19 de jun. de 2008




... continua

Em 1968 já havia um cheiro de pólvora no ar.

Muita gente estava obcecada com a invencibilidade. Outros já imaginavam que o trem estava descarrilhado.

José Porfírio afirmou que não ficava para o hepta.

Muitos contemporâneos irão discordar de mim. Eu era um bebê de colo.

Possuo apenas os jornais da época.

Mas a saída de Porfírio era por demais sintomática.

Como em 1960, a foto dele com Gentil Cardoso colocara o mundo alvirrubro de ponta cabeça.

Pouco depois era pedida a anulação das eleições alvirrubras.

Os Aflitos se despedaçavam.

A união que levara o Timbu a conquistar seus títulos mais importantes estava desfeita.

O clube quase fecharia as portas no início da década de 70.

Crise semelhante a vivida em 2000, quando André Campos e Fred Oliveira celebraram juras de amor eterno.

Mas se separaram litigiosamente meses depois para felicidade geral da nação de Rosa e Silva.

Hoje eu estava na estrada e liguei pro programa de Roberto Nascimento. Uma gama de torcedores alvirrubros davam opinião contra o clube. Desesperançados. Fatalistas. Pessimistas.

Liguei pra dizer que não sabia porque tanto luto. O time estava na quarta posição do Brasileiro. Na Libertadores. E quando entra em campo joga contra muito mais que onze adversários.

Bom, hora de ir dormir.

Noutro dia continuo com a derrocada dos anos 70. Mas uma coisa é importante saber. O Náutico só foi grande unido. Quando as brigas começam, o clube balança mais que o antigo balança mais não cai dos Aflitos, onde assisti empuleirado a partida contra o Ceará na Copa do Brasil de 1990. Com direito a show de Bizu.

Lembrete noturno:

Um time que sobreviveu ao vexame de 2005, sobrevive a qualquer outro desastre natural.

Roupa suja se lava em casa.

Nada é mais destrutivo para um clube que a vaidade dos seus dirigentes.

Boa noite e saudações alvirrubras.


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