28 de set. de 2008



Djalma Santos, Valdir, Minuca, Djalma Dias, Zequinha, Ferrar,
Galhardo, Dario, Servilho, Ademir da Guia, Rinaldo


Fleitas Solich olha o campo desconsolado. Outubro de 1966.

A Academia acabara de levar pau.

O Clube Náutico Capibaribe assumia a cátedra. Surpreendia os sábios.

Invertia o mapa do Brasil.

O time do Palmeiras em 1966 era fabuloso.

Campeão paulista sob o reinado de Pelé.

No ano anterior vestira a camisa da seleção brasileira no Mineirão.

E goleara o Uruguai por 3 x 0.

O que dizer de um meio campo com Dudu e Ademir da Guia?

Apenas aplaudir de pé.

Mas o que escrever sobre um meio campo com Ivan?

Ivan que sozinho desmontou o alviverde paulista?

Ou de uma defesa com Djalma Santos e Djalma Dias?

Defesa que levou três gols de Nino e Bita?

Bita que aplicou uma série de fintas desconcertantes em todo mundo que ousava vestir verde em campo?

Bita que recebeu a bola no meio de campo, driblou Dudu e Ademir, passou como um foguete por Minuca, enganou Djalma Dias com uma finta de corpo e mandou um foguete na saída do arqueiro Maidana?

Gol digno de placa nos Aflitos.

Eu não ouso dizer nada sobre esse time.

Time que entrou em campo com a bandeira do sagrado estado de Pernambuco em punho.

Nas mãos dos mascotes.

Resta apenas repetir as palavras do técnico palmeirense para o craque Dudu no final do jogo:

"Dudu, esse time é mal-assombrado!"



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