3 de nov. de 2012






Por ROBERTO VIEIRA


Como nasce uma lenda?

Como surge um semideus?

Distrito Federal.

1º de março de 1942.

Campo do Botafogo.

O Sport estava rodando pelo sul e sudeste desde o final de 1941.

A equipe surpreendera toda cronica esportiva.

A maior surpresa do distante norte brasileiro em termos de futebol.

De volta pra casa.

Vem o convite para enfrentar o Vasco da Gama.

Vasco de Zarzur, Argemiro, Alfredo, Viladonica.

O primeiro tempo seguiu os ditames bíblicos da supremacia carioca.

O Vasco meteu 3x0 e nem tomava conhecimento do inimigo.

Foi quando os céus exclamaram:

'Vai, Ademir! Vai ser lenda na vida!'

Ademir diminuiu.

Valfredo tascou 3x2.

Ademir aos 6 e 7 do segundo tempo virou o marcador: Sport 4x3.

Nino empatou.

Mas lenda que é lenda não sai de campo sem vitória.

Ademir arranca e serve Pirombá.

Sport 5x4 Vasco da Gama.

Pronto.

O Fluminense perdia o artilheiro do norte.

Os dirigentes vascaínos meteram 40 contos no bolso do Coronel Meneses

- pai do Ademir.

Meteram mais uns tantos no bolso do extraordinário Djalma.

E com a compra dos Três Patetas ao São Cristovão.

Começava a história do Expresso da Vitória...










Um comentário:

  1. Quem pode me esclarecer? O Aldredo II, na ponta-direita do Vasco na escalação do jornal, é o mesmo Alfredo, também do Vasco, reserva da Seleção de 50? O da Seleção jogou contra a Suiça, no Pacaembu, precisamente na ponta-direita. É o mesmo?

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