno, do Botafogo, e Pedro Amorim, do Fluminense.  Tovar e Pedro Amorim tinham concluído o curso de medicina; Heleno, direito; Não era surpresa que os três aparecessem juntos em fotografia nas páginas esportivas dos jornais do dia seguinte. 

10 de nov. de 2012




Texto enviado ao Blog do Juca para comentar as dúvidas dos leitores...



Por ROBERTO VIEIRA

Caro Juca,
Personagem mitológico, várias lendas se formaram sobre o craque Ademir Menezes. Porém, estas lendas podem ser revistas, trazidas de volta a realidade. Para o bem da biografia de um atleta imortal. Dentre estas lendas, algumas são descritas pelos amigos comentaristas do Blog do Juca sendo que um equívoco foi cometido por minha pessoa. Vamos pois esclarecer as lendas e o erro.
1. Mito: Ademir era mirrado na infância. O fato não corresponde ao mito. Ademir foi campeão pernambucano de natação na infância, estabelecendo vitórias espetaculares nas distancias curtas. A primeira foto do ídolo nos jornais locais é exatamente após uma de suas vitórias nas piscinas. De mirrado ele não tinha nada. E a queixada já estava lá. 
2. Mito: O médico e presidente do Sport, Dr. José Médicis, prescreveu medicamentos que teriam provocado o aumento das ‘extremidades’ e da ‘queixada’ do craque. O fato é que não existe tal medicação nos anos 40 nem na literatura médica nem na realidade científica. Messi não teria vida fácil naqueles tempos.

3. Ademir cursou medicina. O fato é que Ademir cursou odontologia nas instalações da antiga Faculdade de Medicina aqui em Recife. Durante o curso – o qual nunca chegou a concluir – Ademir atuou pela seleção de medicina em diversos amistosos. Esta verdade é atestada pelo Dr. Lucídio José de Oliveira, escritor e pesquisador, o qual estudou medicina nos anos 40 na mesma Faculdade. O mito médico de Ademir se perpetua em alguns livros sobre o assunto, assim como o mito de que o popular Chacrinha frequentou a Faculdade de Medicina, inverdade histórica. Chacrinha estudou para prestar o vestibular de medicina mas ficou apenas nisso.

4. A foto da cirurgia de Ademir Menezes presente no artigo pertence aos arquivos do extinto jornal Última  Hora, tendo sido registrada pelo fotógrafo Ângelo, no dia 21 de julho de 1953. Esta cirurgia no joelho do craque não corresponde a lesão do amistoso diante do América-PE. 

5. A fratura originada no encontro de Ademir com o defensor Astrogildo Néri do América-PE, ocorreu durante durante amistoso jogado em Recife em 1951 entre vascaínos e esmeraldinos. A cirurgia da foto não corresponde a correção desta fratura. 

6.Não foi mencionado, porém ontem, logo após a publicação do texto no blog do Juca, o Mestre José Renato Santiago recebeu mensagem do amigo João Alberto, relatando que na ficha de inscrição de 1954 de Ademir no Vasco da Gama, constava a sua data de nascimento como 8 de novembro de 1921. Portanto, caso esta informação seja verdadeira, Ademir completaria ontem 91 anos de idade.

Grande e afetuoso abraço, Mestre Juca!
Roberto Vieira
PS: Seus comentaristas são craques de bola!





9 de nov. de 2012



COM OS TRÊS PATETAS E CHICO


8 de nov. de 2012




Por essa eu não esperava.

Mestre José Renato Santiago.

Recebeu uma mensagem que me repassou.

Mensagem do Mestre João Alberto Machado.

Nas fichas do Projeto Memória Social dos Esportes.

Encontra-se uma ficha de contrato de Ademir com o Vasco da Gama.

E nela, salvo engano.

Está a data de nascimento do Queixada: 8 de novembro de 1921.

Ou seja.

Nesta ficha, Ademir estaria completando hoje 91 anos.

E não os 90 oficiais...







Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM      



O maior artilheiro brasileiro em uma Copa do Mundo.
Este grande feito pertence a um magistral jogador pernambucano.
Seu nome?
Ademir Marques de Menezes.
Nascido em 8 de novembro de 1922, passou para a história pelo apelido de Queixada.
Motivo?
Basta ver sua foto.
Iniciou sua carreira no Sport Recife em 1938.
Em 1941, foi campeão invicto e artilheiro do campeonato pernambucano.
Ao final da temporada, fez parte da delegação Rubro Negra que fez uma excursão ao Sudeste.
Em um amistoso contra o Vasco da Gama, deslumbrou os dirigentes cariocas.
Logo foi contratado.
Estreou em 1942, em partida contra o América, justamente no dia em que o encontro entre os encarnados e os cruzmaltinos passou a se chamar o Clássico da Paz.
Fez parte da maior equipe vascaína de todos os tempos, o Expresso da Vitória.
Campeão pelo Vasco em 1945,foi praticamente intimado pelo técnico do rival Fluminense, Gentil Cardoso, a atuar pelo Tricolor.
Em 1946, Gentil afirmou: “Dêem-me Ademir e eu lhes darei o campeonato”.
Dito e feito.
Ademir foi para o Fluminense e marcou o gol do título frente o Botafogo.
De volta ao Vasco, conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões em 1948, torneio que reuniu os maiores campeões da América do Sul, um embrião da Taça Libertadores da América.
Estreou na seleção em 1945.
Em 1949, já titularíssimo da Seleção Brasileira, foi campeão sul-americano.
No ano seguinte, foi artilheiro maior da Copa do Mundo de 1950, com 9 gols, e vice-campeão.
Infelizmente, o título não veio o que certamente teria dado a Ademir um reconhecimento muito maior por parte da história do futebol.
Ainda seria campeão pelo Vasco da Gama nos anos de 1950 e 1952.
Em 1957 voltou para Recife para encerrar a carreira por sua equipe do coração, o Sport.
Ao parar com futebol, deu exemplo, ao citar a frase: “Abandonei o futebol antes que ele me abandonasse”.
Queixada foi convocado para seleção lá de cima em 11 de maio de 1996.

um abraço,
José Renato Santiago


7 de nov. de 2012



CIRURGIA DE ADEMIR/FOTO ÚLTIMA HORA


Por ROBERTO VIEIRA


O menino salta na piscina.

Pulveriza o recorde pernambucano.

Mas o menino não sonha com as águas.

O menino sonha com a bola nas redes.

Odontologia.

Sonho da família.

O menino recebe o passe em profundidade.

Artilheiro do estadual.

Rio de Janeiro, 1º de março de 1942.

Futebol era coisa de Rio e São Paulo.

O Vasco da Gama mete 3x1 no Sport.

O menino vira o jogo com três rushes.

O Sport de Ademir e Djalma deslumbra o eixo do futebol brasileiro.

O Fluminense bobeia.

O Vasco contrata os meninos do Recife e os três patetas.

Adeus, consultório!

Me dêem Ademir!

Ademir fazendo gol de tudo que é jeito.

Na esquerda, na direita, no meio do ataque.

Ademir que torna o WM obsoleto.

1950.

Cadê Ademir?

Ademir dos nove gols na Copa do Mundo.

A bola se choca com o travessão.

Campeão só Panamericano.

Astrogildo Néri em dia de chuva.

Fratura.

A oração com a esposa na beira da cama.

Desquite.

Ademir retorna fazendo gol em cima de gol.

Escrevendo crônicas sobre o futebol.

Albert Camus de centerforward.

Um dia, o rush silencia.

A velocidade diz não.

O craque observa a encruzilhada do tempo.

Cadê o Pina?

Cadê o coronel Menezes?

Cadê o Expresso, cadê?

Metástase.

Esquecimento das torcidas.

Eu queria um domingo inteiro de crônicas do Armando Nogueira.

Todas elas.

Falando do Ademir...  


3 de nov. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Como nasce uma lenda?

Como surge um semideus?

Distrito Federal.

1º de março de 1942.

Campo do Botafogo.

O Sport estava rodando pelo sul e sudeste desde o final de 1941.

A equipe surpreendera toda cronica esportiva.

A maior surpresa do distante norte brasileiro em termos de futebol.

De volta pra casa.

Vem o convite para enfrentar o Vasco da Gama.

Vasco de Zarzur, Argemiro, Alfredo, Viladonica.

O primeiro tempo seguiu os ditames bíblicos da supremacia carioca.

O Vasco meteu 3x0 e nem tomava conhecimento do inimigo.

Foi quando os céus exclamaram:

'Vai, Ademir! Vai ser lenda na vida!'

Ademir diminuiu.

Valfredo tascou 3x2.

Ademir aos 6 e 7 do segundo tempo virou o marcador: Sport 4x3.

Nino empatou.

Mas lenda que é lenda não sai de campo sem vitória.

Ademir arranca e serve Pirombá.

Sport 5x4 Vasco da Gama.

Pronto.

O Fluminense perdia o artilheiro do norte.

Os dirigentes vascaínos meteram 40 contos no bolso do Coronel Meneses

- pai do Ademir.

Meteram mais uns tantos no bolso do extraordinário Djalma.

E com a compra dos Três Patetas ao São Cristovão.

Começava a história do Expresso da Vitória...









23 de mai. de 2012



Direto dos arquivos do Mauro Prais.

Célebre pesquisador vascaíno.

O gol do zum zum zum.

28 de janeiro de 1951.



Vasco e América empatavam: 1x1.

Primeira decisão carioca na Era Maracanã.

Maneca lança.

Ademir as redes balança.

A torcida na hora improvisa.

Sobre marchinha do pernambucano Fernando Lobo:



Oi zum-zum-zum zum-zum zum-zum
Vasco dois a um
Ademir pegou a bola
e desapareceu
foi mais um campeonato
que o Vasco venceu"

22 de mai. de 2012




Maracanã em delírio.

O América-RJ vence.

Ademir Menezes arranca.

Balança as redes.

A torcida entoa uma marchinha.

Imortal.

Marchinha deste compositor da foto.

Qual a marchinha?

Qual o nome deste compositor?

15 de dez. de 2008



[IMAGEM]
1953.
Manchete do jornal 'Goles' de Buenos Aires.
O Boca Juniors avança sobre Ademir Menezes.
Boca que sonhava com Jose Rosa do Rosário Central.
Rosa que disse não ao Boca.
Ademir seria a solução para a dianteira do clube mais popular da Argentina.
O antídoto contra La Maquina de Labruna.
O Boca Juniors não era campeão desde 1944.
Ademir não quis jogar na Argentina.
Pensou duas vezes ante o desafio.
Pena.
Em 1954, após 10 anos de jejum, o Boca voltou a ganhar.

Boca, 1954

2 de dez. de 2008




Rubro-negros de plantão, uma dúvida.

Há 30 anos foi feita uma promessa a Ademir Menezes.

A concentração do Sport teria seu nome.

Concentração que foi reformada mês passado.

A promessa foi cumprida?

Respostas ao Blog, por favor...


8 de nov. de 2008



Ademir Menezes

Por ROBERTO VIEIRA


Rápido.

Ademir Menezes foi um cometa que brilhou intensamente.

Caso houvesse nascido em outro país, seria Deus.

Como nasceu em Pernambuco, quem foi Ademir?

Ademir que nasceu no dia 8 de novembro de 1922.

Ademir que cresceu batendo bola no Pina.

Ademir, relegado a uma estátua na frente do clube que o revelou.

Abdicado pelos torcedores.

Mas ninguém pode esquecer o Queixada.

O atacante que revolucionou o futebol.

O homem que obrigou os técnicos a deslocarem um homem do meio campo para a defesa.

Muitos imaginam que o Brasil descobriu Ademir na célebre excursão do Sport em 1942.

Excursão em que o Sport venceu o Vasco, Flamengo e meio mundo.

Engano.

O Brasil abriu os olhos para Ademir muito antes.

Em 1941.

A seleção pernambucana pisou no Distrito Federal.

Depois de esmagar os paraibanos por 9 x 0.

O ataque era brincadeira:

Djalma, Ademir, Tará, Pinhegas e Pirombá.

Pitota, Furlan e Pelado na linha média.

Vencemos o Maranhão. Perdemos da Bahia.

Mas o Fluminense abriu os olhos.

E lá está a foto de Ademir, jovem, imberbe.

Prestes a jogar nas Laranjeiras de Pedro Amorim.

[imagem]

Mas o Flu deu bobeira e pouco depois o Vasco entrou na parada.

Fluminense só em 1946.

Em 429 partidas com a camisa do Vasco, 301 gols.

Recorde que só viria a ser superado por Roberto Dinamite.

Pela seleção brasileira foram 41 jogos e 37 gols.

Na Copa do Mundo, um absurdo.

Seis partidas e nove gols. Quase dois por jogo.

Digno de Fontaine e Kocsis.

Mas foi justamente na seleção que se deu o inesperado.

Depois das touradas de Madri, o Maracanazo.

Ademir passou em brancas nuvens contra o Uruguai.

A trave salvou aquele que seria o nosso gol de empate.

Gol que sairia de seu talento.

Ademir saiu do estádio e foi para uma praia deserta.

Durante quinze dias não falou com ninguém.

Depois voltou para fazer gols, muitos gols.

Mas alguma coisa estava diferente em seu olhar.

A volúpia pelo gol desaparecera.

Uma contusão. O fim do casamento.

O silêncio das arquibancadas.

Ademir foi ser cronista esportivo.

Foi escrever sobre o que mais sabia fazer: Futebol.

Para os que esquecem o craque, perdão.

A memória é território cruel e desumano.

Para os que recordam o gigante, uma foto.

A imagem dos três reis magos antes da chegada do Messias Pelé:

Lado a lado. Maracanã, 1954.

Leônidas, Ademir e Friedenreich.

Uma multidão reverencia a despedida do Queixada da seleção.

Não é preciso dizer mais nada...


[imagem]



21 de mai. de 2008















Ademir na Copa de 50


Um dos maiores atacantes da história, Ademir Menezes foi um artilheiro de dois mundos.

Goleador máximo da Copa de 1950, Ademir foi um dos personagens do primeiro Vasco da Gama x Esporte em 1942.

Ademir é verbete da enciclopédia do clube de São januário.

Porém foi injustamente esquecido na última Seleção dos Sonhos da Ilha do Retiro.

A partida de 1942 foi histórica por inúmeros motivos.

O rubro negro pernambucano fazia uma campanha memorável no sul do país.

Vencendo gaúchos, mineiros e paranaenses. Só poupando os paulistas.

Quando chegou ao Rio de Janeiro o Esporte encontrou os vascaínos saindo das férias.

Menosprezando o adversário nordestino.

Mas o jogo provou que os visitantes eram um time muito forte.

O Vasco caiu por 5 x 4.

1942, Vasco x Esporte



Recife fez festa para receber Ademir e os companheiros.

E aí se deu o absurdo.

O Esporte que vencera Vasco e Flamengo fora de casa foi derrotado pelo Santa Cruz por 2 x 1.

Clóvis abriu o placar para o Leão. Mas Sidinho e Siduca viraram o marcador.

Ademir e a defesa tricolor



Para desespero de Manuelzinho e Ademir Menezes.

Para surpresa da torcida que imaginava recepcionar um supertime.

Dois dias depois a Agência Meridional informava sobre a surpresa no Rio de Janeiro com o resultado da partida.

Os cariocas não conheciam a rivalidade aqui na terrinha.

Depois, Ademir disse adeus.

Foi ser gênio no Vasco e no Fluminense.

Foi brilhar na seleção brasileira.

Hoje ele deve estar em algum lugar assistindo a batalha na Ilha.

O adeus de Ademir...