Por ROBERTO VIEIRA
O belíssimo Toy Story3 eu já vi e revi trezentas vezes.
Mérito dos filhos.
Sempre que vejo, sintoum misto de beleza e angústia no coração.
Aos poucos fui descobrindo o motivo.
Os autores – e é óbvio que pensaram nisso.
Fui checar e a turma do Examiner e NY Post já havia notado a coincidência.
Fui checar e a turma do Examiner e NY Post já havia notado a coincidência.
Colocaram a forte imagem do forno crematório no final da película.
Cada um de nós sente o medo que atingiu judeus, ciganos e afins na Alemanha nazista.
O medo diante do inevitável drama e solução final.
O medo superado pelas mãos dadas com os amigos e família.
Todos fazendo parte do mesmo destino.
A imagem é forte e só conseguimos superá-la no instante seguinte.
No final feliz – afinal é filme de criança!
Será mesmo?
Pois em todos os três filmes vem uma outra mensagem.
Essa não captada pelos críticos.
Essa não captada pelos críticos.
Não existe vida eterna.
O destino do homem é fugaz e está impresso nessa aventura terrestre.
Como brinquedos, chegamos e partimos quando é chegada a hora.
Não existe alma, espírito, vida eterna.
Apenas a lata de lixo da história e o esquecimento.
A vida vale a pena pelas brincadeiras e alegria de algumas tardes de verão.
Mas é tudo.
Resta apenas a amizade para prolongar o vazio de nossa existência.
E essa amizade e este amor pelo próximo é tudo.
Poderia lembrar também da necessidade de amor pelo nosso dono.
Amor pela criança que manipula nossos cordéis.
Criança que brinca de Deus e Senhor de nossas vontades.
Mas se eu for pensar nisso tudo.
Vou achar que Toy Story foi escrito por Nietzsche...
Em tempo:
Ainda poderia falar do ursinho da SS e das sessões de tortura do filme.
Mas vamos ficar por aqui.

Belo texto,Roberto.Bronca mesmo foi no cinema,com meus filhos.Nas cenas de despedida dos brinquedos com seu dono(Andy),que iria para faculdade,percebi o silêncio angustiante na sala.E mal as lágrimas eram enxugadas,acendem-se as luzes...Sacanagem! Kkk
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