Por ROBERTO VIEIRA
Como nasce uma lenda?
Como surge um semideus?
Distrito Federal.
1º de março de 1942.
Campo do Botafogo.
O Sport estava rodando pelo sul e sudeste desde o final de 1941.
A equipe surpreendera toda cronica esportiva.
A maior surpresa do distante norte brasileiro em termos de futebol.
De volta pra casa.
Vem o convite para enfrentar o Vasco da Gama.
Vasco de Zarzur, Argemiro, Alfredo, Viladonica.
O primeiro tempo seguiu os ditames bíblicos da supremacia carioca.
O Vasco meteu 3x0 e nem tomava conhecimento do inimigo.
Foi quando os céus exclamaram:
'Vai, Ademir! Vai ser lenda na vida!'
Ademir diminuiu.
Valfredo tascou 3x2.
Ademir aos 6 e 7 do segundo tempo virou o marcador: Sport 4x3.
Nino empatou.
Mas lenda que é lenda não sai de campo sem vitória.
Ademir arranca e serve Pirombá.
Sport 5x4 Vasco da Gama.
Pronto.
O Fluminense perdia o artilheiro do norte.
Os dirigentes vascaínos meteram 40 contos no bolso do Coronel Meneses
- pai do Ademir.
Meteram mais uns tantos no bolso do extraordinário Djalma.
E com a compra dos Três Patetas ao São Cristovão.
Começava a história do Expresso da Vitória...


Quem pode me esclarecer? O Aldredo II, na ponta-direita do Vasco na escalação do jornal, é o mesmo Alfredo, também do Vasco, reserva da Seleção de 50? O da Seleção jogou contra a Suiça, no Pacaembu, precisamente na ponta-direita. É o mesmo?
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