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29 de ago. de 2013





Como é a escrita.

Apaixona e trucida.

Preparado para torcer pelo Salgueiro contra o Internacional.

Fui ler aquela irracionalidade no facebook do Salgueiro.

Um desvario sobre a Boite Kiss e o jogo de hoje.

Pronto.

O Salgueiro deixou de ser sal da terra.

E passou a ser salmoura.

A simpatia pelo clube foi por água abaixo.

Grande lição da vida.

Uma simples palavra dita por um idiota.

Transforma a ilha da fantasia em inferno de Dante...



22 de ago. de 2013





Dez anos.

Festa aos heróis do Pan.

Lula lá com a medalha de ouro.

Ainda bem que sem Marin por perto.

Fininho cutuca.

Lula promete uma nova lei para o esporte.

Centros de Ensino Unificado.

Cópias dos planos de Darcy Ribeiro e Collor.

Onde estão?

Nuzman elogia:

Lula é pé quente!

Então, tá!

13 de jul. de 2013





4 de setembro de 2007.

Lula desafiava a oposição.

'Vão quebrar a cara!'

E o Santa desafiava o apagão.

Vencendo o Fortaleza por 1 x 0.

Saindo da zona de rebaixamento.

Marcelo Ramos marcava seu 398° gol.

E de lá pra cá... mais nada.

Hoje?

O jejum acaba.

7 de abr. de 2013





31 de jan. de 2013





10 de jul. de 2012




16 de dez. de 2008



1986, Sarney


Ontem, o presidente Lula bateu um recorde histórico.

O recorde de aprovação.

Lula recebeu 80% de aprovação na pesquisa CNT/Sensus.

Um feito extraordinário na democracia.

Um feito superior aos 73% de José Sarney em 1986.

Um feito digno de tempos de guerra.

O que isso significa?

Muita coisa.

Ou, quase nada.

Os números e estatísticas de um político se perdem na história.

Podem significar muito, como no caso de um Roosevelt.

Podem significar quase nada, como no caso de Collor.

Vivi o Plano Cruzado de Sarney.

Vibrei com os fiscais do presidente.

Assisti o ministro Dilson Funaro ser ovacionado no Teatro Guararapes.

Aplaudido de pé em um show de Gal Costa.

Público e cantora cantando o hino nacional com lágrimas nos olhos.

Pensei que era a redenção nacional.

Eu, e os meus 21 anos de idade.

Não foi.

Não sou cético, nem sou cínico.

Apenas acho que devemos observar o rio da história como navegantes.

Olhos postos no vento.

Mãos abraçando o leme...



7 de nov. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

[IMAGEM]

Enquanto era fuzilado na Hungria, o futebol levava Pernambuco ao Maracanã.

Pela primeira vez.

No dia 7 de novembro de 1956.

A seleção pernambucana chegava para enfrentar a seleção carioca.

Um ano depois da derrota dos cariocas ante o Náutico em Recife.

A crônica pernambucana proclamando goleada metropolitana.

Afinal de contas, o Distrito Federal alinhava Pompéia no gol. Misto de goleiro e acrobata.

Na zaga Rubens, Pinheiro e Nilton Santos.

Na frente da zaga?

Zózimo e Bauer.

Isso mesmo! Zózimo e Bauer!

E o ataque vinha com Joel, depois substituído por Garrincha.

Como na Copa de 1958.

Evaristo.

Índio, depois sacado para entrar... Vavá.

Na meia esquerda? Didi!

E na ponta esquerda, o folclórico Sabará.

Um ataque com Garrincha, Evaristo, Vavá e Didi?

Você deve estar imaginando que foi um massacre.

Será?

Pernambuco alinhou Oswaldo Baliza, Caiçara e Lula.

Goleiro do Sport e defesa do Timbu.

Mirim, Aldemar e Nenzinho.

No ataque?

Os jornais estavam crentes que não adiantava ataque.

Esqueceram de divulgar o ataque.

[IMAGEM]

Mas posso te dizer que jogaram Traçaia, Naninho, Ivson, Soca e Géo.

Como time que tem Caiçara, Lula e Ivson pode ser chamado de seleção...

... o resultado foi um dificílimo 1 x 0 para o Rio.

Gol de Sabará.

Com direito a show da defesa alvirrubra.

Aplausos para o talentoso Ivson.

E ainda a surpresa metropolitana com um futuro jogador da seleção brasileira.

O tricolor Zequinha.

Que entrou no lugar do grande Mirim.

E mostrou que craque joga em qualquer lugar.

Campo de pelada. Ou Maracanã.

Há 52 anos...

... Em tempo, Carlos Celso Cordeiro complementa:


"Sobre este jogo me contaram uma história que não sei se é lenda ou se foi verdadeira.

Jogo no Maracanã.

O Presidente Juscelino compareceu.

Com ele um amigo.

E as esposas.

Juscelino e o amigo sentaram juntos.

As respectivas esposas ficaram na fila de cadeiras imediatamente abaixo.

A um certo momento do jogo Sabará avança pela esquerda.

Caiçara no combate.

Neste exato momento, a esposa de Juscelino fica de pé, atrapalhando a visão de Juscelino.

Juscelino diz: "Sai Sara".

O amigo de Juscelino corrige: "Não é 'Saiçara'. É Caiçara!".


[IMAGEM]



6 de out. de 2008



2004. Náutico, Lula e Eduardo Campos

Gabeira já declarou que é Madureira desde o AI-5.

Paes tem simpatia pelo Bonsucesso.

Kassab torce pelo moleque travesso.

Martha usa sempre as cores do Internacional. Ou será do Bangu?

Richa ainda guarda lembrança do Pinheiros.

Lacerda e Quintão torcem pelo América-MG desde o ano passado.

Ricardo Coutinho foi mascote do Auto-Esporte.

Sílvio Mendes do Tiradentes.

Micarla de Souza tem uma flâmula do Alecrim.

Luiziane, do Maguary.

Edvaldo Nogueira sabe de cor a escalação do Palestra, campeão sergipano de 1935.

Papa é Portuguesa Santista desde que se entende por político.

Claro que há exceções. No Rio Grande, Fogaça tem saudade da galera no Beira-Rio.

E em Pernambuco, terra do partido único. Qual?

O presidente, e futuro senador por Pernambuco, Luís Inácio Lula da Silva, torce pelo Náutico desde os tempos de Ivan e Bita.

Presidente Lula que depois se apaixonou pelo Corinthians.

O governador Eduardo Campos tem um pôster do Timbu na sala de jantar do Palácio do Campo das Princesas.

(Presente do amigo de sempre José Paulo Cavalcanti)

E pra completar a família, mais uma aquisição. O prefeito eleito do Recife é o alvirrubro João da Costa.

Por uma estranha coincidência, todos nasceram em anos de conquistas do Clube Náutico Capibaribe.

O Presidente Lula em 1945 quando o Timbu venceu o América na decisão do estadual.

O Governador Eduardo Campos em 1965 quando o Náutico estava na caminhada do Hexa.

E o Prefeito João da Costa em 1960. Ano de Waldemar, Porfírio e Gentil.

Todos vestidos de vermelho e branco.

Todos devotos da pequena capela de Nossa Senhora dos Aflitos...



30 de set. de 2008



REMINISCÊNCIAS (Do Jornal do Commercio, edição de 11/05/03)

[imagem]

Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA


Luiz Vitorino de Souza, 78 anos, é o nome de batismo e o que consta do registro civil do grande zagueiro de área Lula, talvez o maior do futebol pernambucano em todos os tempos.

Lula nasceu no Recife a 5 de abril de 1925. Aos 15 anos, em 1940, depois de passagem rápida pelo juvenil, era o dono da área do Tacaruna, time suburbano. A Federação Pernambucana de Desportos Terrestres, como era chamada a nossa FPF de hoje, mantinha nos anos 40 uma Liga Suburbana, na verdade a Segunda Divisão do nosso futebol. Como a cidade era grande, e grande era também o número de clubes ditos de subúrbios, eles eram divididos em dois grupos, os da Zona Norte e os da Zona Sul. Os campeões de cada uma das duas zonas encontravam-se no final da temporada, na decisão do título de campeão da Segunda Divisão.

Era ali, no subúrbio, onde se encontrava o grande celeiro do futebol pernambucano, por razões óbvias muito mais de que no Interior, a começar pela proximidade com o que ocorria na Primeira Divisão, o verdadeiro Campeonato Pernambucano, disputado todo ele apenas por times do Recife e em campos da Capital, daí ser chamado também de campeonato citadino. Ateniense, Tabajaras, Magarefe, Tacaruna, Odeon, Elmo, Motocolombó, Ipiranga, alguns dos times suburbanos de maior evidência. O Tacaruna, da Zona Norte, era sem dúvida um dos maiorais dos anos 40, precisamente quando contou em sua defesa, no miolo da área, com a presença do grande zagueiro Lula. Foi campeão em 1944, 1945 e 1947. Em 48 - pelo futebol que vinha jogando já não podia esperar mais - Lula estava no Náutico. Nos Aflitos, ficaria toda uma década, disputando jogos do campeonato até 1958. Em Rosa e Silva, por longos dez anos, foi o senhor da grande área.

Três dados da biografia de Lula chamam a atenção, marcam o seu perfil e definem o que representou o extraordinário jogador para o futebol pernambucano:

1º: Lula jogou por apenas dois clubes. Em 17 anos de atividade, vestiu apenas a camisa do Tacaruna e do Náutico. Além das duas jaquetas, somente a da seleção pernambucana, no seu tempo convocada quase todo ano para as disputas do Campeonato Brasileiro. No Náutico é um recordista de jogos com a camisa do time principal: 352 partidas (1948-59).

2º Como defensor do selecionado estadual, também um recorde: chegou à marca dos 26 jogos, superando com folga o goleiro Vicente (20 participações), bem como a Siduca (18 partidas), os que dele mais se aproximam, todos figuras mitológicas do nosso futebol. A história de Lula com a camisa alviazulina da seleção pernambucana tem ainda uma particularidade, também com jeito de recorde: sua participação aconteceu de maneira absolutamente contínua. Ou seja, desde sua estréia, em janeiro de 1950, jogo contra a Paraíba, até a partida de sua despedida, em fevereiro de 1957, Pernambuco x Minas Gerais, o zagueiro do Náutico não esteve ausente em nenhuma partida. Uma só que seja! E mais: em nenhum desses jogos foi substituído, não ficando de fora um minuto sequer em nenhum jogo da seleção estadual no seu tempo.

3º O terceiro dado é de ordem estritamente técnica. Lula era canhoto em termos absolutos. Com o pé direito era incapaz de um passe a um companheiro, por mais próximo que o mesmo estivesse. Jamais uma rebatida de dentro da área, tiro de meta nem falar, com a direita. Tudo, mas tudo mesmo, tinha que ser resolvido por Lula com a perna dita sinistra. Para ele, muito pelo contrário, a boa. Hoje, dificilmente teria vez na posição de zagueiro de área pela direita. Seria, por sua excelente técnica, levado a jogar pelo lado esquerdo, como terceiro zagueiro ou como ala, jamais como zagueiro central, onde se celebrizou ao lado de Caiçara. Uma dupla de zaga que virou legenda do nosso futebol, completando-se na composição do trio final Manuelzinho (ou Vicente), Caiçara e Lula. Trio final obrigatório da seleção e titular absoluto do Clube Náutico Capibaribe dos anos 50.


3 de ago. de 2008



Abril de 2003.

O presidente Lula visita um sítio em Bonito, Pernambuco.

Vem defender a refinaria em nosso estado.

De repente, uma cobra coral ataca. Tricolor.

E meio mundo se lança em defesa do governante.

A oposição nega o atentado.

Mas Ideli Salvatti inicia investigação.