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29 de ago. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA

Zizinho baixou os olhos.
Mais uma derrota.
A segunda em dez dias.
Primeiro.
A derrota diante dos inimigos de azul.
Agora.
A derrota diante do grande amor.
Vencer, vencer, vencer.
A massa rubro negra surpreende o mundo.
O Maracanã deixa o verde, amarelo e branco.
O Maracanã agora é preto e vermelho.
Zizinho quase se arrepende.
A dor maltrata e arrebata.
Uma vez Flamengo.
O Bangu sonha com Schiaffino.
O Flamengo vai de Aluísio e Lero.
E de Lero em Lero Lero mete três na Moça Bonita.
O primeiro jogo entre clubes no estádio.
Foi também o primeiro e definitivo amor do futebol.
Preto e vermelho Maracanã.
Maracanã que morreu e ressuscitou com outra cara.
Mas a alma, como puderam constatar os cruzeirenses.
A alma continua Flamengo.
Maracanã cujo único desgosto profundo.
Inconfessável.
Seria se faltasse o Flamengo no mundo...

21 de jul. de 2013





Hoje.

Faixas.

Protesto no Rio.

O Maracanã morreu.

Os manifestantes não compreendem.

Estão errados.

O Maracanã - e o futebol brasileiro.

Morreu faz muito tempo.

Ali por 1975.

De lá pra cá restaram suspiros.

Estertores.

O futebol que a gente - digo meus contemporâneos, amou.

Esse futebol já não existe mais.

Cifras, bicho!

Futebol, rock e até o primeiro amor.

São apenas cifras...

1 de jun. de 2013





Liberado para Brasil x Inglaterra.

O Maracanã é um imenso canteiro de obras.

Tem quem goste...

31 de mai. de 2012




Ademir Menezes.

Maior artilheiro do Brasil em uma Copa do Mundo.

Voltou algumas vezes ao seu grande palco:

o Maracanã.

Uma delas foi na revanche contra os uruguaios em 1969.

Na foto?

Outro grande momento.

Pergunto.

Qual o jogo da foto?

23 de mai. de 2012



Direto dos arquivos do Mauro Prais.

Célebre pesquisador vascaíno.

O gol do zum zum zum.

28 de janeiro de 1951.



Vasco e América empatavam: 1x1.

Primeira decisão carioca na Era Maracanã.

Maneca lança.

Ademir as redes balança.

A torcida na hora improvisa.

Sobre marchinha do pernambucano Fernando Lobo:



Oi zum-zum-zum zum-zum zum-zum
Vasco dois a um
Ademir pegou a bola
e desapareceu
foi mais um campeonato
que o Vasco venceu"

12 de nov. de 2008



O jogo entre paulistas e cariocas do dia 10 de novembro de 1968 no Maracanã, teve um detalhe pernambucano.

A ponta-direita da seleção carioca.

Quem começou jogando foi Nado.

Ponta do Vasco da Gama.

Cria de Olinda e do Náutico.

Quem o substituiu?

Wilton.

O ponta do gol de mão mais escandaloso da história do Maracanã.

Wilton que entortou muita gente nos anos 70.

Jogando no Santa Cruz.

Pois é.

10 de novembro de 1968.

Pelé, a Rainha, Nado ... e Wilton.


7 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

[IMAGEM]

Enquanto era fuzilado na Hungria, o futebol levava Pernambuco ao Maracanã.

Pela primeira vez.

No dia 7 de novembro de 1956.

A seleção pernambucana chegava para enfrentar a seleção carioca.

Um ano depois da derrota dos cariocas ante o Náutico em Recife.

A crônica pernambucana proclamando goleada metropolitana.

Afinal de contas, o Distrito Federal alinhava Pompéia no gol. Misto de goleiro e acrobata.

Na zaga Rubens, Pinheiro e Nilton Santos.

Na frente da zaga?

Zózimo e Bauer.

Isso mesmo! Zózimo e Bauer!

E o ataque vinha com Joel, depois substituído por Garrincha.

Como na Copa de 1958.

Evaristo.

Índio, depois sacado para entrar... Vavá.

Na meia esquerda? Didi!

E na ponta esquerda, o folclórico Sabará.

Um ataque com Garrincha, Evaristo, Vavá e Didi?

Você deve estar imaginando que foi um massacre.

Será?

Pernambuco alinhou Oswaldo Baliza, Caiçara e Lula.

Goleiro do Sport e defesa do Timbu.

Mirim, Aldemar e Nenzinho.

No ataque?

Os jornais estavam crentes que não adiantava ataque.

Esqueceram de divulgar o ataque.

[IMAGEM]

Mas posso te dizer que jogaram Traçaia, Naninho, Ivson, Soca e Géo.

Como time que tem Caiçara, Lula e Ivson pode ser chamado de seleção...

... o resultado foi um dificílimo 1 x 0 para o Rio.

Gol de Sabará.

Com direito a show da defesa alvirrubra.

Aplausos para o talentoso Ivson.

E ainda a surpresa metropolitana com um futuro jogador da seleção brasileira.

O tricolor Zequinha.

Que entrou no lugar do grande Mirim.

E mostrou que craque joga em qualquer lugar.

Campo de pelada. Ou Maracanã.

Há 52 anos...

... Em tempo, Carlos Celso Cordeiro complementa:


"Sobre este jogo me contaram uma história que não sei se é lenda ou se foi verdadeira.

Jogo no Maracanã.

O Presidente Juscelino compareceu.

Com ele um amigo.

E as esposas.

Juscelino e o amigo sentaram juntos.

As respectivas esposas ficaram na fila de cadeiras imediatamente abaixo.

A um certo momento do jogo Sabará avança pela esquerda.

Caiçara no combate.

Neste exato momento, a esposa de Juscelino fica de pé, atrapalhando a visão de Juscelino.

Juscelino diz: "Sai Sara".

O amigo de Juscelino corrige: "Não é 'Saiçara'. É Caiçara!".


[IMAGEM]



16 de out. de 2008






Por ROBERTO VIEIRA

Foi amor a primeira vista.

Fui feito pra você.

Mas você me traiu na primeira chance com um uruguaio.

Fazer o que?

A gente deu um tempo mas logo voltou a se ver.

Apaixonados pisando em folhas secas.

Teve aquele mal entendido com o Julinho.

Mas o Julinho logo tratou de colocar as coisas no seu devido lugar.

Eu me rendi as evidências.

Mas como não se render a alegria do povo?

Como não pedir ao Rei pra ficar?

Foram décadas de casa cheia.

Lágrimas de desilusão com Romerito.

Lágrimas de alegria com Romário.

Mas hoje nosso caso acabou. Não tem mais jeito.

Você anda com gente chique, importante.

Você que era a mais bonita das cabrochas.

Hoje, você faz de conta que é turista.

Então, façamos um trato.

Você cuida da sua vida e eu cuido da minha.

Eu bato os portões sem fazer alarde, fico com o disco do Pixinguinha e um gol de placa do Zico.

O resto é seu...


Maracanã


18 de jul. de 2008




Em 1965 o Náutico conhece o Maracanã.

E o Maracanã conhece o Náutico.

Pouco antes da disputa do tricampeonato, o alvirrubro joga a semifinal da Taça do Brasil contra o Vasco da Gama.

Nos anos que se seguem, uma rotina.

Estadual e Taça Brasil = Vitórias.