O Flamengo era o líder do Brasileiro. Era o campeão da Libertadores.
Era o campeão do mundo.
O Náutico era um clube lutando para se reerguer.
Um boxer quase nocauteado. Grogue.
Em 1982, uma derrota no Arruda contra o São Paulo de Serginho Chulapa.
Outra derrota nos Aflitos frente ao Ferroviário do Ceará.
O Náutico abraça as cordas. O mundo gira ao seu redor.
O árbitro já iniciara a contagem.
Corajoso, o Timbu se lançou na missão impossível.
Lutar de igual para igual com São Paulo e Flamengo fora de casa.
E foi nesse momento de guerra que o Náutico iniciou sua trajetória de grande clube nos anos 80.
Numa quarta-feira de garra e tensão, o Náutico foi pra cima do São Paulo no Morumbi.
E arrancou um empate com a faca entre os dentes.
Três dias depois, o Maracanã incrédulo assisitiu o Timbu encarar o Flamengo de Zico.
(Pra quem não lembra, o jogo em Recife terminou 4 x 3)
Comandado por Lourival o timbu empata em 0 x 0 o primeiro tempo.
No segundo, a igualdade se mantém até os 33' quando Tita invade a área alvirrubra em claro impedimento.
O arqueiro Jairo salva sensacionalmente, mas Nunes vem na corrida e abre o marcador para o Flamengo.
A torcida ainda comemora quando o alvirrubro dá a saída e vai para o ataque.
Jonas recebe a pelota na intermedária e enxerga Lupercínio entrando por trás de Lico.
A bola chega com açúcar e com afeto para a bomba do ponteiro esquerdo de Rosa e Silva.
Gol.
O Flamengo bate o centro, mas o Náutico chega novamente com Jonas que cruza e a bola passa raspando a meta defendida por Raul Plassman.
Para surpresa de muitos, inclusive de muitos torcedores, o Náutico arranca a sua classificação fora de casa.
No peito, na técnica e na raça.
Como deve sempre jogar um clube que deseja ser grande.
Pois quem tem medo...
Vocês já sabem o que acontece.
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários