
Por ROBERTO VIEIRA
Aos 60 anos de idade, Armando Nogueira já era um mito.
Poeta das palavras e do futebol, esse botafoguense acreano também comandava o jornalismo da vênus platinada.
E decidiu, baseado em pesquisas, investir na revolução do Clube dos 13.
A idéia era excelente no papel.
Mas falhou em um ponto sutil:
Os jogos que seriam transmitidos no domingo eram sorteados.
De forma a tentar não afastar os torcedores dos estádios.
E os sorteios foram terríveis.
Só pintavam os piores jogos na telinha.
Emoção mesmo, só nas últimas rodadas com as semifinais.
Para o bem ou para o mal, a verdade é que a televisão virou patrão.
E o futebol brasileiro que estava se afogando, segurou a mão estendida.
Para nunca mais soltar...
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