5 de jul. de 2008



O Flamengo era o líder do Brasileiro. Era o campeão da Libertadores.

Era o campeão do mundo.

O Náutico era um clube lutando para se reerguer.

Um boxer quase nocauteado. Grogue.

Em 1982, uma derrota no Arruda contra o São Paulo de Serginho Chulapa.

Outra derrota nos Aflitos frente ao Ferroviário do Ceará.

O Náutico abraça as cordas. O mundo gira ao seu redor.

O árbitro já iniciara a contagem.

Corajoso, o Timbu se lançou na missão impossível.

Lutar de igual para igual com São Paulo e Flamengo fora de casa.

E foi nesse momento de guerra que o Náutico iniciou sua trajetória de grande clube nos anos 80.

Numa quarta-feira de garra e tensão, o Náutico foi pra cima do São Paulo no Morumbi.

E arrancou um empate com a faca entre os dentes.

Três dias depois, o Maracanã incrédulo assisitiu o Timbu encarar o Flamengo de Zico.

(Pra quem não lembra, o jogo em Recife terminou 4 x 3)

Comandado por Lourival o timbu empata em 0 x 0 o primeiro tempo.

No segundo, a igualdade se mantém até os 33' quando Tita invade a área alvirrubra em claro impedimento.

O arqueiro Jairo salva sensacionalmente, mas Nunes vem na corrida e abre o marcador para o Flamengo.

A torcida ainda comemora quando o alvirrubro dá a saída e vai para o ataque.

Jonas recebe a pelota na intermedária e enxerga Lupercínio entrando por trás de Lico.

A bola chega com açúcar e com afeto para a bomba do ponteiro esquerdo de Rosa e Silva.

Gol.

O Flamengo bate o centro, mas o Náutico chega novamente com Jonas que cruza e a bola passa raspando a meta defendida por Raul Plassman.

Para surpresa de muitos, inclusive de muitos torcedores, o Náutico arranca a sua classificação fora de casa.

No peito, na técnica e na raça.

Como deve sempre jogar um clube que deseja ser grande.

Pois quem tem medo...

Vocês já sabem o que acontece.



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