Fase final da Série B, 1997.
4 de dezembro.
Dia de plantão no Hospital da Restauração.
Todos os colegas alvirrubros trocaram de escala.
Foram pros Aflitos, substituídos por colegas não-alvirrubros.
Fiquei só eu.
Verdade que o Náutico vinha bem.
Vencera Ponte Preta e Vila Nova em casa.
Na volta, empatara com o Vila no Serra Dourada.
Os três pontos significavam a classificação.
A volta a Série A.
Mas o adversário era o América-MG de Givanildo.
E pelo que eu sabia de futebol... muito melhor que o Náutico.
Pra quem desconhecia, e ainda desconhece, a torcida Timbu.
Inacreditáveis 28 mil pagantes superlotaram os Aflitos.
Mais que espremidos pois havia uma faixa para a torcida do América.
O jogo era guerra.
Dois dias antes, a Ponte Preta vencera o Vila fora de casa.
Ponte que tinha 10 pontos ganhos.
O América chegava com 7 pontos - o mesmo que o Náutico.
Vitória Timbu?
Jogo de compadres na rodada final contra a Macaca.
No plantão, ecos dos Aflitos.
Rinaldo marca 1x0.
Irênio amplia para o América-MG.
Cadeiras e objetos começam a ser atirados no campo de jogo.
O Eládio de Barros Carvalho se transforma em praça de guerra.
O Náutico dá adeus ao sonho da ressurreição.
O empate na rodada final com a Ponte Preta foi o honroso canto do cisne.
Madrugada.
Meu colega ortopedista chega pra dormir no plantão.
Nm quis saber de voltar pra casa e ouvir a gozação da esposa.
E esse meu colega ainda ficou devendo o plantão...
Já aconteceu muito comigo essa situação.Trocar o plantão,ir pro jogo...
ResponderExcluirQuando ganhamos,uma maravilha.
Mas,quando o resultado é adverso,pense num arrependimento!
O pior é que,normalmente,essas trocas são ingratas: uma 3ª pelo sábado ou domingo,etc.