Em 1973 o Santa Cruz foi enfrentar o América de Natal.
Nada menos que 1500 torcedores invadiram a capital potiguar.
Isso depois de fazer uma histórica carreata que teve início na Praia do Meio e foi até o Estádio Castelo Branco, o popular Castelão.
Durante o trajeto houve o encontro das torcidas sem qualquer incidente.
A moda na época era levar tamancos ao estádio. E bater com os tamancos para incentivar o time.
Mais de mil tamancos foram confeccionados para a viagem pelo Sr. José Geraldo Gomes, residente nos Aflitos.
Quando chegou em Natal, ele os distribuiu com as crianças da cidade antes da carreata na Praia do Meio. Pra fazer mais barulho.
Em 1973 a torcida potiguar estava unida em torno do América.
O ABC havia sido desqualificado para competições nacionais no ano anterior pela CBD.
A torcida coral teve contra si a união de torcedores do Alecrim, do Força e Luz, do Riachuelo, do ABC e, lógico, do América.
Havia também duas bandeiras do Náutico e Sport tremulando nas gerais. Torcedores vindos da Paraíba.
Não se sabe torcendo pra quem.
Em campo, uma batalha.
O América não contava com o genial zagueiro Scala. Perdeu o zagueiro Emidio, expulso com pouco tempo de jogo. Já o meio campo Careca perdeu a unha e ficou fazendo número em campo.
O Santa Cruz teve Fernando Santana expulso ao trocar gentilezas com Emídio. Mas chegou a estar vencendo por 2 x 1.
Até que o célebre árbitro Valquir Pimentel marcou um pênalti no final da partida. Pênalti convertido com frieza por Afonsinho.
O América iria conquistar invicto a Copa Norte-Nordeste realizada paralelamente ao Brasileirão.
E a torcida do Santa Cruz aplaudiria nas arquibancadas do Castelão seu artilheiro Ramon.
Ramon que viria a ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro com 21 gols.
Na frente de Pelé, Leivinha, Dario e cia.
Como detalhe, a camisa do goleiro Ubirajara do América.
Camisa com o número 77.
Que no jogo do bicho é peru.
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