13 de out de 2016



Por ROBERTO VIEIRA

Os primeiros poetas eram trovadores.
Românticos ou políticos.
Pois a poesia é a mãe de todas as línguas.
E a poesia apaixonou-se pela música que o vento cantava.
Qual o espanto?
Os tempos são de mudança pais, mães e congressistas.
Uma tempestade vai cair sobre o mundo de todos nós.
Nós que um belo dia estaremos nas portas d’algum céu.
Robert nasceu judeu e com a voz de quem nunca nasceu pra cantar.
Mas os versos eram amigos de Robert.
E Robert foi ser Dylan na vida.
O maior poeta americano do século XX.
Escrevendo músicas quilométricas em sua máquina de escrever.
Resgatando os cantadores norte-americanos pelas estradas.
Guthrie na veia – pai e filho.
Greenwich Village nas noites – Joan Baez no coração.
Mas Joan não entendeu It Ain’t me Babe...
Para quem não aceita a poesia de Dylan?
Basta sentar à noite com algum vinho nas mãos.
E tentar responder as nove perguntas de Blowin’ in the Wind.
Peter, Paul e Mary tentaram.
Mas os Masters of War não permitiram.
O Prêmio Nobel descobriu apenas.
O que os homens de tamborim já sabiam.
Para quem se sente sem casa.
Para quem se sente desconhecido.
Como uma pedra rolando pelo mundo.

Sempre haverá a poesia de Bob Dylan...


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