5 de jul. de 2012









Por ROBERTO VIEIRA


Era um 5 de julho de festa.

Véspera do aniversário.

A bola era motivo de alegria e paixão.

Bola que rolava de pé em pé de Falcão.

Bola que atendia pelo nome de Doutor.

Bola que era Galinho.

Leandros e Juniores.

Mas como em todo conto de fadas.

Também havia um lobo e uma rainha má na esquina.

O futebol que reaprendera a sorrir feito criança.

Depois dos pesadelos húngaros e holandeses.

O futebol estava prestes a ser negado pela terceira vez.

‘Bye bye missamerican pie...’ tocava no rádio.

E a bola encontrou Paolo Rossi.

Gol.

Sócrates empata.

Mas o logo Gentil rasga despudoradamente as vestes de Quintino.

Só que neste conto de fadas não existe final feliz.

Pois a bola continua procurando Rossi.

O espelho se quebra e quebra-se o encanto.

Encanto que ganha contornos da realidade fria.

O Brasil se descobre novamente numa masmorra autoritária.

Censura, violência e miséria.

O delírio de uma taça erguida pelo capitão Brasileiro seesvai.

Lágrimas rolam.

Lágrimas sempre irão marejar os olhos ao lembrar.

Paolo Rossi e seus gols.

No dia em que o futebol acabou...

‘Bye byemiss american pie...’





3 comentários:

  1. Nem chorar eu consegui! Um ano depois,com aquela final CNC X Santa de 83, definitivamente larguei os estádios e a seleção com o mesmo ardor.Até hoje não me conformo!

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  2. Frequentava estádio de futebol quando as preliminares começavam as 13:00 e já havia bom público nos estádios. As partidas principais eram as 15:00 e o campo já estava com excelente público. Tenho 56 anos e depois da Dinamáquina, da Laranjas Mecânica e do Santos de Pelé, que tive a honra de ver jogar, quando faltavam dois cgols do Rei para o milésimo. O mundo nos encanta com a seleção do "PROFESSOR E MESTRE" Telê. Sou alvirrubro e depois da parreirada de 83, só voltei aos estádios quando Mestre Giva e o América/MG, eleminaram o Náutico em Pleno estádio dos Aflitos. Foi mionha última incursão a um estádio de futebol. Só irei novamente, no último jogo do Eládio de Barros Carvalho, onde com certeza verterei todas às lagrimas por ter perdido de ver jogar, Sílvio Luiz, nosso ionesquecível K-U-K-I e outros mais. Olhar os aflitos e saber que não teremos mais o caldeirão, é dar pouco0 a pouco adeus a vida. saudações alvirrubras e boa sorte na nova casa a "ARENA TIMBÚ", e que Deus nos abençoe.

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  3. Mestres, não deixem de ir a campo... é dos últimos lugares onde ainda é permitido chorar...

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Comentários