
Por ROBERTO VIEIRA
A disciplina é neta de Esparta e filha da Prússia. Sem disciplina não se vencem batalhas. Apenas com disciplina, não se vencem as guerras. O futebol é pródigo em crime e castigo. Mas também é profícuo em castigo e perdão. Geralmente entre craques fora-de-série.
A Itália de Pozzo era monoteísta. A Alemanha de Helmut Schön, democrática. Porém os grandes treinadores da história utilizaram a disciplina de forma inteligente. Ao sabor do vento. Até mesmo Felipão que utilizou a pretensa rixa com Romário para unir a equipe rumo ao título mundial. Mesmo expediente que utilizou ao barrar Figo e Vítor Baía na seleção portuguesa. Com ótimos resultados.
O que está ocorrendo no basquete brasileiro é mais grave que uma mera indisciplina. É mais profundo que a hierarquia dos técnicos Bassul e Moncho.
Leandrinho é o sexto jogador brasileiro a recusar a convocação para a seleção. Segue o caminho de Nenê, Valtinho, Giovannoni, Paulão e Varejão. Uma primeira leitura condena estes seis jogadores e Iziane da seleção feminina à Inquisição. Eles estariam desrespeitando o manto honrado por Ubiratan, Marcel, Oscar, Algodão.
Mas primeiras leituras são enganosas. Levam em conta o mito da disciplina. Esquecem o bom senso.
Há algo de estranho no reino do basquete brasileiro.
Mas a disciplina não explica tudo.
Apenas serve de desculpa.
E dá uma saudade danada do paraibano Togo Renan Soares. O genial Kanela.
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