7 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

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Enquanto era fuzilado na Hungria, o futebol levava Pernambuco ao Maracanã.

Pela primeira vez.

No dia 7 de novembro de 1956.

A seleção pernambucana chegava para enfrentar a seleção carioca.

Um ano depois da derrota dos cariocas ante o Náutico em Recife.

A crônica pernambucana proclamando goleada metropolitana.

Afinal de contas, o Distrito Federal alinhava Pompéia no gol. Misto de goleiro e acrobata.

Na zaga Rubens, Pinheiro e Nilton Santos.

Na frente da zaga?

Zózimo e Bauer.

Isso mesmo! Zózimo e Bauer!

E o ataque vinha com Joel, depois substituído por Garrincha.

Como na Copa de 1958.

Evaristo.

Índio, depois sacado para entrar... Vavá.

Na meia esquerda? Didi!

E na ponta esquerda, o folclórico Sabará.

Um ataque com Garrincha, Evaristo, Vavá e Didi?

Você deve estar imaginando que foi um massacre.

Será?

Pernambuco alinhou Oswaldo Baliza, Caiçara e Lula.

Goleiro do Sport e defesa do Timbu.

Mirim, Aldemar e Nenzinho.

No ataque?

Os jornais estavam crentes que não adiantava ataque.

Esqueceram de divulgar o ataque.

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Mas posso te dizer que jogaram Traçaia, Naninho, Ivson, Soca e Géo.

Como time que tem Caiçara, Lula e Ivson pode ser chamado de seleção...

... o resultado foi um dificílimo 1 x 0 para o Rio.

Gol de Sabará.

Com direito a show da defesa alvirrubra.

Aplausos para o talentoso Ivson.

E ainda a surpresa metropolitana com um futuro jogador da seleção brasileira.

O tricolor Zequinha.

Que entrou no lugar do grande Mirim.

E mostrou que craque joga em qualquer lugar.

Campo de pelada. Ou Maracanã.

Há 52 anos...

... Em tempo, Carlos Celso Cordeiro complementa:


"Sobre este jogo me contaram uma história que não sei se é lenda ou se foi verdadeira.

Jogo no Maracanã.

O Presidente Juscelino compareceu.

Com ele um amigo.

E as esposas.

Juscelino e o amigo sentaram juntos.

As respectivas esposas ficaram na fila de cadeiras imediatamente abaixo.

A um certo momento do jogo Sabará avança pela esquerda.

Caiçara no combate.

Neste exato momento, a esposa de Juscelino fica de pé, atrapalhando a visão de Juscelino.

Juscelino diz: "Sai Sara".

O amigo de Juscelino corrige: "Não é 'Saiçara'. É Caiçara!".


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