Por SERGIO PEPEU
16 de set. de 2013
Por SERGIO PEPEU
13 de set. de 2013
A forma como foi dispensado Neco.
Neco que sempre honrou as cores rubro negras.
É dessas coisas que me faz pensar em senhores de engenho.
Casa grande.
A completa falta de consideração pelos seres humanos em seu trabalho.
São fatos como esse em nosso estado que me dão a súbita impressão de que o fogo morto se aproxima...
2 de ago. de 2013
Em 2013 estamos percebendo um novo fenômeno de um quase monopólio de patrocínio no Futebol brasileiro.
3 de jul. de 2012
A Taça do Brasileirão 1987?
Bom.
Essa é do Sport.
Eu mesmo vi na Ilha.
E a foto dos jornais da época?
Não deixam dúvida.
O resto?
É Kafka.
24 de nov. de 2008
O Sport pertencia a ABRACEF.
Entidade composta por 12 agremiações.
Entidade que se opunha ao Clube dos 13.
O Clube dos 13 decide convidar o Sport.
Para enfraquecer a ABRACEF.
O Flamengo impõe como condição um documento.
Documento dividindo o título de 1987.
Homero Lacerda diz não.
Luciano Bivar pouco se importa.
Homero chama os cartolas do Clube dos 13 de 'nazistas'.
Bivar senta pra conversar.
Pois como bem disse Bivar:
"Não há nada de mal nisso..."
Tudo no Jornal do Commercio da época.
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30 de out. de 2008
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Os resultados do futebol em 1987 tiveram reflexos na política pernambucana em 1988.
De tal forma que surge a pergunta:
Onde termina o futebol e onde começa a política?
Tal pergunta foi proposta pelo Jornal do Commercio em 1988.
Num confronto entre dois dirigentes políticos.
José Neves, campeão pelo Santa Cruz em 1987.
José Neves que abriu os braços para o Clube dos 13.
E Homero Lacerda, baluarte da luta contra o Clube dos 13.
O virtual responsável pela conquista rubro negra nos tribunais.
Ambos candidatos a uma vaga na casa de José Mariano.
Com vocês a pergunta:
Onde termina o futebol?
Onde começa a política?

Em 1987, o América-RJ selou o seu fim.
Mas foi um final grandioso.
Pleno de coragem e honra.
Reunidos em Campos Salles, o América, o Sport, o Guarani, o Bangu entre outras equipes ameaçam o Clube dos 13.
Mas um a um, todos recuam.
Menos o valoroso clube carioca.
Clube que entendeu a manobra subversiva dos poderosos.
A promessa de cruzamento entre módulo verde e amarelo era pura balela.
Conversa pra boi dormir.
No final das reuniões, apenas o América-RJ fincou o pé.
E retirou-se das disputas daquele ano.
Como só os vencedores escrevem a história.
Restou ao América o esquecimento.
O ostracismo.
29 de out. de 2008

Pois bem.
A Copa União pesa exatamente 12 Kg e mede 50 cm.
Esse é o peso do troféu oferecido pela Revista Placar ao campeão Flamengo.
A taça foi bolada pelo artista paulista Carlos Fajardo.
O desenho é grego.
O marmóre negro é belga.
E a taça foi levantada por Zico no Maracanã após a vitória por 1 x 0 sobre o Internacional.
Se bem que essa taça não se discute.
Ela só tem uma bolinha...
28 de out. de 2008
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Nas semanas que antecederam a Copa União 1987, lama e caos.
Os gaúchos saem em passeata pelo novo torneio.
O Santa Cruz de José Neves exulta.
Já o Bahia, refuga.
A Federação Baiana seguindo orientação de CBF proíbe a estréia do tricolor da Boa Terra.
A mesa não resiste em pé...
24 de out. de 2008
Ernesto Guedes disse adeus.
Depois de um suspeito boicote na Ilha.
Aos 38 anos de idade, Leão assume o barco.
O último remanescente da conquista do Tri em 1970.
O Sport vai disputar o módulo amarelo.
Nos primeiros cinco dias, Leão acumulou as funções.
Goleiro e técnico.
Mas depois anunciou a aposentadoria.
E anunciou disparando como Billy The Kid:
"Agora vamos ter um trabalho honesto no clube!"
Referindo-se ao técnico que ia embora.
Guedes respondeu ao som de Capiba:
"Leão é que nem cupim roendo a madeira. Quando menos se percebe, está tudo podre."
Verdade ou não. Cupim ou não. Motim ou não.
Na sua estréia como técnico, Leão foi que nem madeira de lei que cupim não rói...
O Flamengo foi de prata da casa em 1987.
Convocou o técnico Carlinhos.
E com Carlinhos, o Flamengo quebrava um tabu.
Todas as categorias de base eram dirigidas por ex-atletas.
Exceção feita a Toninho Barroso, técnico dos juniores.
Lá estavam Joel, reserva de Garrincha em 1958.
Joel que chefiava as peneiras do clube com mão de ferro.
O fenomenal Dida era o supervisor. Dida, alagoano e gênio.
Gênio que quase vinha pra Ilha do Retiro em começo de carreira.
Graças a Deus foi pra bem longe.
Além deles, havia o Bode Atômico: Dionísio.
Havia Neca. Havia Liminha, o carrapato.
Muita gente vive endeusando a capacidade técnica.
Mas quando a técnica traz consigo a paixão, o resultado é muito melhor.
É só comparar Pintado e Roberto Fernandes no comando alvirrubro.
Com banana e tudo...
22 de out. de 2008

Por ROBERTO VIEIRA
Aos 60 anos de idade, Armando Nogueira já era um mito.
Poeta das palavras e do futebol, esse botafoguense acreano também comandava o jornalismo da vênus platinada.
E decidiu, baseado em pesquisas, investir na revolução do Clube dos 13.
A idéia era excelente no papel.
Mas falhou em um ponto sutil:
Os jogos que seriam transmitidos no domingo eram sorteados.
De forma a tentar não afastar os torcedores dos estádios.
E os sorteios foram terríveis.
Só pintavam os piores jogos na telinha.
Emoção mesmo, só nas últimas rodadas com as semifinais.
Para o bem ou para o mal, a verdade é que a televisão virou patrão.
E o futebol brasileiro que estava se afogando, segurou a mão estendida.
Para nunca mais soltar...
Por ROBERTO VIEIRA
Pouca gente recorda o fato.
Não existiria Clube dos 13 sem o apoio da Globo comandada por Armando Nogueira.
A aparente fábula paga aos clubes permitiu o motim.
Na Copa União, apenas a Rede Globo transmitia os jogos. Monopólio.
Na época, Cz$ 15 milhões iam pro bolso de cada participante.
Com passagens e estadias pagas. Regiamente.
A Rede Globo, pelo acordo, transmitia três jogos no final de semana.
Pelo menos um deles coincidindo com os jogos dos módulos amarelo, azul e branco.
Como na antiga Europa, 80% dos jogos ocorriam no final de semana.
Permitindo que os jogadores se recuperassem no intervalo das partidas.
No contrato, entretanto, havia um adendo.
O título brasileiro seria decidio entre os vencedores do módulo verde e amarelo nos dias 6 e 13 de dezembro de 1987.
Fato que nunca chegou a acontecer.
21 de out. de 2008
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Por ROBERTO VIEIRA
1987. Estádio do Arruda.
Um antigo ídolo marca de cabeça.
Silêncio.
A torcida alvirrubra fica calada.
Lembrança de antigos clássicos.
De um bicampeonato.
Saudade de um grande amor que passou.
Eram decorridos 38' do segundo tempo.
O placar marcava Náutico 0 x 0 Rio Branco.
A bola cruzada sobre a área.
O goleiro Pimentinha observa o atacante de olhos abertos.
Fatal.
O atacante cabeceia fora do alcance do arqueiro timbu.
E comemora calado.
Como se o passado chegasse de repente.
O Náutico de Tilico, Levi e Mirandinha era pouco, muito pouco.
Pois do outro lado estava Ele:
Baiano!
20 de out. de 2008
Por ROBERTO VIEIRA
[imagem]
Quem é Cláudio?
Ninguém conhece!
Mas pergunte a um Timbu, quem é Bizu?
Ah, os olhos ficam marejados.
Bizu foi o presente da Copa União aos Aflitos.
Bizu foi o que faltava para montar o esquadrão de 1989/90.
O Santa Cruz foi enfrentar o Palmeiras no Arruda.
Desesperado.
Mas fez 1 x 0 e se segurou na defesa.
A torcida tricolor em festa.
Até que nos dez minutos finais um reserva barbarizou.
Entrou fulminante na defesa coral e virou o jogo.
Pra surpresa do estádio e dos comentaristas.
Como é o nome dele?
Cláudio?
Não!
O nome que foi soprado de boca em boca naquela noite foi outro:
"O nome dele é Bizu!"
E lá se foi o Náutico comprar Bizu.
Que ao lado de Nivaldo, Erasmo e Augusto marcou gols em cima de gols no Brasil afora.
Curiosamente nesta reportagem da revista Placar, a primeira em que aparece o nosso craque, o apelido Bizu é comparado ao de Titica.
Titica que também veio para o Náutico anos antes.
Mas nunca fez um gol pelo manto alvirrubro.
Vai entender a vida e o futebol...

Por ROBERTO VIEIRA
O Brasil começava a conhecer Felipão.
Felipão, ex-zagueiro do interior gaúcho.
Felipão técnico do Grêmio.
Grêmio que iniciou a Copa União invicto há 30 jogos.
Jogos do certame estadual e de uma estranha excursão a Europa.
O vice-campeonato em 1983 com o Pelotas o levaram ao mundo árabe.
E o mundo árabe o deixou rico em dezoito meses.
De volta ao Brasil, Felipão sonhava com o título do novo torneio.
Mas o torneio foi mais forte que o Grêmio.
O tricolor assistiu o sucesso do seu rival Internacional.
Felipão ainda teria um longo caminho até a glória.
Quinze anos até um título mundial.
Mas em 1987, Felipão era só elogios ao Clube dos 13.
Quem sabe pensasse diferente treinando o Criciúma?
Por ROBERTO VIEIRA
Falta uma semana para começar a Copa União 1987.
O vice-presidente da CBF Nabi Abi Chedid envia telex às federações.
Não existe amparo legal para a realização da mesma.
O primeiro artigo do regulamento da Copa Brasil obriga a participação dos clubes.
Eles não são meros convidados que podem dizer não.
Nabi até admitiria a competição.
Desde que o Clube dos 13 aceitasse o cruzamento com o módulo amarelo.
Mas o Clube dos 13 diz não.
Está criado o princípio do caos.
18 de out. de 2008

Por ROBERTO VIEIRA
O título da Copa União 1987 é do Flamengo.
O título brasileiro de 1987 é do Sport.
Dito isso, qual a importancia de um documento assinado pelo Sport em 1997?
Documento cuja existencia é tão discutível quanto a do Santo Graal?
Tudo e nada.
Nada porque o título brasileiro do Sport já foi homologado pela FIFA.
Tudo. Porque se existe mesmo o tal documento está comprovada uma pulha no futebol brasileiro digna de Maria Madalena.
Em 1997 o Flamengo tentou através do Clube dos 13 a divisão do título.
Segundo matéria nos jornais pernambucanos na época, o presidente do conselho deliberativo do Sport, Homero Lacerda, enviou carta ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, denunciando a manobra.
Homero Lacerda garantia ainda manter a luta pela moralização do futebol brasileiro. Pois o clube dos 13 nunca agira de forma ética.
Clube dos 13 no qual o Sport acabava de adentrar.
Os cristãos afirmam que a entrada do Sport no Clube dos 13 se deu por força econômica e poderio nas quatro linhas do gramado.
Os fariseus teimam em afirmar que o Sport vendeu o título de 1987 para entrar no Clube dos 13.
E que teriam até um documento comprovando tal versão.
Como se vê, nada muda e tudo muda com a divulgação da assinatura do Sport no tal documento.
Caso a CBF esteja mentindo, cabe a CBF se calar definitivamente sobre o caótico ano de 1987.
Porém, caso exista mesmo o documento, cabe a diretoria da Ilha do Retiro explicações aos seus torcedores.
Explicações de como venderam a alma ao chifrudo...
17 de out. de 2008
...CONTINUAÇÃO
Ao final de um turbulento encontro, com opiniões divergentes quanto à postura a ser tomada pelo movimento, decidiu-se, por consenso, aceitar o cruzamento de forma apenas a não impedir que bola rolasse no final de semana seguinte.
Porém, lembro-me bem, após a reunião, alguns dos representantes dos clubes, aqueles mais chegados a este ou aquele jornalista, confidenciavam que a decisão visava apenas e tão somente atender aos aspectos burocráticos.
Havia sido decidido ali que NENHUM dos filiados ao movimento recém-criado aceitaria o cruzamento ao final do Módulo Verde, este sim instituído por eles e com respaldo da opinião pública como o verdadeiro Campeonato Brasileiro.
O descrédito moral da CBF de Nabi e Octávio, aliado ao desejo dos brasileiros de ter uma competição disputada pelos grandes clubes e ao parecer favorável do então presidente do extinto CND, Manoel Tubino, legitimava o movimento.
Lembro ainda que foi justamente por ter tido acesso à informação de que não haveria o cruzamento dos módulos que o América, não aceitou jogar o Módulo Amarelo, sendo rebaixado à Terceira Divisão do Brasileiro de 1988.
Aqui, fecho o parêntese.
O descaso, a pequenez, o amadorismo (no pior dos sentidos!) e a falta de compromisso com o futebol brasileiro fez com que este caso fosse abandonado num passado qualquer como as discussões vencidas no grito.
A CBF, em nova gestão, aproveitou-se de um parecer da Justiça Comum e deu o caso como resolvido, mesmo sabendo que a FIFA não reconhece a soberania das leis nacionais, mesmo sabendo que os brasileiros, em sua maioria, legitimaram o título conquistado pelo Flamengo.
O Flamengo, abandonado moralmente e satisfeito com o grito de campeão que sua torcida fez ecoar pela mídia em todo o Brasil, também pouco (ou nada!) fez para que a instituição que legalizava sua conquista (Clube dos 13) endurecesse o jogo com a CBF, já que não havia porque brigar pelo ideal defendido com tanta rigidez nos primeiros meses de sua criação.
E o Sport, alçado esportivamente à condição de Campeão Brasileiro por ter aceitado as regras de uma competição que ele apenas aceitou cumprir, não viu porque, na ocasião, brigar por um ideal pelo qual não fora convidado a defender. Principalmente com o amparo da Justiça, ainda que anos mais tarde se unisse aos "revolucionários" de outrora.
Rubro-negros, por ironia, Flamengo e Sport, ou Sport e Flamengo, que tratem agora de se orgulhar pelas emoções que ofereceram a seus numerosos e incondicionalmente apaixonados torcedores.
Legalmente, o Sport jamais perderá o título conquistado campo.
Moralmente, o Flamengo jamais deixará de ter sido o campeão daquela Copa União.
E a CBF que trate de saber dar destino ao imbróglio que ela mesma criou.
Afinal, como se não bastasse o título em si, por que após o final do Brasileiro de 92, conquistado pelo Flamengo, um novo troféu foi colocado em disputa, com novo nome e regras para sua posse final?
Se o clube carioca não era por ela reconhecido o legítimo campeão brasileiro de 87, por que recolher a tal Taça de Bolinhas num cofre bancário, encerrando a contabilização que regulamentava seu direito de posse?
Hoje, 21 anos mais tarde, não posso ser culpado por acreditar que o Sport é o campeão de fato, e o Flamengo é o campeão de direito, ou vice-versa, ou versa-vice.
Preocupa-me, sim, é arte que hoje se esquecem de discutir, ou a espécie que poucos se preocupam em preservar.
Roberto, quanto à ata, devo ter novidades hoje à tarde.
O nome do presidente me foi passado por um informante do Clube dos 13, baseado nos dados históricos.
A certeza sobre quem assinou o documento de filiação terei neste contato de daqui a pouco.
Abs,
Gilmar Ferreira

Atrás de respostas. Atrás do Santo Graal.
Também percorri os caminhos que levaram a inclusão do Sport no Clube dos 13 em 1997.
Nos próximos dias vamos conversar sobre o assunto. Em busca da verdade dos fatos.
Sem regionalismos ou clubismos.
Como não poderia deixar de ser, abre a série o jornalista Gilmar Ferreira do Blog Futebol, Coisa e Tal.
Gilmar que deflagrou semana passada a reabertura da questão rubro negra.
Meu muito obrigado a Gilmar e todos que colaboraram no trabalho...










