Por ROBERTO VIEIRA
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Enquanto era fuzilado na Hungria, o futebol levava Pernambuco ao Maracanã.
Pela primeira vez.
No dia 7 de novembro de 1956.
A seleção pernambucana chegava para enfrentar a seleção carioca.
Um ano depois da derrota dos cariocas ante o Náutico em Recife.
A crônica pernambucana proclamando goleada metropolitana.
Afinal de contas, o Distrito Federal alinhava Pompéia no gol. Misto de goleiro e acrobata.
Na zaga Rubens, Pinheiro e Nilton Santos.
Na frente da zaga?
Zózimo e Bauer.
Isso mesmo! Zózimo e Bauer!
E o ataque vinha com Joel, depois substituído por Garrincha.
Como na Copa de 1958.
Evaristo.
Índio, depois sacado para entrar... Vavá.
Na meia esquerda? Didi!
E na ponta esquerda, o folclórico Sabará.
Um ataque com Garrincha, Evaristo, Vavá e Didi?
Você deve estar imaginando que foi um massacre.
Será?
Pernambuco alinhou Oswaldo Baliza, Caiçara e Lula.
Goleiro do Sport e defesa do Timbu.
Mirim, Aldemar e Nenzinho.
No ataque?
Os jornais estavam crentes que não adiantava ataque.
Esqueceram de divulgar o ataque.
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Mas posso te dizer que jogaram Traçaia, Naninho, Ivson, Soca e Géo.
Como time que tem Caiçara, Lula e Ivson pode ser chamado de seleção...
... o resultado foi um dificílimo 1 x 0 para o Rio.
Gol de Sabará.
Com direito a show da defesa alvirrubra.
Aplausos para o talentoso Ivson.
E ainda a surpresa metropolitana com um futuro jogador da seleção brasileira.
O tricolor Zequinha.
Que entrou no lugar do grande Mirim.
E mostrou que craque joga em qualquer lugar.
Campo de pelada. Ou Maracanã.
Há 52 anos...
... Em tempo, Carlos Celso Cordeiro complementa:
"Sobre este jogo me contaram uma história que não sei se é lenda ou se foi verdadeira.
Jogo no Maracanã.
O Presidente Juscelino compareceu.
Com ele um amigo.
E as esposas.
Juscelino e o amigo sentaram juntos.
As respectivas esposas ficaram na fila de cadeiras imediatamente abaixo.
A um certo momento do jogo Sabará avança pela esquerda.
Caiçara no combate.
Neste exato momento, a esposa de Juscelino fica de pé, atrapalhando a visão de Juscelino.
Juscelino diz: "Sai Sara".
O amigo de Juscelino corrige: "Não é 'Saiçara'. É Caiçara!".
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