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6 de abr. de 2013





Invictas.

Brilhantes.

As meninas do Sport escreveram seu nome na história do basquete.

Juntamente com o brilhante hóquei pernambucano.

Tomara as cestas continuem caindo.

Todas de três pontos...







Recife.

Subsede do Mundial Feminino de 1971.

Recebe novamente.

Uma grande final.

Quem será que leva a taça?

13 de nov. de 2012





6 de ago. de 2012





A Espanha não sabia o que fazer.

Jogar bola como jogam os desportistas.

Ou perder o jogo para não enfrentar os americanos nas semifinais.

O Brasil poupava a equipe.

Até que Marquinhos e Leandrinho.

Decidiram implodir a Fúria.

O Brasil termina em segundo no seu grupo.

A Espanha de Paul Gasol dorme o sono dos covardes.

O Brasil que não tem nada a ver com isso?

Celebra mais uma vitória do novo basquete.

29 de jul. de 2012










Por ROBERTO VIEIRA


O basquetebol brasileiro nasceu em Londres.

Na Londres devastada pela guerra.

Escombros nas avenidas.

Fotografias censuradas.

Na Londres que negou Churchil três vezes.

O Brasil era Piedade Coutinho, e só.

Piedade e seu marido e filho.


Piedade condenada até pelo técnico Flávio Costa.

Futebol e natação.

Ordem e Progresso.

Então?





As bolas foram caindo como V2 sobre George VI.

A velha Albion caindo por 76-11.

O mundo sorriu.

Basquetebol no Brasil?

Brasil que enfrentou os Gigghias.

Deu Brasil por 36-32.

Numa batalha de contornos premonitórios.

E caíram os magiares, amigos de Puskas.

Os canadenses e os italianos.




Parentes do Torino que excursionava em São Paulo.

O país começa a se reconhecer na bola ao cesto.

O Brasil vence a Tchecoslováquia.

O Brasil já estava na final!

Diziam os jornais.




A França estava no papo.

Parêntesis.

Ainda não havíamos provado do Maracanazzo.

Nossa desventura desportiva se resumia a Domingos da Guia.

O Brasil saiu na frente.

Botou 14-10 no marcador.

Sonhou com os States na final.

Acordou com a França na dianteira do marcador.

França que fez cera no final da partida.

Cadê o limite de tempo?

Menos mal que os heróis foram reconhecidos.

Menos mal que houve disputa de terceiro lugar.

Uma emocionante vitória contra os mexicanos.

O basquete virou o segundo esporte de todos.




Até ser quase sepultado por quem desconhecia a paixão.

2012.

O basquetebol brasileiro renasceu el Londres.

A Londres rica do pós punk.

A Londres do exílio Caetano.

A Londres dos stones e beatles. Do The Who.

Algodão é saudade.

Vareja é realidade.

João, Rui, Marcus, Afonso, Alexandre?

Marcelinho Huertas.

Lá não está Daiuto.

Sinal dos tempos.

Lá está um argentino chamado Ruben Magnano.

O que o futuro reserva ao basquete brasileiro?

Ninguém sabe.

O basquete é terra do sem fim.

Mas Londres sempre será a terra do sempre da nossa bola aocesto.

London calling.

Só não ouve quem não quer ouvir...


















Sob o comando do cerebral Marcelinho Huertas.

O Brasil bate a Austrália na estréia do basquete.

Dezesseis anos depois de dizer adeus aos Jogos.

Pois é.

O Basquete?

Voltou!





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O basquete brasileiro.

Nasceu para o mundo em 1948.

Na velha e destruída Londres.

Passeando invicto pelas seleções adversárias.

O Brasil dormiu sonhando com a final diante dos americanos.

E foi derrotado nas semifinais pelos franceses.

Uma espécie de Maracanazzo da bola ao cesto.

Hoje.

Uma nova geração pode colocar o velho basquete nacional.

No seu lugar de direito.

Um lugar de eternos três pontos...

27 de jul. de 2012





Hortência Marcari foi uma menina pobre.

Mas o basquete transformou sua vida.

Maior jogadora da nossa história.

Campeã mundial em 1994.

Medalha de prata na Olimpíada de Atlanta em 1996.

Hortência deslumbrou os pernambucanos em 1976.

Vinte anos antes de Atlanta.

Geraldão.

Hortência levou a seleção paulista de basquete ao título nacional.

Batendo a garra das pernambucanas.

Mestre Carlos Celso Cordeiro?

Ainda guarda a imagem daquela moça de 1,74m

Craque em preto e branco...


27 de jun. de 2009






Por ROBERTO VIEIRA

Responda rápido:

Na lendária vitória da seleção brasileira de basquete no Panamericano de Indianapólis em 1987.

120 x 115 sobre os americanos.

O Brasil foi liderado por Oscar e Marcel e os EUA foram comandados por Michael Jordan:

( ) Verdadeiro

( ) Falso

Qualquer que seja a sua resposta.

Você já deve ter ouvido a famosa versão:

Magic Jordan foi derrotado naquele jogo pelos brasileiros.

Pois essa versão ainda rola no google, por exemplo. Pode testar.

Faz parte do jogo.

Todo grande evento do esporte traz em si a lenda.

Como o tapa de Varela em Bigode na final de 1950.

Ou a morte do goleiro Lara depois da cobrança de um pênalti por Friedenreich.

Lembra o doping alemão contra os húngaros?

E a derrota de Michael Jordan contra o Brasil em 1987?

Tudo lendas da paixão.

A lenda existe para colorir momentos por si só extraordinários.

Portanto, caso os EUA derrotem o Brasil em Johanesburgo.

Podem ter certeza.

Daqui a alguns anos.

Vai ter americano jurando de pés juntos:

Pelé e Kaká estavam em campo...

PS: Em tempo. Quem jogou contra o Brasil em 1987 foi o Almirante Robinson...


15 de set. de 2008



[imagem]

Maria da Conceição de Vasconcelos Miranda.

Mas pode chamar de Ceiça.

Atleta do Náutico e do Colégio Nóbrega. Convocada para o Mundial da Coréia em abril de 1979.

Um fenômeno.

Por que?

Pois bem, caros amigos.

Fevereiro de 1979, Campeonato Brasileiro Adulto de Basquete.

São Luís, Maranhão.

Ceiça é eleita a melhor jogadora do torneio.

É a segunda melhor cestinha jogando por Pernambuco ao marcar 78 pontos.

Atrás apenas de... Hortência com 82 pontos.

Hortência que jogava no todo-poderoso quinteto paulista.

Aliás, Ceiça já nasceu craque.

Criança ainda, em 1974 no basquete infantil do Timbu quebrou um tabu de 13 anos sem títulos em Rosa e Silva.

Ceiça que amava dois mantos:

O alvirrubro e o verde-amarelo...


13 de ago. de 2008



Ubiratan, 1968



Wlamir, Ubiratan, Menon, Edvar e Massoni.

Um quinteto histórico.

Saudades do grande Ubiratan.

Nem vou falar do Wlamir. Gênio aos 31 anos.

O Brasil tinha lugar garantido nas Olimpíadas. Potência.

Bicampeão mundial.

Em 1968 no México, estreamos contra o inexpressivo Marrocos.

98 x 52.

No primeiro tempo 48 x 17.

O Brasil foi derrotado pela URSS na disputa pelo bronze: 70 x 53.

De cabeça erguida.

As pessoas que amavam o basquete estavam na quadra.

Hoje, elas estão longe. Distantes.

Como nossas cestas de três pontos.


9 de ago. de 2008






O Brasil perdeu da Coréia do Sul no basquete feminino: 68 x 62.

Na prorrogação.

O técnico Paulo Bassul prefere o suor, abomina o talento.

Talento indisciplinado.

Hoje sobrou suor e faltou talento.

Em 1967 e 1971 as meninas do Brasil venceram o Panamericano.

Em 1971 foram medalha de bronze no Mundial.

Plantando a semente da geração de Paula e Hortência.

Tempos de Helena, Norma e Nilza.

Tempos de suor.

Tempos de talento.

Seleção Feminina de Basquete, 1971


19 de jun. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA

A disciplina é neta de Esparta e filha da Prússia. Sem disciplina não se vencem batalhas. Apenas com disciplina, não se vencem as guerras. O futebol é pródigo em crime e castigo. Mas também é profícuo em castigo e perdão. Geralmente entre craques fora-de-série.

A Itália de Pozzo era monoteísta. A Alemanha de Helmut Schön, democrática. Porém os grandes treinadores da história utilizaram a disciplina de forma inteligente. Ao sabor do vento. Até mesmo Felipão que utilizou a pretensa rixa com Romário para unir a equipe rumo ao título mundial. Mesmo expediente que utilizou ao barrar Figo e Vítor Baía na seleção portuguesa. Com ótimos resultados.

O que está ocorrendo no basquete brasileiro é mais grave que uma mera indisciplina. É mais profundo que a hierarquia dos técnicos Bassul e Moncho.

Leandrinho é o sexto jogador brasileiro a recusar a convocação para a seleção. Segue o caminho de Nenê, Valtinho, Giovannoni, Paulão e Varejão. Uma primeira leitura condena estes seis jogadores e Iziane da seleção feminina à Inquisição. Eles estariam desrespeitando o manto honrado por Ubiratan, Marcel, Oscar, Algodão.

Mas primeiras leituras são enganosas. Levam em conta o mito da disciplina. Esquecem o bom senso.

Há algo de estranho no reino do basquete brasileiro.

Mas a disciplina não explica tudo.

Apenas serve de desculpa.

E dá uma saudade danada do paraibano Togo Renan Soares. O genial Kanela.


28 de mai. de 2008




Agora de noite na sede alvirrubra um lançamento que vale três pontos.

A história do basquete no glorioso Clube Náutico.

Um livro que contou com a participação de Ricardo Breno, Fernando Azevedo, Paulo Montezuma, Waldemar Rodrigues, Anibal Freitas, Hélio Menezes e Ceça Vasconcelos.

Além da participação do mestre dos rebotes jornalísticos Lenivaldo Aragão.

Tchau que vou pra lá com Lucídio.

Na foto, a valente seleção pernambucana de basquete de 1955.