24 de mai. de 2008







Por ROBERTO VIEIRA



O goleiro Pato Abbondanzieri do Getafe da Espanha afirma que o Boca Juniors é favorito na semifinal da Libertadores contra o Fluminense.

Abbondanzieri que ainda traz na memória os gols sofridos na final da Copa América 2007 contra os brasileiros.

Segundo Pato, a tradição faz do Fluminense um peru.

Pode ser. A camisa azul e amarela do Boca é sinônimo de títulos na Libertadores neste século.

E o Fluminense está apenas engatinhando, nas palavras do arqueiro.

Mas será que tradição ganha jogo?

Certamente. Principalmente em um torneio como a Libertadores da América.

Que o diga o Palmeiras vencido pelo Estudiantes em 1968.

Ou o São Paulo, derrotado pelo Independiente em 1974.

Tempos em que os argentinos mandavam e desmandavam em uma Libertadores coberta de sangue e ditaduras.

Mas é na história do próprio Boca que encontramos o antídoto da tradição.

Derrotado fragorosamente pelo Santos de Pelé em 1963.

Vendo de longe Estudiantes e Independiente conquistando o mundo.

Sofrendo com desclassificações sucessivas ante o rival River Plate.

O Boca Juniors era um peru que foi buscar forças para romper a tradição e vencer o Cruzeiro nos pênaltis em 1977.

Foi bicampeão em 1978 e vice em 1979, perdendo para o modesto Olímpia do Paraguai.


E depois amargou um longo jejum de 22 anos sem título. De volta ao ostracismo.

Pato Abbondanzieri afirma que a experiência do Boca vai ganhar mais uma vez.

Quem sabe?

O Boca tem Riquelme. E quem tem Riquelme já começa ganhando de 1 x 0.

Mas o Fluminense no Maracanã já mostrou que não é pato.

Nem peru!


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