Por ROBERTO VIEIRA
Foi um jogo banal entre duas equipes desesperadas no Brasileirão.
O Náutico já era um embrião de um grande time com Jorge Mendonça e Sidcley.
O Sport era o próprio embrião com Odilon. Criança em campo. Jovem jogado às feras.
O Náutico atuou com Helinho; Borges, Djalma Sales, Sidcley e Cincunegui; Divino e Vasconcelos; Gilvan, Jorge Mendonça, Edvaldo e Betinho (Paraguaio).
O técnico Schiller Diniz achava que Paraguaio, Dedeu e Jorge Mendonça não podiam jogar juntos. Imaginava que Edvaldo era o novo Bita. Que fazer?
No dia 11 de novembro de 1973, um público de 22.713 pagantes assistiu o primeiro Clássico dos Clássicos em Campeonatos Brasileiros.
Um jogo apitado discretamente pelo mineiro Maurílio José Santiago no Arruda.
Como discreto foi o 0 x 0 final.
O Sport alinhou Tião; Marcos, Lima, Lula e Grilo; Meinha e Rubens Salim; Ditinho (Wilson), Odilon, Moacir e Orlando.
O Sport limitou-se a fechar a entrada área. Quando Odilon tentava alguma coisa, a defesa do Náutico parava o jogador no pau.
A única chance real do primeiro tempo veio por intermédio de Betinho que cruzou violentamente da esquerda para Gilvan que falhou na conclusão.
Aos 5' do segundo tempo o jovem Edvaldo chutou de primeira para um milagre de Tião.
Odilon invadiu a área e foi desarmado por Djalma Sales na última hora. De carrinho.
E foi só.
Náutico e Sport continuavam com chance de classificação para a segunda fase. Porém, apenas o Santa Cruz de Ramon chegaria mais longe no torneio.
Dois dias depois o governo anunciava um aumento de 10% na gasolina.
O conflito entre árabes e judeus chegava ao Brasil.
O Milagre Brasileiro chegava ao fim.
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