7 de out. de 2014





Fase final da Série B, 1997.

4 de dezembro.

Dia de plantão no Hospital da Restauração.

Todos os colegas alvirrubros trocaram de escala.

Foram pros Aflitos, substituídos por colegas não-alvirrubros.

Fiquei só eu.

Verdade que o Náutico vinha bem.

Vencera Ponte Preta e Vila Nova em casa.

Na volta, empatara com o Vila no Serra Dourada.

Os três pontos significavam a classificação.

A volta a Série A.

Mas o adversário era o América-MG de Givanildo.

E pelo que eu sabia de futebol... muito melhor que o Náutico.

Pra quem desconhecia, e ainda desconhece, a torcida Timbu.

Inacreditáveis 28 mil pagantes superlotaram os Aflitos.

Mais que espremidos pois havia uma faixa para a torcida do América.

O jogo era guerra.

Dois dias antes, a Ponte Preta vencera o Vila fora de casa.

Ponte que tinha 10 pontos ganhos.

O América chegava com 7 pontos - o mesmo que o Náutico.

Vitória Timbu?

Jogo de compadres na rodada final contra a Macaca.

No plantão, ecos dos Aflitos.

Rinaldo marca 1x0.

Irênio amplia para o América-MG.

Cadeiras e objetos começam a ser atirados no campo de jogo.

O Eládio de Barros Carvalho se transforma em praça de guerra.

O Náutico dá adeus ao sonho da ressurreição.

O empate na rodada final com a Ponte Preta foi o honroso canto do cisne.

Madrugada.

Meu colega ortopedista chega pra dormir no plantão.

Nm quis saber de voltar pra casa e ouvir a gozação da esposa.

E esse meu colega ainda ficou devendo o plantão...


Um comentário:

  1. Já aconteceu muito comigo essa situação.Trocar o plantão,ir pro jogo...
    Quando ganhamos,uma maravilha.
    Mas,quando o resultado é adverso,pense num arrependimento!
    O pior é que,normalmente,essas trocas são ingratas: uma 3ª pelo sábado ou domingo,etc.

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Comentários