7 de jul. de 2008





O Náutico perdeu suas duas partidas fora de casa contra o Palmeiras e o Flamengo. Um corredor polonês. Os resultados não causam surpresa, o Náutico nunca venceu Flamengo e Palmeiras fora de casa em Brasileiros. Mas, se as derrotas fazem parte do cotidiano, bem diferente é a forma como ocorreram.

O técnico Leandro Altair Machado criou sua própria ratoeira no jogo contra o Palmeiras. Treinou toda a semana uma equipe e no momento da súmula sucumbiu ao medo. Escalou uma equipe que não poderia vencer. E não poderia vencer pelo mais prosaico dos motivos: Não tinha ataque. Ou seja, perdeu o jogo e o respeito.

Muitos vão parar de ler agora. O que é que tem respeito a ver com jogo de futebol? Tudo!

O mais troglodita dos marginais sabe disso. Até um bandido só sobrevive do respeito que inspira na criminalidade. Sem respeito você não ganha nem par ou ímpar.

A partir daquela derrota pífia, inglória, o resto eram favas contadas. O grupo se rebelou, o técnico procurou um tubo de oxigênio e o jogo contra o Flamengo apoiado por quarenta mil torcedores se tornou uma tragédia anunciada. 3 x 0 foi pouco.

Repito: Pela tabela, este é o momento mais difícil do Timbu no campeonato. Uma sequencia de quatro jogos duros, renhidos, complicados. Um corredor polonês.

Ano passado, PC Gusmão caiu contra o Sport numa desmoralizante goleada na Ilha do Retiro. Caiu não. O time entregou o jogo. Marmelada com queijo. Quem vivia no clube já sabia do resultado de tarde. O time simplesmente realizou um motim comandado por Marcel.

Este ano, a novela se repete. O técnico do Náutico cava sua própria ratoeira. Entra num jogo chave contra um São Paulo, armado de metralhadora após o empate contra o Ipatinga, usando um badoque. E três dias depois enfrenta o Sport.

Tudo indica que irá cair no próximo final de semana.

E então a diretoria contrata um novo salvador da pátria alvirrubra.

Salvador que chega para enfrentar Portuguesa, Internacional, Vitória e Coritiba. Quase mamão com açúcar.

O técnico Leandro Altair Machado tem até quarta-feira para reunir forças e enfrentar o cadafalso. Quem sabe, virar o jogo. Para alegria de todos e felicidade geral da nação alvirrubra. Porque só o masoquista mais inveterado deseja o fracasso de Leandro Altair Machado. Eu mesmo gostaria que ele fosse escolhido o melhor técnico do Campeonato Brasileiro.

Mas antes o treinador alvirrubro deve lembrar uma verdade imortal no mundo do futebol. Quiçá, no mundo em geral.

Perder um jogo é humano. Perder o respeito, é fatal!


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