13 de nov de 2016



  Por ROBERTO VIEIRA


O futebol é jogado por onze homens contra onze homens e um homem de preto.

Algumas vezes, estes homens de preto passam desapercebidos.

Ficam na deles.

Noutras vezes metem a mão no apito.

Inventam impedimentos na Pajuçara.

Anulam gols nas tardes dos Aflitos em 75.

Decidem partidas em Honolulu.

Não que todos sejam apitadores de Waikiki.

Os homens de preto erram pra todo lado.

Porém, quem pede e reclama tem preferencia.

E em um esporte tão subjetivo quanto o futebol.

O freguês nunca tem razão - por isso vira freguês.

A tragédia da arbitragem de ontem em Florianópolis pode custar caro - ao Náutico.

Alguns milhões de reais no bolso.

Gritos histéricos da oposição - "Nós somos os eleitos! Nós somos os eleitos!'

Perda da classificação e perda de credibilidade dos jogadores.

Givanildo?

Givanildo se equivocou como Sebes em 1954.

Escalou o craque que nem podia andar direito - nem cobrar faltas.

Do outro lado?

Havia Marquinhos em forma.

Três bolas e dois gols.

Mas Givanildo não se veste de preto nem sopra apito.

Com Marco Antonio machucado ou não era um jogo igual.

Era.

Até tocarem Aloha Havaí na Ressacada.

Quando a partida de futebol virou lual...

O Náutico?

Precisa reaprender após 41 anos do estadual de 1975.

Que extra-campo equilibra os jogos e certames.

Quem sabe até convidar Diego Souza e Rithely para uma palestra:

'Como abrir o verbo e não sofrer com o substantivo!'

EM TEMPO: Não pedimos para o apitador de Waikiki tocar o Come e Dorme... solicitamos apenas que ele não apite a valsa fúnebre da gente!











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