10 de nov de 2016



  Por ROBERTO VIEIRA

Eles chegaram aos poucos e aos montes.
Primeiro nos anos 30 e 40.
E foram nos ensinando a jogar bola.
De tal forma que uma seleção de hermanos brasileira não é fora de propósito.
Para o gol Cejas ou Andrada.
Cejas que já veio campeão do mundo e sóbrio.
Cejas que ensinou a geometria das saídas de gol.
Andrada que deu aulas sobre devolução de bola aos brasileiros.
E quase Andrada se naturalizou para defender a seleção.
Isso sem falar no divino Fillol de breve experiência rubro negra.
A defesa é fácil.
Oscar Basso, Ramos Delgado, Perfumo e Sorín.
Basso deslocado para a lateral em respeito ao futebol.
Basso que não poderia ficar de fora.
Na frente da defesa?
O argentino que deu nome aos volantes brasileiros.
Carlos Martín Volante.
Volante que teria a seu lado o Mascherano.
Sastre distribuiria o jogo.
Sastre que foi catedrático na arte de jogar bola.
E lá na frente?
Tango, milonga e gols.
Doval, Artime e Tévez.
Vinho nas refeições.
Show dentro de campo.
Jogadores idolatrados por suas torcidas.
Quem disse que os brasileiros não amam os argentinos?
Pois se até Bernardo Gandulla virou verbete de nosso futebol!


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