E era pra ser 4 x 2 mesmo!
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21 de mar. de 2013
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 15:00
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E era pra ser 4 x 2 mesmo!
21 de nov. de 2012
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 09:30
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O Mestre Celso Assunção no comando.
A dupla Dubeux na equipe titular.
Ana Cecília.
Simone Alves.
Simone Nader.
Fernanda.
Chada, Ana Luíza, Andréa.
Cláudia e Geane.
Um 3x2 na final sobre o Sport.
E tem gente que só pensa em futebol...
14 de ago. de 2012
2 de ago. de 2012
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 19:09
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Roberto:
Comentários à margem das fotos do Blog:
1 Com toda falta de elegância, eu queria Obdulio Varela no meu time.
2 Quem viu as Copa de 82 e 86 pela TV sabe do que estou falando: era como se a gente estivesse vendo Ivan Brondi quando aparecia Girese desarmando e articulando o jogo da Seleção Francesa.
Lucídio.
5 de jul. de 2012
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 06:32
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Era um 5 de julho de festa.
Véspera do aniversário.
A bola era motivo de alegria e paixão.
Bola que rolava de pé em pé de Falcão.
Bola que atendia pelo nome de Doutor.
Bola que era Galinho.
Leandros e Juniores.
Mas como em todo conto de fadas.
Também havia um lobo e uma rainha má na esquina.
O futebol que reaprendera a sorrir feito criança.
Depois dos pesadelos húngaros e holandeses.
O futebol estava prestes a ser negado pela terceira vez.
‘Bye bye missamerican pie...’ tocava no rádio.
E a bola encontrou Paolo Rossi.
Gol.
Sócrates empata.
Mas o logo Gentil rasga despudoradamente as vestes de Quintino.
Só que neste conto de fadas não existe final feliz.
Pois a bola continua procurando Rossi.
O espelho se quebra e quebra-se o encanto.
Encanto que ganha contornos da realidade fria.
O Brasil se descobre novamente numa masmorra autoritária.
Censura, violência e miséria.
O delírio de uma taça erguida pelo capitão Brasileiro seesvai.
Lágrimas rolam.
Lágrimas sempre irão marejar os olhos ao lembrar.
Paolo Rossi e seus gols.
No dia em que o futebol acabou...
‘Bye byemiss american pie...’
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 06:04
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Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM
Dia 5 de julho de 1982.
Não tinha aula aquele dia, pois era jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.
O melhor time do mundo entraria em campo apenas para confirmar a sua classificação.
Depois de 4 vitórias, bastava um empate frente a Itália para passarmos as Semifinais.
Certamente não empataríamos, venceríamos...
Logo no começo da partida, a Itália abriu o placar.
Não era problema, pois contra a União Soviética e Escócia, também tínhamos saído atrás no placar.
Logo em seguida Sócrates empatou e abriu o caminho para mais uma vitória.
Venceríamos novamente...era uma questão de tempo.
Mas, veio a Itália e voltou a ficar a frente no placar.
O primeiro tempo acabou 2 a 1 a favor deles.
Certamente, voltaríamos no segundo tempo e passaríamos por cima deles.
O jogo era duro, mas era uma questão de tempo.
Falcão empatou e reabriu o caminho para a vitória.
Sim, pois o nosso time não empatava, só ganhava.
Pouco depois, a Itália voltou ao ataque e teve um escanteio a seu favor.
O mundo parou ali, e novamente os italianos voltaram a frente no placar.
Desta vez, não haveria mais gol algum.
Se bem que os italianos chegaram a fazer o quarto gol, anulado, de forma duvidosa, pelo árbitro.
Mas o sofrimento não acabou ali, uma vez que no último minuto Oscar marcou o gol de empate.
Não, foi apenas um sonho...
O fim de um sonho.
A última vez que chorei por causa de futebol.
Incrível como um assunto, menos importante como o futebol, pode provocar sentimentos tão intensos e eternos.
Digo isso, pois, se na vida pessoal, um grande primeiro amor, embora jamais esquecido, possa ser substituído, quando falamos de futebol, nosso primeiro grande amor não pode ser esquecido tão pouco substituído.
4 de jun. de 2012
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 16:00
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O arqueiro Jairo dá rebote.
Joãozinho não perdoa.
Com este empate na bacia das almas.
O campeonato pernambucano de 1982.
Muda de endereço...
1 de jun. de 2012
Publicado por BLOG DO ROBERTO VIEIRA
Publicado em 08:00
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Por ROBERTO VIEIRA
1º de junho de 1982.
A Copa do Mundo está logo ali.
O Brasil descansa em Lisboa.
Os navios argentinos repousam no fundo do oceano das Malvinas.
E o Barcelona contrata o jovem Diego Maradona.
Menotti fica irritado.
A seleção portenha está concentrada em Villajoyosa.
Mas o que é a seleção perante milhões de dólares.
Um exército de Galtieri.
Pra quem imaginava o brilho do Pibe.
A Copa da Espanha se revelou amarga.
O delírio das Malvinas atinge o elenco.
Jogadores choram a morte de familiares.
Maradona fica só diante da muralha belga.
Maradona sofre nas chuteiras de Gentile.
Maradona é expulso ao agredir Batista.
O chamado 'Contrato del Siglo' vai por água abaixo.
Maradona se perde na Catalunha.
Muitos o julgam fracassado.
Mas sempre existe a velha Nápoles.
Sempre existe um México na biografia dos gênios.
Porque a história vivida.
Sempre é muito mais intrincada e surpreendente que a mais alucinada das imaginações...
16 de dez. de 2008
Publicado por Unknown
Publicado em 19:52
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[IMAGEM]
Manchete do dia 16 de dezembro de 1982.
Josemir Correia eleito no Náutico.
O Náutico será vice em 1983.
Coisas do futebol.
E bicampeão 84/85.
Com campanhas memoráveis no futebol brasileiro.
Tempos da Ilha transformada em Casa de Festejos.
Há 26 anos...
5 de jul. de 2008
Publicado por Unknown
Publicado em 08:32
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O Flamengo era o líder do Brasileiro. Era o campeão da Libertadores.
Era o campeão do mundo.
O Náutico era um clube lutando para se reerguer.
Um boxer quase nocauteado. Grogue.
Em 1982, uma derrota no Arruda contra o São Paulo de Serginho Chulapa.
Outra derrota nos Aflitos frente ao Ferroviário do Ceará.
O Náutico abraça as cordas. O mundo gira ao seu redor.
O árbitro já iniciara a contagem.
Corajoso, o Timbu se lançou na missão impossível.
Lutar de igual para igual com São Paulo e Flamengo fora de casa.
E foi nesse momento de guerra que o Náutico iniciou sua trajetória de grande clube nos anos 80.
Numa quarta-feira de garra e tensão, o Náutico foi pra cima do São Paulo no Morumbi.
E arrancou um empate com a faca entre os dentes.
Três dias depois, o Maracanã incrédulo assisitiu o Timbu encarar o Flamengo de Zico.
(Pra quem não lembra, o jogo em Recife terminou 4 x 3)
Comandado por Lourival o timbu empata em 0 x 0 o primeiro tempo.
No segundo, a igualdade se mantém até os 33' quando Tita invade a área alvirrubra em claro impedimento.
O arqueiro Jairo salva sensacionalmente, mas Nunes vem na corrida e abre o marcador para o Flamengo.
A torcida ainda comemora quando o alvirrubro dá a saída e vai para o ataque.
Jonas recebe a pelota na intermedária e enxerga Lupercínio entrando por trás de Lico.
A bola chega com açúcar e com afeto para a bomba do ponteiro esquerdo de Rosa e Silva.
Gol.
O Flamengo bate o centro, mas o Náutico chega novamente com Jonas que cruza e a bola passa raspando a meta defendida por Raul Plassman.
Para surpresa de muitos, inclusive de muitos torcedores, o Náutico arranca a sua classificação fora de casa.
No peito, na técnica e na raça.
Como deve sempre jogar um clube que deseja ser grande.
Pois quem tem medo...
Vocês já sabem o que acontece.
4 de jul. de 2008
Publicado por Unknown
Publicado em 23:24
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Por ROBERTO VIEIRA
Foi um daqueles instantes que definiram uma época. A Argentina de Galtieri teve as suas Malvinas. O Brasil de Figueiredo, seu Sarriá. A vitória na guerra ou na Copa daria sobrevida aos agonizantes governos militares. Os caudilhos hipnotizam o povo com sonhos de grandeza. Mas alguém inventou de contar até três antes do tempo. E o que era sonho virou Rossi.
Era a véspera dos meu aniversário de dezoito anos e eu estava longe daqui. Estudante de intercâmbio. Não vi o jogo. Apenas sabia do resultado depois, pelos jornais. Quando sabia. Nesse dia em particular, eu soube do resultado de froma cruel. Ligando a televisão e vendo o placar na tela silenciosa. Fiquei mudo e delirei que ainda haveria um segundo tempo, afinal o Brasil tinha virado o jogo contra a URSS e a Escócia. Mas que nada!
3 x 2 para a Itália. E meus amigos ainda compraram pizza para o almoço. Só então notaram meu semblante pálido, distante, imaginando o silêncio na terra brasilis. Todo mundo perdeu a fome.
Lendo depois os jornais da época que meus pais guardaram para mim, percebi uma unanimidade rara em nosso povo. A unanimidade das guerras. Pesquisa realizada na véspera do encontro contra a Itália considerava nosso escrete imbatível. A única voz discordante na imprensa pernambucana ocorreu na coluna de Paulo Fernando Craveiro. Craveiro que recordou a tragédia de 1950. Craveiro que considerava a Copa de 82 sofrível. Craveiro que cunhou a frase histórica: "Derrota não tem vacina!"
Tal como hoje, a inflação era o assunto do momento. Em uma das propagandas mais hilárias da história do Brasil, o governo Figueiredo comemorava a queda da inflação irreal. De 121% em junho de 1981 para... 97% em junho de 1982. Durma-se com um discurso desses. Arraes cedia o governo para Freire, mas as cicatrizes seguiriam plenas.
Pra complicar vencemos a Argentina de Maradona! Um 3 x 1 que nos conduziu ao absurdo da soberba (como o 6 x 1 contra a Espanha em 1950).
A goleada é a véspera da zebra, diria Gustav Sebes.
No final da década de 70, o Perugia da Itália saiu do anonimato jogando na defesa e com um atacante magistral: Paolo Rossi. Rossi se envolveu com o suborno de um zagueiro adversário e foi severamente punido pela federação italiana. Perto da Copa, a Itália agonizava sem gols. Perdoaram Rossi e o levaram para a Espanha. Mas até o encontro contra o Brasil, Rossi e niente era a mesma coisa. Muitos italianos já se perguntavam o que Bearzot via nele.
Descobriram depois dos 90 minutos no Estádio Sarriá. Rossi balançou as redes brasileiras por três vezes. Um recorde desde a Copa de 1938 quando o polonês Willimowski marcou quatro vezes no Brasil.
O chargista Humberto não perdeu tempo, incorporou o espírito do povo e tascou uma imagem do medo italiano em enfrentar nossos bravos pracinhas. A campanha da Itália ganhava corpo quarenta anos depois. Só faltou inventarem de falar em Monte Castelo novamente. E tome piadinha de que o Brasil ia almoçar lasanha, etc e tal.
Tive esse jogo gravado quinhentos anos. Depois joguei fora. Todo mundo conhece cada momento jogado naquela tarde. Rossi abriu o marcador. O Brasil imaginava que iria virar quando bem entendesse. Sócrates marcou um golaço deslocando Zoff...
Logo depois, Cerezo lanço para o miolo de zaga que ficou sonhando enquanto Rossi tomava a bola e marcava 2 x 1. Telê reorganizou a bateria da escola de samba no intervalo, Falcão empatou em um tirombaço de fora da área.
Foi quando a defesa avançou para roubar a bola dos italianos e Júnior ficou em cima da linha de gol... pedindo impedimento de... Rossi: 3 x 2.
A derrota não tem vacina.
Durante os próximos doze anos o Brasil perseguiria a Copa do Mundo. Uma geração de craques é até hoje execrada por jogadores como Dunga. Zico virou sinônimo de fracasso em mundiais. O futebol sofria mais uma derrota para si mesmo. Derrota tão grande que nem sei como sobreviveu. Espetáculo operístico, transformou-se nos anos seguintes em Bolsa de Valores.
O êxodo de craques brasileiros para o exterior atingiu proporções platinas. A reformulação do futebol brasileiro iniciada por Giulite Coutinho foi pras cucuias.
Mas, se isso serve de consolo, o Brasil acordou cansado e querendo mudanças bem maiores que as mudanças de um jogo de futebol. O Brasil que tinha uma seleção imbatível era o mesmo Brasil que assistia, no dia seguinte a derrota para a Itália, uma invasão em Serra Talhada pelos camponeses esfomeados.
Eu e muitos da minha época começaram a duvidar do milagre brasileiro. Eduardo Galeano na época não escrevia veias abertas em vão. A luta pela redemocratização uniu o país em torno de uma idéia. Ditadura, nunca mais!
Minha história com a Copa de 82 não se encerrava ali. Por uma destas coincidências do destino, quinze anos depois em 1997 lá estava eu em Barcelona. Quando abri o jornal, uma notícia me chamou a atenção. Iam implodir o Estádio Sarriá do Español. Sarriá, palco da tragédia de 1982. Deixei todo mundo no hotel e fui até lá, olhar na tarde catalã, o pequeno teatro do absurdo.
Pedra e solidão exalavam do campo. Os fantasmas brasileiros rondavam a atmosfera mediterrânea. Puxando correntes. Atacando por todos os flancos a meta italiana. Perdendo gols na eternidade de Gaudí.
Peguei sal e joguei sobre a terra.
Só por precaução...
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