
Fleitas Solich olha o campo desconsolado. Outubro de 1966.
A Academia acabara de levar pau.
O Clube Náutico Capibaribe assumia a cátedra. Surpreendia os sábios.
Invertia o mapa do Brasil.
O time do Palmeiras em 1966 era fabuloso.
Campeão paulista sob o reinado de Pelé.
No ano anterior vestira a camisa da seleção brasileira no Mineirão.
E goleara o Uruguai por 3 x 0.
O que dizer de um meio campo com Dudu e Ademir da Guia?
Apenas aplaudir de pé.
Mas o que escrever sobre um meio campo com Ivan?
Ivan que sozinho desmontou o alviverde paulista?
Ou de uma defesa com Djalma Santos e Djalma Dias?
Defesa que levou três gols de Nino e Bita?
Bita que aplicou uma série de fintas desconcertantes em todo mundo que ousava vestir verde em campo?
Bita que recebeu a bola no meio de campo, driblou Dudu e Ademir, passou como um foguete por Minuca, enganou Djalma Dias com uma finta de corpo e mandou um foguete na saída do arqueiro Maidana?
Gol digno de placa nos Aflitos.
Eu não ouso dizer nada sobre esse time.
Time que entrou em campo com a bandeira do sagrado estado de Pernambuco em punho.
Nas mãos dos mascotes.
Resta apenas repetir as palavras do técnico palmeirense para o craque Dudu no final do jogo:
"Dudu, esse time é mal-assombrado!"
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