8 de jun de 2017



Por ROBERTO VIEIRA

O Tênis brasileiro era Bueno.
Com saques de Koch e Mandarino.
Um Tênis de Mattar e Kirmayr.
Nem o mais aficcionado dos torcedores sabia.
Nem Deus nem mídia.
O saibro da quadra sete no dia 27.
Slava perde por 3 x 0.
Será?
Sete match points perdidos contra Bjorkman.
Com 7/5 no set final.
Thomas Muster era o Cara.
Dançou.
As televisões abriram os olhos.
Sete aces contra Medvedev.
Kafelnikov ficou pelo caminho.
Tem um hippie de Floripa arrebentando Paris.
O Tênis brasileiro era Bueno.
Com saques de Koch e Mandarino.
Um Tênis de Mattar e Kirmayr.
O hippie era o Guga.
O filho de Dona Alice.
O irmão do Rafael.
Rafael que era inspiração e fé.
Since I’ve been loving you.
Naquele instante, Dewulf eram saques contados.
Guga na final já era sonho de uma Paris de verão.
La vie em rose.
Mas veio Bruguera.
A fera?
Os brasileiros murmuravam vira latas:
‘Rei do Saibro! Rei do Saibro!’
Como as multidões ululantes sobre a União Soviética em 1958.
Ganhar era pecado.
Foi até fácil.
Tão fácil como tirar paella da boca de uma criança.
Guga era campeão de Rolland Garros.
Uma utopia transformada em realidade.
Guga que foi o mais singelo dos campeões do Tênis.
Um surfista sem ondas nas ladeiras de Montmartre.

Braços dados com Toulouse Lautrec e Madame de Pompadour. 


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