21 de mai. de 2021






Roberto Vieira 


Pra quem fica de saco cheio com os jogadores brasileiros metendo o bedelho em cada decisão dos juízes em campo, uma pequena história de como esse blábláblá é antigo...


1939. Segunda Guerra às portas de sua pátria. 

Jules Rimet está no Rio. Jules que deu um pulo na Argentina também. Os argentinos só queriam saber de organizar a Copa de 42 ou 46. O Brasil também, mas antes havia a Alemanha de Hitler na fila.


Jules Rimet queria ver futebol. Assistiu Fluminense x São Cristóvão. Viu o São Paulo humilhar o Flamengo. Viu o Flamengo detonar o Botafogo. 


Sempre simpático. 


Rimet que só não entendeu uma coisa: o árbitro Virgílio Fredighi. Fredighi que aceitava o papo com os jogadores. Fredighi que aceitava reclamações e interpelações, pois o futebol brasileiro já era pleno de blá blá blá. 


Para Rimet, o juiz era a autoridade máxima do jogo de futebol. Suas decisões deviam ser respeitadas. Mesmo erradas. Porque se errava, errava por humanidade. Imaginar o erro proposital do árbitro não fazia sentido. 


'A lei permite que o juiz chegue até ao erro '.


Jules Rimet exigia do jogador obediência cega na relação com o juiz da partida. Como o soldado na guerra. Rimet que foi chamado de ditador da Federação Internacional pela mídia. Fato audacioso num país em plena ditadura do Estado Novo. 


Para quem estranha esse lado de Rimet, resta entender o espírito da época. Época que estava chegando ao fim do outro lado do oceano.



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