1 de jul. de 2008



Por ROBERTO VIEIRA

1993. A seleção brasileira é vaiada impiedosamente no Morumbi contra o Equador.

Os jogadores declaram em entrevista que a equipe havia jogado no exterior, tal a hostilidade nas arquibancadas. O zagueiro Ricardo Rocha volta a zaga contra a Bolívia, jogo que será realizado no Mundão do Arruda. E garante: "Jogar em Recife será um alívio!". A Bolívia é a grande surpresa das eliminatórias. Venceu o Brasil na altitude e, após golear por 7 x 0 a Venezuela, se julga um supertime. O presidente Itamar Franco critica o time. Parreira responde falando mal do governo de Itamar Franco. No desespero, Parreira admite revisar seus conceitos e repatriar Romário.

Nesse clima de guerra, o povo pernambucano se veste de verde-amarelo e vai a campo. Uma multidão lota as dependência do Estádio José do Rêgo Maciel. O Brasil entra de mãos dadas. Idéia de Ricardo Rocha. A Bolívia entra de salto alto. Idéia do meia Etcheverry. Em 45 minutos a invencibilidade da Bolívia está reduzida a nada. Cinco gols marcados de forma cruel morrem nas suas redes. A torcida nas arquibancadas entoa o hino nacional em uníssono. Pela televisão, o Brasil fica perplexo. Ninguém consegue explicar como o futebol brasileiro renasceu das cinzas em gramados pernambucanos. Como aquela equipe que já não metia medo em ninguém é capaz de golear sem dó nem piedade, como as antigas feras de João Saldanha.

O Brasil não sabe, mas desde que a Copa é Copa, a taça do mundo é nossa!

O Brasil segue para o tetracampeonato mundial após um longo jejum de 20 anos.

E no dia 19 de julho de 1994, os jogadores mudam o plano de vôo nos EUA.


E desfilam primeiro em Recife. Em um outro carnaval fora de época.

Como o time de Leônidas em 1938. Como a seleção de Vavá em 1958.



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