Invictas.
Brilhantes.
As meninas do Sport escreveram seu nome na história do basquete.
Juntamente com o brilhante hóquei pernambucano.
Tomara as cestas continuem caindo.
Todas de três pontos...

Por ROBERTO VIEIRA
Responda rápido:
Na lendária vitória da seleção brasileira de basquete no Panamericano de Indianapólis em 1987.
120 x 115 sobre os americanos.
O Brasil foi liderado por Oscar e Marcel e os EUA foram comandados por Michael Jordan:
( ) Verdadeiro
( ) Falso
Qualquer que seja a sua resposta.
Você já deve ter ouvido a famosa versão:
Magic Jordan foi derrotado naquele jogo pelos brasileiros.
Pois essa versão ainda rola no google, por exemplo. Pode testar.
Faz parte do jogo.
Todo grande evento do esporte traz em si a lenda.
Como o tapa de Varela em Bigode na final de 1950.
Ou a morte do goleiro Lara depois da cobrança de um pênalti por Friedenreich.
Lembra o doping alemão contra os húngaros?
E a derrota de Michael Jordan contra o Brasil em 1987?
Tudo lendas da paixão.
A lenda existe para colorir momentos por si só extraordinários.
Portanto, caso os EUA derrotem o Brasil em Johanesburgo.
Podem ter certeza.
Daqui a alguns anos.
Vai ter americano jurando de pés juntos:
Pelé e Kaká estavam em campo...
PS: Em tempo. Quem jogou contra o Brasil em 1987 foi o Almirante Robinson...
[imagem]
Maria da Conceição de Vasconcelos Miranda.
Mas pode chamar de Ceiça.
Atleta do Náutico e do Colégio Nóbrega. Convocada para o Mundial da Coréia em abril de 1979.
Um fenômeno.
Por que?
Pois bem, caros amigos.
Fevereiro de 1979, Campeonato Brasileiro Adulto de Basquete.
São Luís, Maranhão.
Ceiça é eleita a melhor jogadora do torneio.
É a segunda melhor cestinha jogando por Pernambuco ao marcar 78 pontos.
Atrás apenas de... Hortência com 82 pontos.
Hortência que jogava no todo-poderoso quinteto paulista.
Aliás, Ceiça já nasceu craque.
Criança ainda, em 1974 no basquete infantil do Timbu quebrou um tabu de 13 anos sem títulos em Rosa e Silva.
Ceiça que amava dois mantos:
O alvirrubro e o verde-amarelo...

Wlamir, Ubiratan, Menon, Edvar e Massoni.
Um quinteto histórico.
Saudades do grande Ubiratan.
Nem vou falar do Wlamir. Gênio aos 31 anos.
O Brasil tinha lugar garantido nas Olimpíadas. Potência.
Bicampeão mundial.
Em 1968 no México, estreamos contra o inexpressivo Marrocos.
98 x 52.
No primeiro tempo 48 x 17.
O Brasil foi derrotado pela URSS na disputa pelo bronze: 70 x 53.
De cabeça erguida.
As pessoas que amavam o basquete estavam na quadra.
Hoje, elas estão longe. Distantes.
Como nossas cestas de três pontos.



Por ROBERTO VIEIRA
A disciplina é neta de Esparta e filha da Prússia. Sem disciplina não se vencem batalhas. Apenas com disciplina, não se vencem as guerras. O futebol é pródigo em crime e castigo. Mas também é profícuo em castigo e perdão. Geralmente entre craques fora-de-série.
A Itália de Pozzo era monoteísta. A Alemanha de Helmut Schön, democrática. Porém os grandes treinadores da história utilizaram a disciplina de forma inteligente. Ao sabor do vento. Até mesmo Felipão que utilizou a pretensa rixa com Romário para unir a equipe rumo ao título mundial. Mesmo expediente que utilizou ao barrar Figo e Vítor Baía na seleção portuguesa. Com ótimos resultados.
O que está ocorrendo no basquete brasileiro é mais grave que uma mera indisciplina. É mais profundo que a hierarquia dos técnicos Bassul e Moncho.
Leandrinho é o sexto jogador brasileiro a recusar a convocação para a seleção. Segue o caminho de Nenê, Valtinho, Giovannoni, Paulão e Varejão. Uma primeira leitura condena estes seis jogadores e Iziane da seleção feminina à Inquisição. Eles estariam desrespeitando o manto honrado por Ubiratan, Marcel, Oscar, Algodão.
Mas primeiras leituras são enganosas. Levam em conta o mito da disciplina. Esquecem o bom senso.
Há algo de estranho no reino do basquete brasileiro.
Mas a disciplina não explica tudo.
Apenas serve de desculpa.
E dá uma saudade danada do paraibano Togo Renan Soares. O genial Kanela.
Agora de noite na sede alvirrubra um lançamento que vale três pontos.
A história do basquete no glorioso Clube Náutico.
Um livro que contou com a participação de Ricardo Breno, Fernando Azevedo, Paulo Montezuma, Waldemar Rodrigues, Anibal Freitas, Hélio Menezes e Ceça Vasconcelos.
Além da participação do mestre dos rebotes jornalísticos Lenivaldo Aragão.
Tchau que vou pra lá com Lucídio.
Na foto, a valente seleção pernambucana de basquete de 1955.