5 de jul. de 2012



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Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM




Dia 5 de julho de 1982.

Não tinha aula aquele dia, pois era jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.

O melhor time do mundo entraria em campo apenas para confirmar a sua classificação.

Depois de 4 vitórias, bastava um empate frente a Itália para passarmos as Semifinais.

Certamente não empataríamos, venceríamos...

Logo no começo da partida, a Itália abriu o placar.

Não era problema, pois contra a União Soviética e Escócia, também tínhamos saído atrás no placar.

Logo em seguida Sócrates empatou e abriu o caminho para mais uma vitória.

Venceríamos novamente...era uma questão de tempo.

Mas, veio a Itália e voltou a ficar a frente no placar.

O primeiro tempo acabou 2 a 1 a favor deles.

Certamente, voltaríamos no segundo tempo e passaríamos por cima deles.

O jogo era duro, mas era uma questão de tempo.

Falcão empatou e reabriu o caminho para a vitória.

Sim, pois o nosso time não empatava, só ganhava.

Pouco depois, a Itália voltou ao ataque e teve um escanteio a seu favor.

O mundo parou ali, e novamente os italianos voltaram a frente no placar.

Desta vez, não haveria mais gol algum.

Se bem que os italianos chegaram a fazer o quarto gol, anulado, de forma duvidosa, pelo árbitro.

Mas o sofrimento não acabou ali, uma vez que no último minuto Oscar marcou o gol de empate.

Não, foi apenas um sonho...

O fim de um sonho.

A última vez que chorei por causa de futebol.

Incrível como um assunto, menos importante como o futebol, pode provocar sentimentos tão intensos e eternos.

Digo isso, pois, se na vida pessoal, um grande primeiro amor, embora jamais esquecido, possa ser substituído, quando falamos de futebol, nosso primeiro grande amor não pode ser esquecido tão pouco substituído.


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