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6 de out. de 2013



POR ROBERTO VIEIRA






... o relato a seguir é o depoimento de um dos jogadores alvirrubros das 3 partidas que eliminaram o Cruzeiro da Taça Brasil de 1967.



'Faziam fantasma do Cruzeiro.

O time que venceu Pelé. O time que venceu Pelé.

Quando eles entraram no Mineirão, confesso que tremi.

Foguetes, palavrões e um hippie de camisa amarela puxando a fila.

Nós éramos apenas uns meninos nordestinos metidos a besta.

Uns moleques brincando de jogar bola com essa turma do sul.

Olhei o Dirceu Lopes. Menor que eu.

O Natal também.

E Tostão.

Tostão não metia medo em ninguém.

Mas foi só a bola rolar e eles vieram pra cima de nós. Tocando a bola.

De pé em pé.

Eles não estavam preocupados conosco. E isso era bom.

Com pouco tempo o Mineirão se calou.

Os mineiros ficaram em silêncio.

Que é o jeito mineiro de ganhar da gente.

Como eu ia dizendo, eles vieram pra cima com aqueles toques.

Ainda lembro o grito de Tostão e Dirceu Lopes quando a bola venceu Lula Monstrinho.

O Mineirão explodiu.

Recife emudeceu.

Eles eram os campeões brasileiros.

Nós perdemos por 2x1.

Pra gente estava tudo igual.

Mas quando lemos os jornais do dia seguinte a imprensa não acreditava na gente.

Seu Duque olhou na cara da gente e não disse nada.

Nem precisava.

Eu tive pena do Cruzeiro.

Falo sério.

Eles já estavam derrotados antes mesmo do segundo jogo.

Apenas pelo nosso olhar.

A Ilha do Retiro estava lotada.

Gente saindo pelo ladrão.

A gente marcava o meio, mas no Mineirão os gols sairam do Natal e do Hilton.

Os pontas.

Mas naquela noite não tinha Natal.

Nem São João.

Lala mandou uma bomba no ângulo de Raul. Gol.

Miruca bateu um pênalti.

Bola de um lado. Raul do outro.

3x0!

No Campeão do Brasil.

E agora bastava um empate na sexta-feira.

Um empate.

E então nós olhamos pra Lula.

E Lula disse que não ia passar nada.

Não sou bom com as palavras.

Não consigo descrever o que vai na minha cabeça.

Eu atacava. Eles atacavam.

Parecia aqueles filmes de guerra que passavam no São Luís.

O jogo durou horas.

Eles foram se perdendo nas mãos de Lula (FOTO).

Tragados pelo Monstro.

Quando a gente viu tava ganho.

E começou a briga.

O Manuelzinho levou uma bolacha no pé do ouvido.

Todo mundo brigou, menos eu.

Eu fiquei pensando que não tinha Santos. Não tinha Cruzeiro.

Só tinha o Náutico no mundo.

Porque naquele instante eu era campeão do mundo.

Vestido de vermelho e branco.'

11 de set. de 2013










Por ROBERTO VIEIRA

Cinquenta anos se passaram.
Hoje parece fácil.
Pelé, Coutinho e Gilmar.
Bastava o empate.
Noventa minutos.
O Santos era campeão do mundo.
O Brasil era bicampeão mundial de futebol.
Porém, e talvez por isso mesmo, não foi.
La Bombonera lotada.
O Boca oferecia mundos para uma negra em Buenos Aires.
Boca certo da vitória.
Santos em frangalhos.
Vencera no Maracanã por obra e graça divina.
Não fosse o time do Santos e de todos os cariocas.
O vôo para a Argentina?
Horror.
Vai não vai.
O pedido para adiamento solenemente ignorado pelos Hermanos.
Alberto J. Armando, presidente do Boca.
Ameaçando vencer por W.O.
Fair play?
Orlando e Paulo Valentim vigiados.
Tentativa de Golpe em Brasília.
Paulo Valentim fora.
Oito graus.
Primeiro tempo 0x0.
Dois minutos da etapa final.
Ratin para Sanfilipo: Boca 1x0.
Festa portenha durante exatos cento e dez segundos.
Coutinho empata.
Silêncio.
Gilmar do Santos é neve pura.
Defende dois, três, milhares de chutes.
Pelé dribla Orlando.
Pelé dribla Orlando.
Pelé marca seu 600º gol.
Ou mais ou menos isso – depende do contador.
Santos 2x1.
O Santos era bicampeão da Libertadores.
Fácil?
Uma equipe brasileira só tornou a vencer na Argentina.

Duzentos anos depois.

21 de ago. de 2013





Aniversário do Vasco.

E eu imaginando se Pelé tivesse ficado no Vasco.

Um Vasco com Barbosa, Bellini, Orlando, Vavá, Almir e Pelé por este mundo.

Em 1957?

O Vasco meteu 4x3 no Real Madrid.

Imaginem esse Vasco com Ele...

2 de ago. de 2013






Quatro é pouco?

Oito é demais!

O Barcelona vingou todos os times deste mundo massacrados por Pelé.

A triste realidade do futebol brasileiro.

Futebol que já havia sido humilhado nas duas derrotas do São Paulo em Munique.

Tal realidade fica expressa.

Copa das Confederações à parte.

Aqui já não é o país do futebol.







Eles já se encontraram seis vezes.

O Barcelona ganhou quatro.

Barcelona que nunca teve o Rei do Futebol.

Mas teve três de seus súditos:

Cruyjff, Maradona e Messi.

O Santos dominou o mundo nos anos 60.

Mas a ganância de seus dirigentes.

E a incompetência generalizada do futebol brasileiro.

Mataram a galinha dos ovos de ouro.

Robinho e Neymar vieram depois.

Século XXI.

E mesmo assim o Santos se ajoelha aos catalães.

Se Pelé que era Pelé.

Mesmo marcando quatro gols no Barça não dava conta.

Que dirá dos meninos da Vila logo mais?

O massacre pode ser pior que aquele outro.

O Massacre de Yokoama...

1 de ago. de 2013





O selo mais famoso do futebol brasileiro.

No dia do selo.

7 de jul. de 2013





Aos 16 anos.

7 de julho de 1957.

O menino Pelé estreia na seleção.

Empata o jogo aos 32' da segunda etapa.

Mas um peru do imortal Castilho.

Dá a vitória aos argentinos na Copa Roca...

4 de jul. de 2013





Pelé nunca teve outro bicho de estimação.

Mas até hoje eu não sei.

Qual o nome deste vira lata do Rei.

Quem souber?

Me avise...

19 de jun. de 2013





O Rei não curtia voto.

Rei era Rei.

General general e ponto.

Mas a voz das ruas deixou o Rei nu.

A frase antiga sobre o povo sem saber votar.

As fotografias com a ditadura militar.

O Rei sentiu que podia acabar como Pedro II.

Reis, políticos e alcoviteiros.

Devem ter sempre um olho na raposa e outro no galinheiro.

Antes que seja tarde demais...





15 de abr. de 2013









10 de abr. de 2013





Maior artilheiro do Flamengo.

Antes da Era Zico.

Zico que é fã de carteirinha dele até hoje.

O alagoano Dida foi barrado na Copa de 58 por... Pelé.

Dida que nunca aceitou bem a atitude de Feola.

Mas a culpa é de Papai do Céu.

Nascer na mesma época do Rei é fogo...

5 de abr. de 2013






O arqueiro Detinho era o cão.

Contratado a peso de ouro na Bahia.

Transformou em inexpugnável o bastião tricolor.

Mas.

Bobear na frente de Pelé tinha seu preço.

Detinho - vou no popular

- bate roupa.

E o Rei marca o gol mais fácil da sua vida pernambucana.

Tão fácil que até Amaral Dutra faria...


3 de abr. de 2013





4 de abril de 2001.

A CPI da NIKE alveja Pelé.

O Rei do futebol recua.

Liga da França pedindo para que a Câmara dê um tempo na CPI.

Um tempo que permita ao ex-sócio Hélio Vianna.

Escapar.

A CPI quebra o sigilo bancário de Pelé.

Vai em cima das reservas reais nos paraísos fiscais da Terra.

O atual Ministro dos Esportes ouve Pelé.

Aldo que ia pedir prorrogação dos trabalhos por 60 dias.

Recua.

Pra 45.

Pelé respira.

E vida que segue...

2 de abr. de 2013






Tostão voltava pra seleção.

Pós retinopexia texana.

A seleção faz um três toques.

Pelé se manda pro gol.

Pelé que brincava de goleiro até em jogos oficiais.

Pelé que nunca tomou gol pra valer em campo.

Tostão não se fez de rogado.

Meteu um de letra.

Um de cabeça.

E outro nas caneta do Rei.

Pelé?

Ficou com essa cara da foto...

29 de mar. de 2013





27 de mar. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA


O momento era confuso.

Vinte anos sem ganhar nada.

O futebol brasileiro capengava.

Mas Pelé decidiu ajudar.

Aos 50 anos.

Voltando a vestir a amarelinha.

Paulo Roberto Falcão era o novo técnico.

31 de outubro de 1990.

Uma seleção do mundo com Van Basten, Stoichkov e Roger Milla.

Estádio San Siro de Milão.

Um pouco vazio..

No gol?

O atual técnico rubro negro, Sérgio Guedes.

Na zaga, o também técnico Adilson Batista com Paulão.

Tinha Cafu e César Sampaio.

Tinha até Gil Baiano naquele time.

E também tinha o ex-tricolor Rinaldo.

Rinaldo que encerraria seus sonhos de estrelato naquele dia.

A seleção do resto do mundo vencia por 2x1.

Rinaldo arranca com Pelé ao seu lado.

Pelé desmarcado.

Rinaldo não toca para o Rei.

Preferindo tentar o gol.

Pelé estava livre, leve e solto pra marcar seu último gol pela seleção.

A bola não entra.

Pelé leva na esportiva - será?

E Rinaldo prova que tinha muita coisa a aprender.

No futebol e na vida...




26 de mar. de 2013





Ruiter completa 70 anos.

Nome inesquecível.

Goleador mortal.

Artilheiro da Taça Brasil, 1963.

Deixando o Rei Pelé comendo poeira.

Homem gol do Confiança, Santa Cruz e Campinense.

Um dia, Ruiter foi barbarizar na França.

Melhor jogador do certame francês.

Artilheiro nacional pelo Monaco.

Aos 32 anos, ele voltou.

Para formar dupla de ataque com um jovem atacante do Confiança.

Lá em Sergipe.

Sua terra natal.

O nome do jovem atacante?

Nunes...




19 de mar. de 2013






TIMÃO É BRASIL/1965
Por ROBERTO VIEIRA              


Pelé lançou a idéia.

Pelé que de vez em quando chuta na bandeirinha de escanteio.

Como naquele tempo em que afirmava.

O povo brasileiro não sabe votar.

Mas voltando ao assunto.

Pelé lançou a idéia.

Como nos anos 60.

Pegava-se metade do Santos.

Metade do Botafogo.

E já se escalava 90% da seleção brasileira.

Santos e Botafogo que mandavam por estas bandas.

Pra completar?

Uma pitada de Academia.

Meia colher de Tostão.

Pois bem.

Pelé deu a sugestão ao Felipão.

O Corinthians é de longe a melhor equipe do Brasil.

Das Américas.

O Timão é o campeão do mundo!

Bota o Cássio no gol.

Chicão com Paulo André na zaga.

Nas laterais?

OK!


 Daniel Alves e Marcelo.

Ralf, Paulinho e Danilo no meio.

Pode completar com o Oscar.

E no ataque Pato e Neymar.

Simples assim.

Depois pode tentar um Fred, um Bernardo.

Quem sabe o Kaká e o Ronaldinho.

Mas pra ganhar a Copa das Confederações?

Pra ser Hexacampeão?

Pelé balançou as redes.

O negócio é a seleção do Timão...

Aliás.

Até pra desfazer a imagem daquele jogo contra o Arsenal.

Em 1965.

Quando o Corinthians de Rivelino perdeu por 2x0.

Vestindo a camisa da canarinha.