28 de jun. de 2014
20 de mar. de 2014
Semifinais da Libertadores, 1973.
Bogotá.
O Millionarios marca contra o San Lorenzo da Argentina.
O árbitro Sebastião Rufino anula o tento.
O Millionarios torna a marcar um gol minutos depois.
Rufino marca gol e volta atrás sob a pressão dos jogadores portenhos.
Fecha o tempo.
A multidão invade o gramado para linchar o juiz.
Rufino ainda recebe uns safanões.
Antes da polícia prender quarenta torcedores.
Altas horas da madrugada.
Rufino e o San Lorenzo deixam o estádio.
Em veículos de combate.
A Confederação Sul americana suspende o árbitro pernambucano por 60 dias.
9 de ago. de 2013
Geneton Moraes Neto era um menino.
1973.
E já publicava no suplemento Júnior do Diario de Pernambuco.
Chico Buarque veio tocar no Santa Isabel.
O pequeno Geneton não se fez de rogado.
Foi lá.
Entrevistou Chico e MPB 4.
Porque o importante mesmo era cantar...
5 de ago. de 2013
5 de agosto de 1973.
Dr. José Queiroga está confiante.
Tostão nem tanto.
O trauma de Bogotá - onde sequer foi examinado por um oftalmologista
trauma que se repetiu no Pacaembu com Ditão.
O trauma foi definitivo.
Cirurgia em Houston.
Copa do Mundo.
Campeão da Minicopa.
Herdeiro de Pelé.
Os três milhões e quinhentos mil cruzeiros do Vasco da Gama.
Tudo se confunde na mente do artista.
O Instituto Brasileiro de Resseguros lançou o aviso.
Tostão não deve ter apólice aceita por nenhuma seguradora.
O risco é fatal.
Livro de Herman Hesse nas mãos.
Morre o craque.
Nasce o médico...
14 de jul. de 2013
Há 40 anos.
Filinto Muller se foi.
Carniceiro de Vargas.
Presidente da ARENA.
Elogiado na VEJA de 18 de julho de 1973.
Nada mais Brasil...
5 de abr. de 2013
24 de mar. de 2013
O rock produziu algumas obras de arte.
Arte que supera o tempo.
Michelangelos de som.
No dia 24 de março de 1973.
Uma desta obras revelou o lado escuro da lua.
Um long play tão revolucionário - e perfeito do ponto de vista sonoro.
Que servia pra testar a qualidade dos aparelhos de som da indústria.
Claro.
Havia o engenheiro de som Alan Parsons.
Havia a mitológica capa da mitológica Hipgnosis.
Mas havia música.
Rogers, Ravid e Mason.
Seis anos após Sgt. Peppers.
Abbey Road era o centro do universo...
Que mais?
Ouvir, Mestre!
Ouvir e viajar...
21 de mar. de 2013
Carcaram la mano na gente, Mestres!
Amistoso.
O Brasil sem perder por 32 partidas.
Empatado com a Hungria.
E eu na frente da TV.
P... ossesso.
16 de mar. de 2013
Há quarenta anos.
Policiais ingleses não queriam largar o saco de Pelé.
Saco recheado de dólares.
No aeroporto de Londres.
Pelé que conhecia bem a história.
Das malas santistas recheadas de dinheiro das excursões.
Sumindo nos aviões da vida.
Não largava seu tutu por nada desse mundo...
18 de ago. de 2012
O jogo passou na televisão.
Um bando de meninos rubro negros.
Correndo contra os rapazes tricolores.
Se a média de idade do Fluminense era baixa - tempos do Young Flu.
A média de idade do Sport era maternal.
A bruxa estava solta.
François Cevert morto na Fórmula 1.
O Chile prometendo democracia para 1976.
Péron trocando os estudantes pelos militares.
Geisel no Poder.
Egípcios e sírios atacando no Dia do Perdão.
O Fluminense sentia a falta de Manfrini.
Mas Cléber jogando fora de posição matou a pau.
Toda a retranca do Sport foi por água abaixo.
Quando aos 25 minutos de jogo.
O lateral Toninho cruzou.
O 'bode' Dionísio matou a bola e fuzilou de pé direito: Flu 1x0.
José de Assis Aragão apontou pro centro de campo.
E 10 mil tricolores balançaram as bandeiras no Maracanã.
O Sport?
Jogou com Tião; Marcos, Lula Pereira, Lima e Grilo;
Meinha e Rubem Salim;
Ditinho, Mario, Odilon e Ivanildo.
O grande Drailton entrou na segunda fase no lugar de Rubem Salim.
O Sport apertou o Fluminense da dupla Bruñel e Assis.
Mario acertou a trave de Vitório.
Mas ficou nisso mesmo.
Vitória do Sport sobre o Fluminense no Rio em Brasileirão?
Só mesmo em 1981.
Porém,
aí já é outra história...
16 de jun. de 2012
Mas também deu uma sapecada no Bayern em 1973.
Coisa de dois gênios quando se encontram.
Gênios que jogaram juntos, bicho!
15 de jun. de 2012
24 de dez. de 2008
Givanildo foi um gigante do futebol.
Um homem que parava Pelé.
Na bola.
Essa não precisam me contar, eu vi.
Duas vezes.
Os meus dois primeiros jogos em campo?
Dois jogos Santa Cruz x Santos.
Em 1973, a dor.
Givanildo disputa uma bola com Chico Explosão do Náutico.
E Chico explode com Givanildo.
Givanildo sofre.
A expressão de sua dor é captada pela lenta da câmara.
Clavícula fraturada.
Dois meses longe da bola.
Givanildo começou na ponta esquerda.
Até que um dia, decisão contra o Sport.
O técnico Duque chamou o craque e falou:
"Vem Givanildo, vai ser médio volante na vida!"
Um clube é feito de homens.
Do trabalho desses homens.
Hoje, a Arena da Baixada é um orgulho do povo atleticano.
Mas não era assim.
O clube quase fechou suas portas.
Inadimplente.
Em jejum de títulos e esperança.
Na foto, o ano de 1973...
[imagem]
28 de nov. de 2008
5 de ago. de 2008
14.133 pagantes para o primeiro jogo em Brasileiros entre Náutico e Atlético-PR no Arruda.
Era a primeira participação do Furacão em Brasileiros.
Na véspera o Esporte perdera do América-MG em Belo Horizonte por 4x1.
Restava ao Timbu um resultado positivo.
O Timbu que ainda insistia em deixar o gênio de Jorge Mendonça no banco.
Coisa de quem não tem o que fazer.
Também é difícil entender Sicupira no banco. Melhor pra gente.
No primeiro tempo o domínio alvirrubro é total. Aos 13' Elói fuzila o goleiro Gainete que manda a córner.
Aos 18' Didi arrisca e Luís Fernando 'bate-roupa' como se dizia na época. Borges, a grande figura do jogo, manda para escanteio.
22' e uma tabela entre Betinho e Vasconcelos termina com Paraguaio cara a cara com o gol. Gainete recorda-se dos tempos no Internacional e segura firme.
Com 25' não tem jeito. Borges domina no peito, invade a área e marca: 1x0.
O Náutico continua pressionando no segundo tempo e aos 2' Paraguaio lança Vasconcelos. Só diante do gol, Vasconcelos faz o mais difícil. Perde o gol.
10' e Paquito enfim dá o ar de sua graça. A zaga salva.
25' E Franklin salva a única chance real de gol do Atlético num chute de Sergio Lopes.
O Náutico devolve o placar da partida entre as duas equipes em 68 no Robertão.
Partida dos tempos em que o velho capitão Bellini dava as ordens no Furacão (FOTO).
Tempos em que Mariguella era baleado em São Paulo.
Tempos que já não voltam mais...
13 de jul. de 2008
Em 1973 o Santa Cruz foi enfrentar o América de Natal.
Nada menos que 1500 torcedores invadiram a capital potiguar.
Isso depois de fazer uma histórica carreata que teve início na Praia do Meio e foi até o Estádio Castelo Branco, o popular Castelão.
Durante o trajeto houve o encontro das torcidas sem qualquer incidente.
A moda na época era levar tamancos ao estádio. E bater com os tamancos para incentivar o time.
Mais de mil tamancos foram confeccionados para a viagem pelo Sr. José Geraldo Gomes, residente nos Aflitos.
Quando chegou em Natal, ele os distribuiu com as crianças da cidade antes da carreata na Praia do Meio. Pra fazer mais barulho.
Em 1973 a torcida potiguar estava unida em torno do América.
O ABC havia sido desqualificado para competições nacionais no ano anterior pela CBD.
A torcida coral teve contra si a união de torcedores do Alecrim, do Força e Luz, do Riachuelo, do ABC e, lógico, do América.
Havia também duas bandeiras do Náutico e Sport tremulando nas gerais. Torcedores vindos da Paraíba.
Não se sabe torcendo pra quem.
Em campo, uma batalha.
O América não contava com o genial zagueiro Scala. Perdeu o zagueiro Emidio, expulso com pouco tempo de jogo. Já o meio campo Careca perdeu a unha e ficou fazendo número em campo.
O Santa Cruz teve Fernando Santana expulso ao trocar gentilezas com Emídio. Mas chegou a estar vencendo por 2 x 1.
Até que o célebre árbitro Valquir Pimentel marcou um pênalti no final da partida. Pênalti convertido com frieza por Afonsinho.
O América iria conquistar invicto a Copa Norte-Nordeste realizada paralelamente ao Brasileirão.
E a torcida do Santa Cruz aplaudiria nas arquibancadas do Castelão seu artilheiro Ramon.
Ramon que viria a ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro com 21 gols.
Na frente de Pelé, Leivinha, Dario e cia.
Como detalhe, a camisa do goleiro Ubirajara do América.
Camisa com o número 77.
Que no jogo do bicho é peru.
11 de jul. de 2008
Por ROBERTO VIEIRA
Foi um jogo banal entre duas equipes desesperadas no Brasileirão.
O Náutico já era um embrião de um grande time com Jorge Mendonça e Sidcley.
O Sport era o próprio embrião com Odilon. Criança em campo. Jovem jogado às feras.
O Náutico atuou com Helinho; Borges, Djalma Sales, Sidcley e Cincunegui; Divino e Vasconcelos; Gilvan, Jorge Mendonça, Edvaldo e Betinho (Paraguaio).
O técnico Schiller Diniz achava que Paraguaio, Dedeu e Jorge Mendonça não podiam jogar juntos. Imaginava que Edvaldo era o novo Bita. Que fazer?
No dia 11 de novembro de 1973, um público de 22.713 pagantes assistiu o primeiro Clássico dos Clássicos em Campeonatos Brasileiros.
Um jogo apitado discretamente pelo mineiro Maurílio José Santiago no Arruda.
Como discreto foi o 0 x 0 final.
O Sport alinhou Tião; Marcos, Lima, Lula e Grilo; Meinha e Rubens Salim; Ditinho (Wilson), Odilon, Moacir e Orlando.
O Sport limitou-se a fechar a entrada área. Quando Odilon tentava alguma coisa, a defesa do Náutico parava o jogador no pau.
A única chance real do primeiro tempo veio por intermédio de Betinho que cruzou violentamente da esquerda para Gilvan que falhou na conclusão.
Aos 5' do segundo tempo o jovem Edvaldo chutou de primeira para um milagre de Tião.
Odilon invadiu a área e foi desarmado por Djalma Sales na última hora. De carrinho.
E foi só.
Náutico e Sport continuavam com chance de classificação para a segunda fase. Porém, apenas o Santa Cruz de Ramon chegaria mais longe no torneio.
Dois dias depois o governo anunciava um aumento de 10% na gasolina.
O conflito entre árabes e judeus chegava ao Brasil.
O Milagre Brasileiro chegava ao fim.









